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terça-feira, 31 de maio de 2011

Os Olhos De Quem Vê...

Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres.
O objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social; o pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.
Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo...
Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
- E aí, filhão, como foi a viagem para você?
- Muito boa, papai.
- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza?
- Sim pai! Retrucou o filho, pensativamente.
- E o que você aprendeu, com tudo o que viu naquele lugar tão pequeno?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro.
Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim.
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu.
Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha.
Nós temos alguns canários em uma gaiola eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e continuou:
- E além do mais papai, observei que eles oram antes de qualquer refeição, enquanto que nós em casa, sentamos à mesa falando de negócios, dólar, eventos sociais, daí comemos, empurramos o prato e pronto!
No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive a nossa visita na casa deles.
Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos televisão e dormimos.
Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia uma rede para cada um de nós.
Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.
Conforme o garoto falava, seu pai ficava estupefado, sem graça e envergonhado.
O filho na sua sábia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto nós somos pobres!

MORAL DA HISTÓRIA:

Não é o que você tem, onde está ou o que faz, que irá determinar a sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto! Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha, da maneira como você valoriza. Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas, então... Você tem tudo!

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 30 de maio de 2011

As Guerra E Você

Você aprova as guerras?
Se alguém lhe fizesse uma pergunta dessas, por certo você ficaria indignado com tanta ousadia, e diria que não compactua com esse tipo de violência.
No entanto, num ponto você há de concordar: que se vivêssemos num mundo pacífico, as guerras não existiriam, não é verdade?
Pois bem, você já pensou que as grandes guerras podem ser apenas a conseqüência das pequenas guerras que alimentamos no dia-a-dia?
A explosão de um conflito maior pode ser comparada à erupção de um vulcão, que libera as lavas para não provocar abalos maiores e mais prejudiciais ao planeta.
Uma guerra é como uma panela de pressão que estoura porque não consegue suportar as forças que pressionam seu interior.
Assim, quando nos irritamos violentamente com alguém ou com alguma coisa, jogamos na atmosfera uma carga energética de péssimo teor, que contribuirá para a eclosão de guerras, mais cedo ou mais tarde.
Essas forças permanecem na atmosfera espiritual da terra e vão se somando a outras tantas, liberadas por aqueles que se permitem pequenas ou grandes explosões de ira e de ódio.
É assim que vamos formando uma reserva de violência tão grande, que um dia acaba por explodir e causar danos a milhares de pessoas.
Portanto, se não quisermos mais alimentar guerras, devemos educar-nos para a paz.
E a paz deve começar em nossa intimidade.
Quando não revidamos uma ofensa, estamos ajudando a construir a paz.
Quando não aceitamos uma provocação da violência, estamos dando nossa contribuição para que a paz possa ser construída.
Quando calamos uma palavra de irritação, contribuímos com a paz mundial.
Quando apagamos uma faísca de ira que insiste em eclodir de nossa alma, fomentamos a paz.
Quando repelimos com o amor uma insinuação da revolta, ajudamos a pacificar o mundo.
Quando, enfim, nos inundarmos de paz, conseguiremos aplacar o ódio de milhões e acabar com as guerras, por falta de alimento.
Essa é a única maneira de sermos, efetivamente, contrários aos conflitos cruéis que degradam a humanidade e a infelicitam.
Você sabia?
A felicidade deve ser construída, e só haverá verdadeira felicidade quando não houver mais conflitos degradantes entre os povos.
Os mundos estão sujeitos à lei de progresso, e, à medida que seus habitantes evoluem, transformam os mundos em que vivem.
Foi por essa razão que o Cristo afirmou que os brandos e pacíficos herdarão a terra. Nada mais justo, pois colherão os frutos da própria semeadura.
Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sonhe

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:”Que tamanho tem o universo?”Acariciando a cabeça da criança,ele olhou para o infinito e respondeu:”O universo tem o tamanho do seu mundo.”
Perturbada,ela novamente indagou:”Que tamanho tem meu mundo?”O pensador respondeu:”Tem o tamanho dos seus sonhos.”Se seus sonhos são pequenos,sua visão será pequena,suas metas serão limitadas,seus alvos serão diminutos,sua estrada será estreita,sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Os sonhos regam a existência com sentido.
Se seus sonhos são frágeis,sua comida não terá sabor,suas primaveras não terão flores,suas manhãs não terão orvalho,sua emoção não terá romances.
A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis,faz dos idosos,jovens,e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.
Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história,fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.
Sonhe!

É por isso que há pessoas...

Que querem ser bonitas para chamar a atenção...
Outras desejam a inteligência para serem admiradas...
Mas há algumas que procuram cultivar a Alma e os Sentimentos.
Essas alcançam a admiração de todos, porque além de belas e inteligentes tornam-se realmente
PESSOAS!

Augusto Cury
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Verdadeiro Amor

Um senhor de idade chegou a um consultório médico, para fazer um curativo em sua mão onde havia um profundo corte. E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.
O médico que o atendia, curioso peguntou o que tinha de tão urgente pra fazer. O simpático velhinho lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava em um abrigo para idosos com mal de alzaimer muito avançado.
O médico muito preocupado com o atraso do atendimento disse:
Então hoje ela ficará preocupada com a sua demora?
No que o senhor respondeu:
Não, ela já não sabe quem eu sou. A quase cinco anos ela não me reconhece mais.
O medico então questionou:
Mas para que tanta pressa, e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?
O velhinho então deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico respondeu:
Ela não sabe quem eu sou... mas eu sei muito bem quem ela é!
O médico teve que segurar as lágrimas enquanto pensava...
É esse tipo de amor que quero para a minha vida.

Moral:
O verdadeiro amor, não se resume ao físico, nem ao romântico. O verdadeiro amor, é aceitação de tudo o que o outro é... de tudo que foi um dia... do que será amanhã... e do que já não é mais!

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 24 de maio de 2011

Se Sua Vida For...

Se sua vida for um sonho: Sonhe.
Se sua vida for uma caminhada: Aventure-se.
Se sua vida for um obstáculo: Passe por ele.
Se sua vida for um objetivo: Alcance-o.
Se sua vida for feita de amor: Ame à vontade.
Se sua vida for feita de ódio e rancor: Esqueça, viva só de amor.
Se sua vida for feita de amigos: Preserve-os.
Se sua vida for uma música: Cante-a e dance.
Se sua vida for uma novela: Dê a ela um final feliz.
Se sua vida for uma rosa: Não deixe que ela morra.
Se sua vida for um mistério: Desvende-o.
Se sua vida for feita de dúvidas: Cuidado para não erras na escolha.
Se sua vida for feita de certezas: Vá em frente.
Se sua vida for feita de sombras: Não deixe que elas te ponham medo.
Se sua vida for feita de luz: Não deixe ela se apagar.
Se sua vida for feita de vários caminhos: Procure escolher aquele que te levará a felicidade.
Se sua vida for um livro: Leia e preste atenção.
Se sua vida for um doce: Se delicie com ele.
Se sua vida for uma noite estrelada: Se encante com o brilho dela.
Se sua vida for uma noite Luar: Aprecie a beleza dela.
Se sua vida for uma lembrança: Lembre-se dela com alegria.
Se sua vida for feita de risos: Dê o seu melhor sorriso.
Se sua vida for um pesadelo: Acorde o mais rápido possível.
Se sua vida for feita de trabalho: Trabalhe, mas sem se cansar.
Se sua vida for feita de dinheiro: Economize.
Se sua vida for um passeio: Aproveite bem.
Se sua vida for um dia de folga: Descanse bastante.
Se sua vida for um presente: Abra e se surpreenda.
Se sua vida é uma vida: Viva para ela ser VIVIDA!!!

“A vida é uma grande ponte. Não construa sua casa, apenas atravesse”.

Enviada por Silaine Kunz
Colaboração: Stéphanie Piava

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os Obstáculos Da Vida

A vida é cheia de obstáculos. Que prazer teria, a vida, se fosse o contrário? O que torna a vida interessante é o prazer que se tira quando se destrói os obstáculos que se encontra pelo caminho.
A vida não seria uma escola se tudo fosse conseguido facilmente.
A vida é uma escola que nos ensina constantemente, com os nossos erros e com as nossas experiências. Os erros cometidos servem para nos mostrar o caminho da verdade, faz-nos conhecer as pessoas que nos rodeiam e faz-nos crescer como humanos.
Quem pensa que na vida vai alcançar tudo que deseja, sem nenhum tipo de obstáculo, essa pessoa não conseguirá resolver os problemas da vida com sabedoria e paciência.
Nunca na vida estamos totalmente bem, sempre alguma coisa nos incomoda quer no trabalho, quer na vida familiar, quer no aspecto financeiro, entre outros.
Há pessoas que dizem: " Eu não sei o que fiz, parece que nasci para sofrer, não consigo ser feliz".
Mas, o que essas pessoas não sabem é que, cada um de nós é quem decide ser feliz ou infeliz em cada situação da vida, dependendo da forma como se encara os problemas.
É preciso desfrutar dos pequenos prazeres que a vida nos oferece, que por serem pequenos muitas vezes achamos que não vale a pena dar-lhes importância.
Por exemlo os momentos de convívio com a família ou amigos, o dia do pai ou da mãe quando o filho nos oferece um presente feito com as prórias mãos, o primeiro passo do teu filho, entre outros, são momentos qe se recordam para sempre e que nos dão prazer de viver...
Normalmente vemos as pessoas reclamando da vida, do salário, do emprego, do patrão, do governo, de tudo e de todos. As pessoas esperam que as coisas melhorem um dia. Mas são poucos que fazem alguma coisa para que sua situação mude.
Sabendo que temos um potencial imenso, não podemos ficar esperando que alguém mude nossa vida, nós é que temos que agir.
O filho pródigo poderia ficar aguardando que o patrão mudasse, que a situação dele mudasse... Que não sentisse mais fome, mas não, nada disso.
E hora de sonhar e agir. Somos filhos de DEUS. Temos um potencial extraordinário.
Não temos que nos conformar com migalhas, com sobras, com restos... Vá a luta.

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Coragem Para Ousar

Certa vez um milionário promoveu uma festa em uma de suas mansões e,
em determinado momento pede que a música pare e diz, olhando para a
piscina onde cria crocodilos australianos.
– Quem pular na piscina, conseguir atravessá-la e sair vivo do outro lado ganhará todos os meus carros.
Alguém se habilita?
Espantado, os convidados permanecem em silêncio e o milionário insiste:
- Quem pular na piscina, conseguir atravessá-la e sair vivo do outro lado ganhará meus carros e meus aviões.
– O silêncio impera e, mais uma vez, ele oferece:
- Quem pular na piscina, conseguir atravessá-la e sair vivo do outro lado ganhará meus carros, meus aviões e
minhas mansões.
Neste momento, alguém salta na piscina. A cena é impressionante. Luta intensa, o destemido se defende como pode, segura as
bocas dos crocodilos com pés e mãos, torce os rabos dos répteis.
Parecia um filme do Crocodilos Dundee! Após alguns minutos de terror e pânico, sai do outro lado da piscina o corajoso homem, cheio de arranhões, hematomas e quase nu. Um bagaço.
O milionário aproxima-se, dá-lhe os parabéns e pergunta:
- Aonde quer que lhe entregue os carros e os aviões?
– Obrigado, mas não quero seus carros e aviões
– respondeu o desafortunado.
Estranhando a reação do homem, o milionário pergunta:
E as mansões?
- Eu tenho uma bela casa, não preciso das suas.
Pode ficar com elas. Não quero nada de que é seu.
Impressionado, o milionário pergunta:
- Mas se você não quer nada do que ofereci, o que quer então?
E o homem responde irritado:
- Achar o safado que me empurrou na piscina!

Moral da história: Somos capazes de realizar muitas coisas que as vezes
nós mesmos não acreditamos. Basta apenas um ‘empurrãozinho’...

Autor descobhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Vida E O Tempo

No trem da vida a beleza é passageira
E o tempo são os trilhos a percorrer.

O que está presente
Daqui a pouco,
Há uma hora
Ou mesmo um instante
Deixará de ser presente
Para ser no passado
Contente lembrança.

Cada dia que nasce é o futuro
Que hoje se torna presente
E amanhã será passado.
Não deixe um dia passar como um a mais,
Viva-o intensamente na possibilidade de fazer a diferença.

Sempre vamos, mas nunca voltamos.
Pois o tempo passa, não volta, não para.
O tempo nos leva de onde chegamos
Até aonde vamos,
Nos trás de onde partimos.

Todo o tempo às pessoas vem e vão,
Passam por nossas vidas.
Há pessoas que vem para ficar
E outras vão para nunca mais voltar.

Deixam saudades
E vivem lembradas em nossos pensamentos
E quem fica, é vivo lembrado no olhar de quem vai.
Mas continuam sempre presentes
Por suas lembranças;
Seu jeito de sorrir, de olhar,
De falar, suas manias,
Um pouco de si em nós.
Pessoas que se tornam marcantes
Por serem amadas.

Pessoas que são tocadas
Pelo vento para morar em outros corações,
Para encontrar refúgio em outro lugar
E até um dia encontrar
Porto seguro nos braços do seu lugar.

Autor(a) Camila Pereira Reis

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Águia E Os Filhotes

A Águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho.
Seu coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: "Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?", ela pensou.
Esta questão secular ainda não estava respondida para ela....
Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados dessa rocha.
Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. "E se justamente agora isto não funcionar?", ela pensou.
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão maternal estava prestes a se completar.
Restava ainda uma tarefa final.... O empurrão.
A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior.
Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua vida.
Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer uma águia.
O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.
E então, um a um, ela os precipitou para o abismo... E eles voaram!...
Já faz muito tempo que a mediocridade tenta fazer-nos obedecê-la! já faz muito tempo que damos atenção aos que nos perguntam: "Por que ser diferente?", ou que racionalizam: "Vamos fazer apenas o mínimo exigido".
Já faz muito tempo que concordamos em dar menos do que o melhor de nós, e ficamos convencidos de que a qualidade, a integridade e a autenticidade são virtudes negociáveis.
Assim, cara águia companheira, levante vôo! quando houver terminado este vôo, terá firmado um compromisso inédito com uma vida de excelência em tudo.
Estará tão encorajado que duvido que possa sentir-se satisfeito em viver nas adjacências da mediocridade outra vez.
E por que deveríamos satisfazer-se lá embaixo? Erga os olhos e mire tão alto que possa começar a fazer aquilo para que foi criado: Um vôo sublime.
Há milênios a águia tem sido respeitada pela sua grandeza.
Existe algo inspirador na graça impressionante de seu vôo, em sua magnífica envergadura, em suas garras poderosas.
Ela plaina sem qualquer esforço em altitudes, insensíveis aos ventos turbulentos que sopram como chicotadas por entre as fendas das montanhas.
As águias não voam em bandos e tampouco se conduzem irresponsavelmente.
Por serem fortes de coração e solitárias, representam qualidades que admiramos.
Certamente você está ciente do fato de o estilo de vida semelhante ao da águia não ser barato. Custa caro ser diferente, especialmente quando a maioria está satisfeita em misturar-se e permanecer como maioria.
Não há ímãs na terra mais poderosos, do que a pressão exercida pelos medíocres.
Embora todos nós tenhamos apenas uns poucos anos para viver neste pequeno planeta, são raras as pessoas que tomam a decisão de desprezar a "Média" e lutar contra a atração forte dos ímãs medíocres.
Enfrente o fato, a tarefa é dura! é como diz o velho provérbio "É duro alçar vôo altaneiro, sublime, quando estamos rodeados de tantas pessoas com medo de alçar vôo!"...

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dois Pesos E Duas Medidas

Segundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito; virtude de dar a cada um o que é seu. Jesus, no entanto, se referiu à justiça, recomendando que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse.
Todavia, nós, que tantas vezes temos cobrado da divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo.
No convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.
O trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.
Se nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distintos dos que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes.
Se a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata. Mas, se está envolta em andrajos, bem diferente é a nossa atenção.
Outro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira idéia que nos vem à mente?
Se fossemos pessoas justas, certamente faríamos uma boa revisão reparando os danos e, ao ofertá-lo a alguém, no caso de venda, falaríamos a verdade ao comprador.
Mas o que normalmente ocorre é a idéia de passá-lo adiante o mais rápido possível. E quem comprá-lo que fique com o prejuízo, afinal o mundo é dos espertos, pensamos. E nos dizemos pessoas justas!
Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como pode alguém nos vender um veículo prestes a fundir o motor? Que injustiça!
Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos públicos, imediatamente levantamos a voz e clamamos por justiça.
Mas quantos de nós compramos atestados falsos, para ludibriar o patrão e receber o salário integral?
Usamos, nos vários momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais são as nossas verdadeiras intenções.
Assim, podemos nos perguntar: será que temos mesmo sede de justiça? Ou será que nos pesos e medidas só temos pensado em nós mesmos?
Autor: desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A Dádiva De Viver

Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem.
Olha, mas não vê... Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente...
Perdido na névoa densa que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.
Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.
Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida, tornem seu caminhar denso e prejudiquem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.
Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias, e você, vivo, atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça, ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar. Respire forte e intensamente, oxigenando as idéias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida. Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.
Aquela flor miúda que, em meio aos espinhos, sobrevive linda, perfumosa, a brilhar como se fosse grande.
Sinta-se vivo ao apreciar o vôo da borboleta ou do pássaro à sua frente.
Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho, ou simplesmente aprecie o céu, com suas nuvens a formar desenhos engraçados fazendo e desfazendo-se sob seus olhos.
Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo, detenha-se no micro universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão...
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama...
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência...
A aranha, a tecer sua teia caprichosamente, e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.
Somos caminhantes nesta estrada da vida, somando, a cada dia, virtudes ao nosso caminhar, mas que se tornarão caminhos luminosos e brilhantes.
Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta, você terá tido uma conversa com Deus.
Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo que Deus lhe oferece.
A sabedoria hindu aprecia, na natureza, o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso, oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.
E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.
Pense nisso, e aprenda a dar graças pela dádiva de viver. De estar simplismente vivo em todos os sentidos...

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Honestidade Não Tem Preço

A história é comovente. Fala de uma honestidade a toda prova, contada por Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração no Nordeste da Sibéria.
Vladimir tinha um companheiro de prisão chamado Andrey.
Ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o alimento que se dava aos prisioneiros políticos não tinha por objetivo mantê-los vivos por muito tempo.
A taxa de mortalidade era extremamente alta, graças ao regime de fome e aos trabalhos forçados. E como é natural, os prisioneiros, em sua maioria, roubavam tudo quanto lhes caía nas mãos.
Vladimir tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar - coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de quase três mil quilômetros de distância.
Guardava aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo.
Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo. E porque não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse: "Deixe-a comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo."
No dia seguinte à sua partida, uma tempestade de neve, que durou três dias, tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões.
Vladimir sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as coisas deviam andar muito mal.
Só dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao campo.
Chegou à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não viu Andrey entre os demais.
Dirigiu-se ao capataz e lhe perguntou:
"Onde está Andrey?"
"Enterrado numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros." - respondeu ele. "Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você."
Vladimir sentiu um forte aperto no coração.
"Nem minha manteiga, nem os biscoitos puderam salvá-lo." - pensou.
Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo:
"Prezado Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Você sabe o endereço.
Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas. Andrey."
* * *
Ser honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a felicidade.
E a fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção da luz.
Uma amizade sólida e duradoura só se constrói com fidelidade e honestidade recíprocas.
Somente as pessoas honestas e fiéis possuem a grandeza d’alma dos que já se contam entre os espíritos verdadeiramente livres.

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Exemplo De Vida

Tony Melendez Músico Nicaragüense que vive nos Estados Unidos e que nasceu sem os braços por causa da talidomida.
Momentos de grande emoção.
Em 15 de setembro de 1987, Tony foi selecionado para aquele que foi o momento que jamais esquecerá pelo resto de sua vida; cantou e tocou violão com os dedos dos pés para João Paulo II em Los Angeles. Ao término da canção Never Be the Same (Jamais ser o mesmo), o emocionado Papa não se conteve e saiu do palco onde estava e foi até Tony para abraçá-lo. Para Tony, a vida a partir dali jamais seria igual.
Tony nasceu sem braços devido aos efeitos colaterais de um medicamento receitado a sua mãe durante a gravidez.
O medicamento talidomida deveria abrandar os efeitos de naúsea do primeiro semestre da gravidez, mas seus efeitos deixaram um terrível saldo, milhares de crianças nasceram com deformidades, sem braços, sem pés ou ambos.
Quando criança, Tony ficava de "olho comprido" vendo seu pai tocando violão; até que um dia ele colocou o violão no chão e disse para o filho:
- "Anda Tony, vá lavar estes pés..."
- Assim o fez e tocou o violão pela primeira vez. A partir daí, com muito esforço e prática, aprendeu à tocar magistralmente sem deixar que sua condição física o desanimasse.
O músico já viajou por todo o país e a mais de 30 países ao redor do mundo, compartilhando sua música e o belo testemunho de vida.
Atualmente reside em Branson, Missouri, com sua esposa e dois filhos. Ali também tem uma banda...

Exemplos de vida vemos aos milhares por aí. Nossos pais, por exemplo, tornam-se um, quando nos espelhamos em suas boas atitudes para encarar e enfrentar a vida de frente.
Mas assim como a lição de vida que nos dá Tony, tem algo que o difere do comum, ele incita-nos a pensar... repensar no porquê a gente reclama tanto de "barriga cheia" por pequenas coisas.
Antes de reclamar e achar que tudo dá certo para os outros, menos para você, olhe para aquele que possue o mesmo ou até menos que você, e faz de suas dificuldades degraus para o sucesso. Pense, o que hoje você faz com tanta facilidade, para tantos são conquistadas com muita força de vontade...

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um Gesto De Amor

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente.
- É para minha mãe, diz com orgulho.
O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo.
Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.
Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.
O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental.
Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe. Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.
Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?
Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora?
Qual o problema?
No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.
Impaciente, ele perguntou: moço está faltando alguma coisa?
- Não, respondeu o proprietário da loja. É que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.
Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: nem um sabonete?
O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.
A sós, pôs-se a pensar.
Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.
Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!

Autor desconhecido
Colaboração Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mãe Mulher

Um garotinho perguntou à sua mãe:
- Mamãe, por que você está chorando?
E ela respondeu:
- Porque sou mulher...
- Mas... eu não entendo.
A mãe se inclinou para ele, abraçou-se e disse:
- Meu amor, você jamais irá entender!
Mais tarde o menininho perguntou ao pai:
- Papai, porque mamãe às vezes chora sem motivo?
- Todas as mulheres sempre choram sem motivo...
Era tudo o que o pai era capaz de responder...
O garotinho cresceu e se tornou um homem. E, de vez em quando, fazia a si mesmo a pergunta: "por que será que as mulheres choram, sem ter motivo para isso?"
Certo dia esse homem se ajoelhou e perguntou a Deus:
- Senhor, diga-me... por que as mulheres choram com tanta facilidade?
E Deus lhe disse:
- Quando eu criei a mulher, tinha que fazer algo muito especial.
Fiz seus ombros suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro... porém suficientemente suaves para confortá-lo.
Dei a ela uma imensa força interior para que pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes provem de seus próprios filhos!
Dei-lhe a fortaleza que lhe permite continuar sempre a cuidar de sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até mesmo quando outros entregam os pontos!
Dei-lhe sensibilidade para amar seus filhos, em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito...
Essa sensibilidade lhe permite afugentar qualquer tristeza, choro ou sentimento da criança, e compartilhar as ansiedades, dúvidas e medos da adolescência!
Porém, para que possa suportar tudo isso, meu filho... eu lhe dei as lágrimas, e são exclusivamente, para usá-las quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada lágrima um pouquinho de amor. Essas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a humanidade!
O homem respondeu com um profundo suspiro...
- Agora eu compreendo o sentimento de minha mãe, de minha irmã, de minha esposa.

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E Della Justina

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma História Comovente

"Ele estava na 3ª série em que eu lecionei na escola Saint Mary's em Morris, Minnesota USA. Todos os 34 alunos eram importantes para mim, mas Mark Eklund era um em um milhão. Muito bonito na aparência, mas com aquela atitude 'é tão bom estar vivo' que fazia mesmo travessuras interessantes.
Mark falava incessantemente. Eu tinha que lembrá-lo a toda hora, que conversar sem pedir licença não era permitido.
O que me impressionava muito, porém, era sua resposta sincera toda vez que eu precisava chamar sua atenção pelas travessuras:
- "Obrigado por me corrigir, Irmã!"
Eu não sabia o que fazer disto, mas ao invés me acostumei a ouvir esta frase muitas vezes ao dia. Uma manhã eu já estava perdendo a paciência quando o Mark falava repetitivamente, e eu cometi um erro de professor principiante.
Olhei para o Mark e disse:
- "Se você disser mais uma palavra, eu taparei sua boca com fita adesiva!"
Passaram-se dez segundos quando Chuck deixou escapar :
-"O Mark está conversando de novo."
Eu não havia pedido a nenhum dos alunos para me ajudar a cuidar do Mark, mas como dei o aviso da punição na frente de toda a classe, eu tive de tomar uma atitude. Eu lembro a cena como se fosse hoje. Eu caminhei até a minha mesa, deliberadamente abri minha gaveta, e peguei um rolo de fita adesiva. Sem dizer uma palavra, fui até a mesa do Mark, destaquei dois pedaços de fita e fiz um X sobre a boca dele. Voltei, então, para a frente da sala de aula. Assim que olhei para o Mark para ver o que estava fazendo, ele piscou para mim.
Isto foi o suficiente!! Eu comecei a rir.
A turma aplaudiu assim que retornei a mesa do Mark, removi a fita, e encolhi meus ombros. Suas primeiras palavras foram:
- "Obrigado por me corrigir, Irmã."
Recebi uma proposta para assumir uma turma de 1º grau de matemática no final do ano. Os anos passaram, e antes que eu soubesse, Mark estava na minha turma novamente. Ele estava mais bonito que nunca e tão educado. Uma vez que teria de escutar atentamente minhas explicações na "nova matemática", ele não falou tanto na nona série, como fez na terceira.
Numa sexta-feira, as coisas não pareciam boas. Havíamos trabalhado duro a semana toda em cima de um conceito matemático, eu senti que os alunos estavam tensos, frustrados com eles mesmos, e nervosos uns com os outros.
Eu tinha de parar este mau humor antes que fugisse do meu controle, então pedi a eles que listassem os nomes dos colegas de classe em duas folhas de papel, deixando um espaço entre cada nome. Daí eu disse a eles para pensarem na coisa mais legal que eles poderiam dizer sobre cada um dos seus colegas e escrever na lista. Isto levou o restante do período de aula para terminar esta tarefa, e à medida que iam deixando a sala, cada um foi me entregando suas listas.
Mark disse:
- "Obrigado por me ensinar Irmã. Tenha um bom final de semana."
Naquele sábado, escrevi o nome de cada aluno numa folha separada, e listei o que os outros haviam escrito sobre cada indivíduo.
Na segunda-feira eu entreguei as listas para cada um dos alunos.
Logo, toda a sala estava sorrindo.
- "Mesmo?"
Eu ouvi uns sussurros.
- "Eu nunca pensei que eu significasse tanto para alguém!"
- "Eu não sabia que outros gostavam tanto de mim."
Ninguém nunca mais mencionou sobre estes papéis em sala de aula. Nunca soube se eles discutiram sobre o assunto depois da aula, ou com seus pais, mas não importava.
O exercício atingiu o seu objetivo. Os alunos estavam felizes com eles mesmos e com os outros novamente. Aquele grupo de estudantes seguiu seu caminho.
Vários anos mais tarde, depois de retornar das minhas férias, meus pais se encontraram comigo no aeroporto. No caminho de volta para casa, minha mãe me fez as perguntas usuais sobre a viagem, o tempo, minhas experiências em geral. Houve uma pausa na conversa. Minha mãe deu uma olhada para meu pai e disse:
- "Pai?"
Meu pai limpou a garganta como sempre fez antes de dizer algo importante.
-"Os Eklunds ligaram ontem à noite," ele começou.
-"Mesmo?" eu disse. "Eu não soube deles por anos. Eu fico imaginando como está o Mark."
O meu pai respondeu em baixo tom:
- "Mark foi morto no Vietnã, o funeral é amanhã, e os pais dele gostariam que você fosse."
A partir deste dia, eu marquei o ponto exato da freeway I-494 quando o meu pai me deu a notícia sobre o Mark.
Eu nunca havia visto um militar num caixão antes. Mark estava tão bonito, tão maduro. Tudo o que pude pensar naquele momento foi :
- "Mark, eu daria todas as fitas adesivas do mundo se você pudesse falar comigo."
A igreja estava cheia de amigos do Mark.
A irmã do Chuck cantou "The Battle Hymn of the Republic."
Eu fui a última a abençoar o caixão. Enquanto eu estava ali, um dos soldados que carregava um manto se aproximou e perguntou:
- "Você foi professora de matemática do Mark?"
Eu concordei e continuei a olhar o caixão.
- "Mark falava muito sobre você." ele disse.
Depois do funeral, a maior parte dos colegas de Mark dirigiram-se para a fazenda de Chuck para o almoço. Os pais do Mark estavam lá, obviamente esperando por mim.
- "Nós queremos lhe mostrar algo" disse o pai, tirando a carteira dele do bolso.
-"Eles acharam isto com o Mark quando ele foi morto. Achamos que você reconheceria."
Abrindo a carteira, ele cuidadosamente removeu duas folhas de caderno bem velhas que foram obviamente remendadas com fita, dobrados e desdobrados muitas vezes.
Eu já sabia, sem ter de olhar para elas, que se tratava daqueles papéis onde eu listei as coisas boas que cada um dos colegas do Mark haviam escrito sobre ele.
- "Muito obrigado por fazer isso." disse a mãe de Mark. “Como você pode ver, Mark apreciou muito."
Os colegas do Mark começaram a se aproximar de nós.
Charlie sorriu timidamente e disse:
- "Eu ainda tenho a minha lista. Está na primeira gaveta da minha escrivaninha em casa."
A esposa do Chuck disse:
- "O Chuck me pediu para colocar a lista dele no nosso álbum de casamento."
- "Eu tenho a minha também." disse Marilyn. "Está no meu diário."
Então Vicki, uma outra colega, pegou a sua lista toda amassada do bolso e a mostrou para o grupo.
- "Eu sempre a carrego comigo." disse Vicki sem mover um cílio.
- "Eu acho que todos nós guardamos nossas listas."
Foi quando então, eu realmente sentei e chorei. Eu chorei por Mark e por todos seus amigos que nunca o veriam novamente."

A densidade de pessoas na sociedade é tão espessa que esquecemos que a vida vai acabar um dia e nós não sabemos quando será o nosso.
Então diga às pessoas que você ama e gosta, que elas são especiais e importantes.
Diga a elas, antes que seja muito tarde.

Escrito por: Irmã Helen P. Mosla.