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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A Criança Na Correnteza

Numa aldeia havia uma comunidade de pessoas com muitas crianças.
Os homens saiam para caçar, as mulheres se dedicavam aos afazeres de casa e as crianças brincavam.
Havia também um rio turbulento muito perigoso e traiçoeiro que cortava aquela aldeia.
Certo dia, enquanto as mulheres estavam em seus afazeres, se ouviu um grito.
Um grito de socorro, a voz de uma criança gritou:
– Socorro! – e logo muitos começaram a gritar:
– Criança no rio!
Criança no rio!
Acudam!
E as crianças que estavam na margem gritavam desesperadas:
– Acudam.
Criança no rio!
As mulheres saíram desesperadas de suas casas e correram para o rio, todas pensavam, “será que é o meu filho?”.
Ao chegarem à margem, avistaram uma criança sendo levada pelas águas turbulentas.
Um homem, que naquele dia não tinha ido trabalhar, veio correndo com uma corda amarrou-a na cintura, e sem olhar para trás, disse:
– Segurem a ponta! – e foi entrando no rio e nadando o mais rápido que conseguia.
Na margem todos ansiosos, será que o homem conseguiria salvar aquela vida.
E o homem foi nadando, e as águas turbulentas arrastando a criança.
Até que finalmente com seus braços ele conseguiu agarrar a criança, que já estava quase morrendo afogada.
E ele gritou para as pessoas na margem:
– Puxem a corda!
E ninguém fazia nada.
E ele gritava:
– Puxem a corda!
Puxem a corda!
Eu agarrei a criança, puxem!
E um olhava para o outro, “Puxar que corda?”.
Para desespero de todos, ninguém se lembrou de segurar a outra ponta da corda, na hora do nervoso todo mundo só olhava para o rio e pra criança que se afogava e se esqueceram da corda.
Triste final.
Se o homem antes de pular no rio tivesse amarrado a corda em uma rocha, ele não iria depender de ninguém.
Mas, confiando nas pessoas, achando que os outros fariam também sua parte, ele desesperado viu que não devia ter confiado em ninguém...

Você entendeu esta ilustração.
O rio turbulento representa o mundo e seus perigos.
A criança morrendo afogada representa o homem, a mulher; que na hora em que menos esperam são envolvidos pela turbulência da vida e começam a perecer.
O nadador representa o homem que confia nas armas matérias, nas defesas materiais ou em seus próprios recursos ou mesmo em outros homens para se salvar se esquecendo de Deus.
As pessoas na margem que não fizeram nada, são aquelas que ficam desesperadas de ver tanto horror no mundo, mas, não fazem a sua parte para melhorar este planeta.
Representa também, aquelas pessoas que dizem, “Ah, eu não vou fazer, porque o outro vai fazer”, sempre deixa pro outro, não cumpre a sua parte.
A rocha é Deus.
Coloque a sua esperança,
Naquele que está firme.
E quem estiver sobre a Rocha não será abalado.

Autoria: Juanribe Pagliarin
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Onde Deus Quer Que Eu Esteja

“Eu ouvi a história de um trabalhador que nunca conhecerei, mas sei que Deus queria que eu soubesse dessa história!
Ele era chefe de segurança de uma empresa, a qual convidou os remanescentes de outra, que tinha sido dizimada pelo ataque às torres gêmeas, para dividir espaço em seu escritório.
Com sua voz cheia de admiração, ele contou histórias que explicavam porque essas pessoas estavam vivas, enquanto seus colegas estavam mortos.
Todas as histórias tratavam de pequenos detalhes…
Talvez você saiba do diretor de empresa que chegou tarde porque aquele dia era o primeiro de seu filho no jardim de infância.
Outro  colega estava vivo porque era o seu dia de trazer rosquinhas.
A história que mais me chamou atenção foi a do homem que estava estreando um par de sapatos naquela manhã.
No caminho para o trabalho, formou-se uma bolha em seu pé. Ele parou em uma farmácia para comprar um Band-Aid.                   
É por isso que ele está vivo.
Agora, quando estou preso no trânsito, perco o elevador, volto para atender o telefone….
Todas essas pequenas coisas que me irritam…
Eu penso comigo: ali é o exato lugar onde Deus quer que eu esteja naquele exato momento.
Que Deus continue a abençoar-te com esses pequenos aborrecimentos.   
 Você já esteve alguma vez parado, acomodado em algum lugar, e de repente  veio uma vontade de fazer algo de bom por alguém de quem você gosta…
 É DEUS… Ele fala com você através do Espírito Santo.
 Você já esteve pensando em alguém que não via há tempo, e em seguida o(a) encontra, ou recebe dele(a) um telefonema ou uma carta…
 É DEUS… “coincidências” não existem.
Alguma vez você já  recebeu algo de maravilhoso que nem pediu, como uma dívida que misteriosamente foi sanada, ou um vale de loja onde você acabou de ver algo que queria, mas não podia comprar…
É DEUS…
Ele conhece os desejos do seu coração…
Você já não esteve em uma situação em que nem tinha uma pista de como iria melhorar, e que agora está superada…
É DEUS… Ele nos ajuda a  passar pelas tribulações para que  vejamos dias mais brilhantes…
Eu estava pensando em Você!
  Em tudo o que fazemos, devemos agradecer a ELE de todo o coração, e nossas bênçãos continuarão a se multiplicar.

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Família, Nosso Maior Bem

Eu estava correndo e de repente um estranho trombou em mim:
- Oh, me desculpe “por favor”, foi a minha reação.
E ele disse:
- Ah, desculpe-me também, eu simplesmente nem te vi!
Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu. Então, nos despedimos e cada um foi para o seu lado. Mais tarde naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho parou do meu lado tão em silêncio que eu nem percebi. Quando eu me virei, tomei o maior susto e lhe dei uma bronca.
- Saia do meu caminho filho!
E eu disse aquilo com certa braveza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele.
Quando eu fui me deitar, eu podia ouvir a voz calma e doce de Deus me dizendo:
- Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe para você. Ele mesmo as pegou. A cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele.
Nesse momento, eu me senti muito pequena. E agora, o meu coração era quem derramava lágrimas. Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado.
- Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim?
Ele sorriu.
- Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei tão bonitas como você! Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul.
Eu disse:
- Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira.
- Ah mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!
- Eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul.
Você já parou pra pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias. Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, os nossos filhos, sentirão essa perda para o resto de suas vidas. E nós raramente paramos para pensar nisso.
Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que nossa família, que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo.
Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um “eu te amo”, de dizer um “obrigado”, de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante para nós.
Ao invés disso, muitas vezes agimos rudemente, e não percebemos o quanto isso machuca os nossos entes queridos.
A família é o nosso maior bem!

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A arte de viver bem

Não exija dos outros o que eles não podem lhe dar, mas cobre de cada um a sua responsabilidade. Não deixe de usufruir o prazer, mas que não faça mal a ninguém. Não pegue mais do que você precisa, mas lute pelos seus direitos.
Não olhe as pessoas só com os seus olhos, mas olhe-se também com os olhos delas. Não fique ensinando sempre, você pode aprender muito mais. Não desanime perante o fracasso, supere-se o transformando em aprendizado.
Não se aproveite de quem se esforça tanto, ele pode estar fazendo o que você deixou de fazer. Não estrague um programa diferente com seu mau humor, descubra a alegria da novidade. Não deixe a vida se esvair pela torneira, pode faltar aos outros…
O amor pode absorver muitos sofrimentos, menos a falta de respeito a si mesmo! Se você quer o melhor das pessoas, dê o máximo de si, já que a vida lhe deu tanto. Enfim, agradeça sempre, pois a gratidão abre as portas do coração.

Içami Tiba
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Casal Perfeito

O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele? 
O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?
Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto.
Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do "enfim nunca mais só!", porque aí é que a coisa começa a ferver. Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.
Passada a primeira fase de paixão, a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.
O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.
E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota e nos damos conta: nada mais é como era no começo. Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir. 
Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. 
Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.
Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobre tudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns.
É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heroico, dizia Hélio ellegrino. Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém. 

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Um Sol Diferente

Que apesar de todas as dificuldades, apesar de algumas tristezas que insistem, que mesmo com essa montanha erguida, o sol possa ser seu presente mais doce.
Desejo ao seu coração o querer que ele quer.
Que nas palavras que ele sussurra dentro do seu peito, sejam ouvidas aquelas que têm sabor de liberdade.
Que você esteja atento para o sopro da sua vontade real, e jamais desista dos seus passos em direção à verdade.
Desejo que a sua percepção acorde mais plena no calor de um sol novo e renovador.
Que ele lhe encoraje às atitudes que estão querendo respirar.
Aquelas que sempre são substituídas.
Aquelas que não se arrojam por ter os pesos de conceitos por demais antigos.
Desejo que você aceite seu tempo, seja ele qual for.
Que sinta serenidade na espera necessária para que a semente plantada brote no tempo certo.
Desejo então que sua flor seja inteira, e mesmo que inicialmente pequena e frágil, ela lhe traga as luzes de uma estrada azul.
Que a sua sabedoria esteja despertada aguardando com tranquilidade o desabrochar da sua flor. Em paz, em cadência ritmada com o aprendizado que vem chegando.
Em mais suaves permissões a você. Em muito mais reconhecimento da sua coragem. 
Desejo a você um sol diferente. 
Espalhando seu sorriso pela densidade das nuvens, simplificando o aspecto complicado de alguns momentos e mostrando-lhe a fonte essencial para sua sede.
Desejo que a cada instante você desnude mais seu coração e deixe que nele vibre em tom maior: O AMOR
O amor na sua expressão mais simples. 
Que não mede, não faz contas e que tem o poder de lhe erguer acima de todas as montanhas escuras. 

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Jardim De Infância

Tudo que eu realmente preciso saber sobre a vida... Como ser.... Aprendi no jardim da infância. 
Não foi na universidade nem na pós-graduação que eu encontrei a verdadeira sabedoria, e sim no recreio do jardim da infância. 
Compartilhar, brincar dentro das regras, não bater nos outros, colocar as coisas de volta no lugar, limpar a própria sujeira, não pegar o que não é meu, pedir desculpas quando machucava alguém, lavar as mãos antes de comer, puxar a descarga do banheiro. 
Também descobri que café com leite é gostoso, que uma vida equilibrada é saudável e que pensar um pouco, aprender um pouco, desenhar, pintar, dançar, planejar e trabalhar todos os dias, nos faz muito bem. 
Tirar uma soneca à tarde, tomar muito cuidado com o trânsito, segurar as mãos de alguém e ficar juntos, são boas formas de enfrentar o mundo. 
Prestar atenção em todas as maravilhas e lembrar da pequena semente que, um dia, plantamos em um copo de plástico. As raízes iam para baixo e as folhas iam para cima, mas ninguém realmente sabia nem porquê. Mas nós somos assim! 
Peixinhos dourados, ratinhos brancos; e até mesmo a pequena semente do copo de plástico, tudo morre um dia. E nós também. 
Tudo que você realmente precisa saber esta aí. Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem para você...
Amor, higiene básica, ecologia e política contribuem para uma vida saudável. 
Penso que tudo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - tomássemos café com leite todas as tardes e descansássemos um pouquinho abraçados a um travesseiro. 
E ainda é verdade que, seja qual for a idade, - o melhor é darmos as mãos e ficarmos juntos! 

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

As Sete Verdades Do Bambú

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
Vovô corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?
Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. 
Essa é a sua meta.

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

PIRILAMPOS

Diz a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um 
pirilampo. 
Este fugia rapidamente do predador feroz, mas a cobra não 
desistia.
Ele fugiu no dia seguinte, mas ela continuou a perseguição ... 
No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse ? 
serpente:
   "Posso fazer três perguntas?"
Eu não costumo dar este privilégio a ninguém, 
mas como te vou comer, podes perguntar. 
Respondeu a cobra ... 
Eu pertenço à tua cadeia alimentar?
- "Não", respondeu a serpente.
Eu fiz-te algum mal?
  - "Não", responde a cobra novamente.
  Então porque queres acabar comigo?
Porque não suporto ver-te brilhar!

Moral

Muitos de nós temos estado envolvidos em situações em que nos perguntamos: 
Porque terei de passar por isto, se não fiz nada de mal nem ofendi a ninguém?
Simples a resposta ... ?
Porque não suporto ver-te brilhar .....!!!!
Quando isso acontecer, não deixes de brilhar, continua a ser tu mesmo, vai em frente e continua a dar o melhor de ti, continua a fazer o teu melhor, não permitas 
que te lastimem, que te firam, continua a brilhar e não poderão tocar-te... 
Porque a tua luz continuará intacta.
A tua essência permanecerá, aconteça o que acontecer ...
Sê sempre um ser autêntico, mesmo que a tua luz incomode os predadores !!!

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Rocha No Caminho

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. 
Naquele momento ele se escondeu e ficou observando se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. 
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. 
Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantia as estradas limpas, mas nenhum deles tentou se quer remover a pedra dali. 
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. 
Após muita força e suor, ele finalmente, com muito jeito, conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. 
Ele voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. 
Foi até ela e viu que a bolsa continha muitas moedas de ouro, e um bilhete escrito pelo rei que dizia:
"Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição..."

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vida Breve

Essa nossa vida é tão curta...
O tempo em que ficamos neste mundo é tão breve ...
Existem tantas coisas boas, úteis, concretas e que, principalmente, estão ao nosso alcance e as deixamos de lado. Não lhes damos a atenção necessária.
Talvez por não acreditarmos que os momentos e os detalhes são únicos.
Ou talvez por esquecermos que as oportunidades podem ser descartadas, mas dificilmente repetidas.
Vivemos nos queixando pelas grandes obras que não podemos realizar e deixamos de lado aquelas pequenas que nos são possíveis.
Vivemos desejando asas, enquanto nossos pés nos convidam à pisar firmes no chão.
Acreditamos que a nossa felicidade está naquilo que desejamos e deixamos de amar o que possuímos.
Nossa vida é breve e temos muita coisa útil à realizar.
De modo algum justifica-se nossa busca por satisfações efêmeras, enquanto nossa realização está justamente naquilo que já é nosso.
Devemos nos lembrar que passaremos por este caminho, este mundo, uma só vez.
Precisamos, portanto, aproveitar esta oportunidade única, breve...

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Advinha Quanto Eu Te Amo

Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas  do Coelho Pai.
Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava ouvindo.
- Adivinha quanto eu te amo? - disse ele.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso - disse  o Coelhinho, esticando seus bracinhos o máximo que podia.
 Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto !
Huuum,  isso é um bocado, pensou o Coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.
Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos assim. 
Então o Coelhinho teve uma boa idéia. Ele se virou de ponta cabeça,  apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés! 
- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés -  disse o 
Coelho Pai  balançando o filho no ar.
- Eu te amo a altura de meu pulo! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.
- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho. 
Ele estava sonolento demais para continuar pensando.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite. 
Nada podia ser maior do que o Céu.
- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, e fechou os olhos.
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou  para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA !

 Fábula de Sam Mc Bratney
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Meu Grande Exemplo

Existe um homem que se esmera no comprimento do dever para dar bom exemplo: 
Que fica humilde, quando poderia se exaltar. 
Que chora à distancia, a fim de não ser observado. 
Que com o coração dilacerado se embrutece para se impor como um juiz inflexível. 
Que na ausência usam-no como temor para evitar uma ação menos correta. 
Que quase sempre é chamado de desatualizado. 
Que apenas fisicamente passa o dia distante, na labuta, por um futuro melhor. 
Que ao fim da jornada avidamente regressa ao lar para levar muito carinho e, às vezes, pouco receber. 
Que está sempre pronto a ofertar uma palavra orientadora ou relatar uma atitude benfazeja que possa ser imitada. 
Que muitas vezes passa noites mal dormidas a decifrar os segredos da vida, quando extenuado, ainda consegue energias para distribuir energias. 
Que é tão humano e sensível, por isso, normalmente, sente a ausência do afeto que lhe é dado raramente e de forma pouco comunicativa. 
Que vibra, se emociona e se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama.  Esse homem, geralmente, se agiganta e passa a ser o valor inexorável quando deixa de existir para sempre. 
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é seu melhor amigo: SEU PAI...

Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar?
Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar?
Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar?
Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar?
Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar?
Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar?
Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!
Feliz Dia dos Pais, meu pai.

Autor desconheço
Marco Antonio Struve
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Andarilho

Um homem, tendo que fazer uma longa viagem, se preparou como melhor lhe convinha. Teria um longo caminho pela frente, e neste tempo, enfrentaria muito sol, chuva, frio, enfim, inúmeros obstáculos. Achava que nada poderia detê-lo.
Para a sua caminhada, pegou o melhor calçado, as melhores roupas, chapéu, enfim, tudo o que achava necessário. E tudo era novo.
Pensou em seu destino e em tudo de valor que achava possuir. Abriu sua mochila, e nela colocou tudo: calçado, roupa, chapéu, achando que se não os usasse em sua jornada, ao final, teria tudo ao seu dispor, quando quisesse. E novo!
Colocou a mochila às costas, e partiu. Ao longo de sua viagem, após varias trilhas, viu-se cansado e não podia mais continuar. Estava exausto.
O peso às suas costas, com o seu “tesouro”, já lhe era insuportável. Seus pés, rachados e sangrando, seu corpo surrado, machucado e frágil, sua cabeça ferida e seu pensamento, sem direção.
Olhou para os seus pés e para seu calçado. O sapato continuava novo, e seus pés, acabados. Tomou a sua roupa nova e tocou o seu corpo velho e dolorido. Levantou o seu chapéu, novo, e tentou colocá-lo em sua cabeça inchada. Faltava muito para chegar e tudo que possuía... NOVO, tal como preservou, de nada lhe servia agora. Pensou em abandonar tudo.
Em silêncio, e pela primeira vez, concluiu que se tivesse utilizado o seu calçado, ele estaria velho, mas seus pés, apenas doloridos. Se tivesse se vestido, sua roupa estaria rota, mas seu corpo não estaria tão machucado, cansado e sujo. Se tivesse usado o seu chapéu, ele estaria com suas abas caídas, mas sua cabeça não estaria por estourar de dor.
Refletiu, e reconheceu que ali estavam os seus verdadeiros amigos.
Deixe os amigos entrar na sua vida.
Tentando preservar os amigos, não permitimos que eles participem de nossa vida!
Nossos verdadeiros amigos estão para nos servir a todo instante e mesmo que algo que você fale pareça desgastá-lo, acredite: ele te protegerá.
Os seus amigos não querem estar somente em uma mochila (ou na agenda de seu celular ou na sua lista do Facebook), como o calçado, a roupa, o chapéu, como um fardo que você carrega. Querem é estar contigo, em toda a sua jornada, mesmo que cheguem desgastados, sujos, cansados, porém, certos de que, de algum modo, aliviaram a sua dor, seu sacrifício e participaram de sua alegria, e chegaram ao fim.

Marcio Zeppelini
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Flor Rara

Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem e uma família unida. O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso. 
O trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e pouco sobrava para a família.
Um dia, seu pai, um homem muito sábio, deu a ela uma flor muito cara e raríssima, da qual havia apenas um único exemplar em todo o mundo. E disse a ela:
- Filha, esta flor vai te ajudar a resolver seus problemas: você terá apenas de regá-la e podá-la de vez em quando, às vezes conversar um pouquinho com ela e ela dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas cores.
A jovem ficou muito emocionada afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, o trabalho consumia todo o seu tempo e a sua vida, não permitindo que ela sequer cuidasse da flor. De volta à sua casa, ela olhava a flor, que ainda estava lá, não mostrando sinal de fraqueza ou morte. Apenas estava lá, linda, perfumada. Então ela passava direto.
Até que um dia, mal entrara em sua casa, a jovem leva um susto! Sem mais nem menos, a flor morreu. Suas pétalas estavam murchas e escuras, suas folhas, ressecadas.
A jovem chorou muito e contou a seu pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu: 
- Eu já imaginava que isso aconteceria e não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família...
A relação com as pessoas que nos amam é como uma flor!
Assim como a flor, os sentimentos também morrem. Os sentimentos das pessoas, se não forem diariamente cultivados também morrem, acredite. 
E cultivar diariamente não dá trabalho. O que dá trabalho é tentar ressuscitar as flores depois de mortas - ou seu casamento depois de o amor já ter morrido. Ou o respeito dos filhos, depois que as drogas ou outras coisas “mais importantes” tomaram lugar.
Cuide das pessoas que você ama! Diga “Eu te amo” aos seus filhos, seus pais e à pessoa que ama! Diga, escreva, mostre isso todos os dias!
Abrace e carregue aquilo que ama com mais vontade. Dinheiro é bom e também pode ser carregado com vontade, assim como o seu trabalho, se você gosta do que faz, deve ser preservado com unhas e dentes. Sua saúde, seus amigos, sua casa, seu cachorro.
Tudo que você ama, se você souber “regar, adubar e podar” lhe renderá beleza e perfume pelo resto da vida.

Marcio Zeppelini
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um Bom Lugar Para Viver

Conta uma lenda popular do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e aproximou-se de um velho Samurai e perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? 
- perguntou por sua vez o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados 
- replicou o rapaz 
- Estou satisfeito de haver saído de lá!
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui 
– replicou o velho, sorrindo sorrateiramente.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião, fez a mesma pergunta do primeiro rapaz, obtendo a mesma resposta do ancião:
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?
- Ahhh.... lá era tudo ótimo: havia um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas e hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- Fique tranquilo, rapaz. O mesmo você encontrará por aqui 
- respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. 
Aquele que nada encontrou de bom nos lugares onde passou, não encontrará coisas boas por aqui também. 
Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui.
Quem faz um lugar são as pessoas.
Quem escolhe as pessoas é você!
Nossa atitude mental é a única coisa em nossas vidas sobre a qual podemos manter o controle absoluto. O que faz de um lugar ser bom ou ruim é o sentimento que você mesmo depositou. Isso ocorre num lugar visitado, num emprego, numa roda de amigos.
É comum que nós estejamos absolutamente confortáveis com algumas pessoas e, poucos dias depois, a satisfação de estar com as mesmas pessoas talvez não seja a mesma que outrora. Isso porque você está carregando alguma coisa que em nada tem a ver com esse grupo de amigos.
Ou seja: não importa onde esteja ou com quem esteja, encontre os pontos positivos daquele lugar ou indivíduo. Evite ficar medindo os pontos fracos. Você perceberá imediatamente o quanto aquele ambiente te faz bem!
No trabalho, idem: não adianta você buscar outro emprego se você não consegue separar os pontos fortes e fracos deste seu atual. Somente com tudo na balança é possível ter consciência de que vale ou não a pena.

MARCIO ZEPPELINI
Colaboração: Carlos E. Della Justina