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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Vendedor De Balões

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro.
Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas...
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

Anthony de Mello.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Envelheço

Envelheço quando me fecho para as novas idéias e me torno radical...
Envelheço quando o novo me assusta e minha mente insiste no comodismo...
Envelheço quando meu pensamento abandona a casa e retorna sem nada...
Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar...
Envelheço quando penso muito em mim mesmo e me esqueço dos outros...
Envelheço quando penso em ousar mas temo o preço da ousadia...
Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma...
Envelheço quando tenho chance de amar mas vence o medo de arriscar...
Envelheço quando paro de lutar...

Autor desconhecido

A Vida? o que é o que é?
Eu fico Com a pureza Da resposta das crianças
É a vida, é bonita E é bonita...
Viver! E não ter a vergonha De ser feliz
Cantar e cantar e cantar A beleza de ser Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus! Eu sei, eu sei Que a vida devia ser Bem melhor e será
Mas isso não impede Que eu repita É bonita, é bonita E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é? Diga lá, meu irmão
Ela é a batida De um coração Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida Ela é maravilha Ou é sofrimento?
Ela é alegria Ou lamento?
O que é? O que é? Meu irmão...
Há quem fale Que a vida da gente É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo Que nem dá um segundo...
Há quem fale Que é um divino Mistério profundo
É o sopro do criador Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer Pois amada não é E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada Por mais que esteja errada Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda E a cabeça agita
Eu fico com a pureza Da resposta das crianças
É a vida, é bonita E é bonita...

Gonzaguinha Composição: Gonzaguinha

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A Bomba D’água

Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede…
Quando, esgotado, chegou a uma construção velha, desmoronando, sem janelas e sem teto. Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol.
Olhando ao redor, viu uma velha bomba d’água, bem enferrujada.
Ele se arrastou até a bomba, agarrou a manivela e começou a bombear, bombear, bombear sem parar.
Nada aconteceu…
Desapontado, caiu prostrado, para trás.
Então notou que ao seu lado havia uma velha garrafa.
Limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:
"Meu Amigo, você precisa primeiro preparar a bomba derramando nela toda a água desta garrafa."
"Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez, antes de partir, para o próximo viajante."
O homem olhou bem e, de fato, lá estava a água.
A garrafa estava quase cheia de água!
De repente, ele se viu num dilema.
Se bebesse aquela água, poderia sobreviver.
Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, e ela não funcionasse, morreria de sede.
Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca… Que fazer?
Ou beber a água da garrafa e desprezar a mensagem?
Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba.
Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear…
A bomba pôs-se a ranger e chiar, mas nada aconteceu! E a bomba foi rangendo e chiando. Então, surgiu um fiozinho de água, depois um pequeno fluxo e, finalmente, a água jorrou com abundância!
Para alívio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina.
Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.
Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante, acrescentando uma pequena nota:
"Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta."
Moral da história: Quantas vezes temos medo de iniciar um novo projeto pois este demandará um enorme investimento de tempo, recursos, preparo e conhecimento. Quantos ficam parados, satisfazendo-se com pequenos resultados, quando poderiam conquistar significativas vitórias.
E você…??? O que falta para despejar esta garrafa de água que você guarda, e conseguir água fresca em abundância, de uma nova fonte ???.

Autor desconhecido

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Taxista

Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar.
Nenhuma tocou-me mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite.
Era agosto.
Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolinhos de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade.
Quando eu cheguei às 02.30 horas da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Assim fui até a porta e bati. "Um minuto", respondeu uma voz débil e idosa.
Uma octogenária pequenina apareceu. Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon.
Toda sua mobília estava coberta por lençóis. Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis.
Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, ela ficou agradecendo minha ajuda.
Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:
- O Sr poderia ir pelo centro da cidade?
- Não é o trajeto mais curto - alertei-a prontamente.
- Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um asilo de velhos. Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando.
- Eu não tenho mais família - continuou - O médico diz que tenho pouco tempo.
Eu disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei:
- Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?
Nas duas horas seguintes circulamos pela cidade.
Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista.
Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém casados em outros tempos, hoje um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha.
De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina - ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada. Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente:
- Eu estou cansada. Vamos agora!
Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado.
Chegamos a uma casa de repouso. Dois atendentes caminharam até o taxi, assim que ele parou.
Eu abri a mala do carro e levei a pequena valise para a porta.
A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas.
- Quanto lhe devo? - ela perguntou, pegando a bolsa.
- Nada - respondi.
- Você tem que ganhar a vida, meu jovem.
- Há outros passageiros - respondi.
Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente.
- Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria.
- Obrigado.
Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada. Atrás de mim uma porta foi fechada...
Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida.
Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos.
Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.

"AS PESSOAS PODEM NÃO SE LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ, OU O QUE VOCÊ DISSE MAS ELAS SEMPRE LEMBRARÃO DE COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR"

Autor desconhecido.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Chuvas De Verão

Voce viu a chuva de ontem à tarde? Ela me fez pensar... Na minha vida e na sua. Ontem foi mais um belo dia de verão, decorado de luz, calor, cores... Borboletas vadiavam por entre flores de todos os matizes e passarinhos cantarolavam, rasgando os ares. Mas, de repente, nuvens escuras borraram o azul do céu e grossos pingos dágua surgiram dispostos a encerrar o espetáculo da Natureza em festa. O ar se fez abafado, o sol se perdeu nas nuvens, as flores desbotaram na sombra, as borboletas se esconderam... Mas, curiosamente, estranhamente, notei que os passarinhos, refugiados nas copas das árvores, continuavam cantando!

Quantas vezes, diante dos obstáculos naturais da existência, nós nos estendemos em longas lamentações ou num desânimo inútil e nocivo?...Ou nos perdemos a maldizer a vida, a reclamar da sorte, a condenar a Deus?...Abafamos o calor do nosso sorriso num semblante marcado, triste, destrutivo e auto-piedoso. Esquecemos entre as nuvens o sol da esperança, desbotando a própria personalidade nas sombras egoístas do "por que comigo"? Quando deveríamos entender que estamos na vida para vivê-la, fruindo suas alegrias, mas também passando por seus tropeços. Passando por eles, não estacionando neles! Bom seria que encarássemos a vida como as aves: percebendo os seus obstáculos como chuvas de verão! Entendendo que, mesmo escondido entre nuvens espessas, o sol radioso - esperança de dias melhores - continua a brilhar, inatingível! E que, mesmo que a chuva abençoada das privações nos impeça, por hora, os passeios habituais, convidando-nos à viagem para dentro de nós próprios, mais tarde tudo se modifica, o sol volta a reluzir, as borboletas ressurgem e a vida nos chama a vôos mais altos! Saibamos então cantar nos momentos chuvosos como nas tardes ensolaradas...Aprendamos que dificuldade é aprendizado, sofrimento é prova e dor é oportunidade de crescimento... Depende de nós! Cantemos à vida, sempre !

Autor desconhecido.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Só Observando...

O padre de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.
A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.
O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora.
Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia.
Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.
A curiosidade do padre crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.
O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.
Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que
ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.
E disse a oração que fazia:
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias.
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'
O padre, um tanto surpreso, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse. 'É hora de ir' - disse Jim sorrindo.
Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.
O padre ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
Teve então, um lindo encontro com Jesus.
Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias...
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'
Certo dia, o padre notou que Jim não havia aparecido.
Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.
Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.
A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!
Ao encontrá-lo, o padre colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:
- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!
Parecendo surpreso, o velho virou-se para o padre e disse com um largo sorriso:
- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:
'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias.
Agora sou eu quem o está observando... e cuidando! '
Jesus é sempre o melhor amigo.
SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO OBSERVADO (a)!

Autor desconhecido

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lenço Amarelo

Era uma vez um jovem que se encontrava em um trem e mostrava-se muito ansioso, nervoso e caminhava de um lado para o outro.
Então um senhor que já a algum tempo o observava disse-lhe:
-- Rapaz, por que estás tão inquieto?
O rapaz respondeu:
-- Não adianta contar-lhe pois não podes me ajudar. E continuou ansioso, andando de um lado para o outro.
O senhor, mais uma vez tentou conversar com ele dizendo:
Meu rapaz, conte-me o que está te angustiando tanto. Talvez eu possa te ajudar.
Então o jovem falou:
-- Há muito tempo atrás deixei meu pai, minha casa e fui morar longe. Tentar uma vida independente, mas, agora resolvi voltar e então escrevi, pedindo para meu pai receber-me de volta e avisei-lhe que estaria nesse trem.
Se ele concordasse com minha volta, pedi que amarrasse um lenço amarelo em um galho bem alto da árvore que fica na frente da casa. Agora, o que está me angustiando é que estou chegando e tenho receio de que não tenha nenhum lenço, então saberei que ele não me perdoou e assim, seguirei em viagem.
O senhor, então lhe falou:
-- Fique tranqüilo que eu ficarei na janela e olharei prá você.
Quando se aproximou do lugar onde o rapaz morava, o senhor colocou-se na janela.
Passando o trem, o rapaz perguntou:
-- E então? Vês um lenço amarelo na árvore?
O homem respondeu:
-- Não. Eu não vejo um lenço amarelo... Mas, muitos lenços amarelos... Um em cada galho da árvore!!!

Moacir Simões

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Tempo Do Relógio

Vivemos atualmente tempos alucinantes, em que tudo se sucede de forma rápida e vertiginosa, sem termos tempo de assimilar e compreender verdadeiramente aquilo que se passa à nossa volta. Todos nos queixamos (uns mais do que outros) de que os dias não chegam para fazer tudo, de que nos falta sempre tempo para estarmos com quem mais gostamos, etc. etc. etc.
De fato, tudo e todos parecem-nos exigir não calma e ponderação, mas antes eficácia, rapidez e desembaraço. Se não vejamos: todos os dias temos de chegar a horas ao emprego ou à escola, temos de almoçar a determinadas horas, temos de chegar a casa a determinadas horas, temos de fazer o jantar para determinadas horas, temos de chegar ao cinema a determinadas horas, temos de ir às compras a determinadas horas, só nos poderemos divertir a determinadas horas, enfim os exemplos são inúmeros.
Por isso, hoje somos todos um pouco escravos do relógio, pois é um objeto sem o qual não passamos, que está presente em tudo quanto é sítio, que nos indica se estamos ou não atrasados para um determinado compromisso profissional, que nos indica se teremos ou não tempo para estarmos com aquela pessoa que já não víamos há muito tempo ou se ainda poderemos "dar um salto" no ginásio.
Se um extraterrestre nos viesse visitar talvez nos descrevesse como sendo criaturas irracionais e autênticas "baratas tontas", que passamos a vida a correr sem sabermos no fundo o que somos, o que queremos, para onde vamos.
Muitas vezes julgamos tudo saber, tudo controlar mas isso não é bem assim. A sociedade está organizada para que não tenhamos tempo para pensar, para refletir, para desenvolver uma postura crítica face às situações e circunstâncias da nossa vida quotidiana. Talvez isto interesse aos poderosos, aos governantes que assim vão tendo tempo para nos controlar com os seus esquemas e com os seus jogos do faz de conta ou do "olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço".
Em jeito de conclusão e parafraseando o sábio Pitágoras podemos dizer que o homem só será "a medida de todas as coisas", quando deixar de ser escravo do relógio.
Aqui ficam allgumas frases célebres que podem complementar a nossa reflexão:
- As horas de loucura são medidas pelo relógio; mas nenhum relógio mede as de sabedoria (William Blake)
- A vida mede-se pela intensidade não pelo movimento do relógio (G.MacDonald)
- O coração é o relógio da vida. Quem não o consulta anda, naturalmente, fora do tempo (Machado de Assis)
- Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem (Marcel Proust)
- A liberdade consiste em não usar relógio (Sofocleto)

Autor desconhecido

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Viver Não Doi

Viver Não Dói
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
"Se iludindo menos e vivendo mais"!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.


Autor desconhecido

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Deus

Alguma vez sentiste o desejo de fazer uma coisa agradável por alguém a quem tens carinho?
É DEUS que te fala através do Espírito Santo.
Alguma vez sentiste tristeza e solidão, embora parecendo que alguém está ao teu lado?
É DEUS que te acolhe através de Jesus Cristo.
Alguma vez ao pensares em alguém que te é querido e não vês há muito tempo, acontece que de repente encontras essa pessoa?
É DEUS, porque o acaso não existe!
Alguma vez recebeste algo maravilhoso que nem tinhas pedido?
É DEUS que conhece bem os segredos do teu coração.
Alguma vez estiveste numa situação muito problemática sem teres a menor idéia de como resolver e de repente a solução aparece?
É DEUS que toma os nossos problemas nas Suas Mãos.
Alguma vez sentiste uma imensa tristeza na alma e de repente é como se um bálsamo fosse derramado e uma paz inexplicável invade teu ser?
É DEUS que te consola com um abraço e te dá esperança.
Alguma vez te sentiste tão cansado da vida, a ponto de querer morrer... e de repente um dia, sentes que tens força suficiente para continuar?
É DEUS que te carrega nos Braços e te dá descanso.
Tudo é melhor quando...
É DEUS QUEM ESTÁ À FRENTE DE TUDO!!!
Pensas que esta mensagem surgio por acaso?
Foi DEUS que tocou meu coração e me fez lembrar de ti. Não por ser uma pessoa amiga, ou mesmo colega, até um parente, mas porque és importante para DEUS e para mim e eu gosto muito de você!
Deixa DEUS tocar teu coração e te fazer enviar esta mensagem a todos os teus amigos, colegas, parentes e, até mesmo, para as pessoas que não são tão amigas assim, para umas que nem se pode chamar de colega, e para aquelas que tu nem chamarias de irmão.
Autor desconhecido

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Use Sua Taça De Cristal

Hoje existem edifícios mais altos e estradas mais largas,
Porém temperamentos pequenos e pontos de vista mais estreitos.
Gastamos mais, Porém desfrutamos menos.
Temos casas maiores, Porém famílias menores.
Temos mais compromissos, Porém menos tempo.
Temos mais conhecimentos, Porém menos discernimentoTemos mais remédios, Porém menos saúde.
Multiplicamos nossos bens, Porém reduzimos nossos valores humanos.
Falamos muito, amamos pouco e odiamos demais.
Chegamos à Lua, Porém temos problemas para atravessar a rua e conhecer nosso vizinho
Conquistamos o espaço exterior, Porém não o interior.
Temos dinheiro, porém menos moral . . .
É tempo de mais liberdade, Porém de menos alegrias . . .
Tempo de mais comida, Porém menos vitaminas...
Dias em que chegam dois salários em casa, Porém aumentam os divórcios.
Dias de casas mais lindas, Porém de lares desfeitos.
Por tudo isso, Proponho que de hoje e para sempre . . .
Você não deixe nada para uma ocasião especial , porque cada dia que você viver será uma ocasião especial.
Procure Deus... Conheça-o.
Leia mais, sente na varanda e admire a paisagem sem se importar com as tempestades.
Passe mais tempo com sua família e com seus amigos, coma sua comida preferida, visite os lugares que ama.
A vida é uma sucessão de momentos para serem desfrutados, não apenas para sobreviver.
Use suas taças de cristal, não guarde seu melhor perfume, é bom usá-lo cada vez que sentir vontade.
As frases:
Um desses dias , Algum dia , Elimine-as de seu vocabulário. Escreva aquela carta que pensava escrever Um desses dias .Diga a seus familiares e amigos o quanto os ama. Por isso não protele nada daquilo que somaria à sua vida sorrisos e alegria. Cada dia, hora e minuto são especiais . . . E você não sabe se será o último . . .

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

As Cores Dos Amigos

Amigos são "cores", cada qual com seu matiz, e um jeito sempre muito marcante.
Há o Amigo "cor verde" : é aquele que em tudo ressalta a beleza da Vida e põe esperança nela.
Ele nos ergue !
Há o Amigo "cor azul" : ele sempre traz palavras de paz e de serenidade,
dando-nos a impressão, ao ouvi-lo, de que estamos em contato direto com o céu ou com o profundo azul do mar.
Ele nos eleva !
Há o Amigo "cor amarela" : ele nos aquece, assim como o sol;
faz-nos rir, sorrir e enxergar o amarelo brilho das estrelas bem ao alcance das nossas mãos.
Há o Amigo "cor vermelha" : é aquele que domina as regras de viver, é como nosso sangue.
Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem. É pródigo em palavras apaixonadas e repletas de caloroso amor.
Há o Amigo "cor laranja" : ele nos traz a sensação de vigor, saúde,
enriquece nosso espírito com energias que são verdadeiras vitaminas para o nosso crescimento.
Há o Amigo "cor cinza" : ele nos ensina o silêncio, a internalização e o autoconhecimento.
É um indutor a pensamentos e reflexões. Ajuda-nos a nos aprofundarmos em nós mesmos.
Suas palavras têm nobreza, autoridade e sabedoria.
Há o Amigo "cor roxa" : ele traz à tona nossa essência majestosa, como a dos reis e dos magos.
Há o Amigo "cor preta" : ele é mestre em mostrar nosso lado mais obscuro, com palavras geralmente duras,
atinge-nos sem "anestesia" e, com boas intenções, leva-nos a melhor considerar nossas atitudes perante a vida.
... E há o Amigo "cor branca" : esse nos revela verdades nascidas da vivência e da incorporação de conhecimentos.
Ele nos prova que, não só ele, mas também todos os outros, têm verdades aprendidas para partilhar conosco.
Eu desejo que sua vida, seja um grande arco-íris de Amigos!


Autor desconhecido

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A Rosa Azul

Era uma vez, uma menina chamada Camila…
Ela tinha 14 anos e esperava com ansiedade a chegada dos seus 15 anos…
… porque os seus pais iam oferecer-lhe uma viagem num cruzeiro…
Chegou o grande dia!
Muito emocionada, despediu-se de seus pais e entrou no navio.
Depois de instalada, foi dar um passeio pelo cruzeiro, quando se interceptou com o rapaz mais bonito que alguma vez havia visto…
-Ele perguntou: Como te chamas?
-Ela respondeu: Camila
-Ele disse: Muito prazer, Camila, chamo-me Raul.
Ao final do dia Camila foi para o camarote descansar.
Quando acordou, encontrou debaixo da porta uma rosa azul…
E um bilhete que dizia…
“Para a miúda mais linda que meus olhos alguma vez viram”
De Raul.
Com tanta emoção, saltou e pulou dentro do camarote!
Quando Camila se dirigiu ao salão principal, lá estava Raul! Passaram todo o dia juntos e no final da noite, Raul acompanhou Camila a seu camarote e despediu-se com um beijo…
Assim se passaram 6 dias e cada vez que Camila se levantava, encontrava uma rosa azul…
Chegou o ultimo dia do cruzeiro, Camila estava muito emocionada porque ia dançar a valsa com Raul, e nunca mais o iria voltar a ver…
Quando tudo terminou, Raul e Camila subiram ao quarto…
Camila segura de seu amor por Raul entregou-se de corpo e alma…
E entregou uma das preciosidades mas importantes de sua vida:
“SUA VIRGINIDADE”
No outro dia Camila acordou e não encontrou Raul, nem uma rosa azul, mas sim um cofre de prata…
…com umas flores azuis talhadas, e uma nota que dizia:
“Foi uma noite maravilhosa, por favor abre este cofre só quando estiveres em casa”
Raul.
Quando Camila chegou a casa, abraçou seus pais e imediatamente correu para seu quarto abrir o cofre de Raul…
Ao abrir o cofre, uma lágrima rolou seu rosto…
Era uma rosa negra e murcha….
Ao lado da flor havia uma nota que dizia:
“BEM VINDA AO MUNDO DA AIDS”
CUIDA-TE MUITO!!!
É especial para a sua família e para mim…
Surpreendidos!?!?!...
Tu decides se reenvias a todos os teus contactos, ou se guardas para ti…
Adeus!!
Cuida-te muito, é sério, não acontece só aos outros!!
Tem cuidado com quem te envolves!!


Autor desconhecido

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A Ilha

Era uma vez...
Havia uma vez uma ilha, onde viviam todos os sentimentos e valores do homem:
o Bom Humor, a Tristeza, a Sabedoría... como também todos os demais, inclusive o Amor.
Um dia anunciou-se aos sentimentos que a ilha iria submergir.
Então todos prepararam seus barcos e partiram. Somente o Amor ficou esperando, até o último momento.
Quando a ilha estava a ponto de afundar, o Amor decidiu pedir ajuda.
A Riqueza passou perto do Amor em um barco luxuosíssimo e o Amor lhe disse:
"Riqueza, podes levar-me contigo?"
"Não posso porque tenho muito ouro e prata dentro da barca e não há lugar para ti."
Então o Amor decidiu pedir ao Orgulho que estava passando em uma magnífica barca,
"Orgulho te imploro, podes levar-me contigo?"
"Não posso levar-te, Amor" respondeu o Orgulho: "aqui tudo é perfeito e poderías arruinar minha barca".
Então o Amor disse à Tristeza que estava se aproximando:
"Tristeza te peço, deixe-me ir contigo."
"Oh Amor" respondeu a Tristeza, "estou tão triste que necessito estar sozinha".
Em seguida o Bom Humor passou em frente ao Amor; mas estava tão contente que não sentiu que o estavam chamando.
De repente uma voz disse:
"Vem Amor, que te levo comigo"
Era um velho quem o havia chamado.
O Amor se sentiu tão contente e cheio de alegria que se esqueceu de perguntar o nome do velho.
Quando chegou à terra firme, o velho se foi.
O Amor se deu conta do quanto lhe devia e perguntou ao Saber:
"Saber, podes dizer-me quem me ajudou?"
"Foi o Tempo" respondeu o Saber.
"O Tempo?" perguntou o Amor a si mesmo,
"Por que será que o Tempo me ajudou?".
O Saber cheio de sabedoría respondeu:
"Porque só o Tempo é capaz de compreender o quanto o Amor é importante na vida"...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Papai... Quanto Me Amas ?

No dia que nasceu nossa filha, meu marido, não sentiu grande alegria. Por que a decepção que sentia parecia, ser maior do que o grande conhecimento de ter uma filha.
Ah!!! Eu queria um filho homem!!!!
Lamentava meu marido.
Em poucos meses ele se deixou cativar pelo sorriso de nossa linda Carmenzita e pela infinita inocência de seu olhar fixo e penetrante, foi então que ele começou a amá-la com loucura.
Sua carinha, seu sorriso não se apartavam mais dele. Ele fazia planos sobre planos, tudo seria para nossa Carmenzita.
Numa tarde estávamos reunidos em familia, quando Carmenzita perguntou a seu papai:
Papi,... Quando eu completar quinze anos, qual será meu presente?
Ele lhe respondeu:
Meu amor, você tem apenas sete aninhos, não lhe parece que falta muito tempo para essa data?
Respondeu Carmenzita:
Bem papi,... tu sempre diz que o tempo passa voando, ainda que eu nunca haja visto por aquí.
Carmenzita já tinha quatorze anos e ocupava toda a alegria da casa, especialmente o coração de seu papi.
Num Domingo fomos a igreja, Carmenzita tropeçou, seu papi de imediato agarrou-a para que não caisse...Já sentados nos bancos da igreja, vimos como Carmenzita foi caindo lentamente e quase perdeu a consciência.
Seu papi agarrou-a e levou imediatamente para o hospital.
Alí permaneceu por dez dias e foi então quando lhe informaram que Carmenzita padecia uma grave enfermidade que afetava seriamente seu coração.
Os dias foram passando, seu papi renunciou a seu trabalho para dedicar-se a Carmenzita. Todavia, eu sua mãe, decidi trabalhar, pois não suportava ver Carmenzita sofrendo tanto.
Numa manhã, ainda na cama, Carmenzita perguntou a seu papi:
Papi? Os médicos te disseram que eu vou morrer?
Respondeu seu papi.
Não meu amor...não vais morrer, Deus que é tão grande, não permitiria que eu perca o que mais tenho amado neste mundo.
Perguntou Carmenzita:
Quando a gente morre vai para algum lugar?
Podem ver lá de cima sua família?
Sabes se um dia podem voltar?
Bem filha,... na verdade ninguém regressou de lá e contou algo sôbre isso, porém se eu morrer, não te deixarei só, onde eu estiver buscarei uma maneira de me comunicar contigo, e em última instância utilizaria o vento para te ver.
O vento? E como você faria?
Não tenho a menor idéia filhinha, só sei que se algum dia eu morrer, sentirás que estou contigo, quando um suave vento roçar teu rosto e uma brisa fresca beijar tua face.
Nesse mesmo dia à tarde, fomos informado pelos médicos que nossa Carmenzita necessitava de um transplante de coração, pois do contrário ela só teria mais vinte dias de vida.
UM CORAÇÃO!
ONDE CONSEGUIR UM CORAÇÃO?
UM CORAÇÃO! ONDE, DEUS MEU?
Nesse mesmo mês, Carmenzita completaria seus quinze anos. E foi numa sexta-feira a tarde quando conseguiram um doador. Foi operada e tudo saiu bem.
Carmenzita permaneceu no hospital por quinze dias e em nenhuma só vez seu papi foi visitá-la. Todavia, os médicos lhe deram alta e ela foi para sua casa.
Ao chegar em casa Carmenzita com ansiedade gritou:
Papi! Papi!... Onde tu estás?
Eu sai do quarto com os olhos molhados de lágrimas e disse-lhe:
-Aquí está uma carta que seu papi deixou para você.
"Carmenzita, filhinha do meu coração: No momento em que ler minha carta, já deve ter quinze anos e um coração forte batendo em teu peito, essa foi a promessa que me fizeram os médicos que te operaram. Não pode imaginar nem remotamente quanto lamento não estar a teu lado neste instante.
Quando soube que morrerias, decidí dar-te a resposta da pergunta que me fizestes quando tinhas sete aninhos e a qual não respondí.
Decidí dar-te o presente mais bonito que ninguém jamais faria por minha filha... Te dou de presente minha vida inteira sem nenhuma condição, para que faças com ela o que queiras.
Vive filha!! Te amo com todo meu coração!!
"Carmenzita chorou por todo o dia e toda a noite; No dia seguinte foi ao cemitério e se sentou sobre a tumba de seu papi; chorou tanto como ninguém poderia chorar. e sussurrou:
" Papi,... agora posso compreender quanto me amavas eu também te amava e ainda que nunca tenha dito, agora compreendo a importância de dizer-te "Te Amo" e te pediria perdão por haver guardado silêncio tantas vezes ".
Nese instante as copas das árvores balançavam suavemente, cairam algumas folhas e florzinhas, e uma suave brisa roçou a face de Carmenzita, olhou para o céu, tentou enxugar as lágrimas de seu rosto, se levantou e voltou para casa.
Se esta mensagem tocou seu coração, envie a seus melhores amigos como sinal de tua amizade, nestes momentos ainda que eu estou chorando, decidi compartilhar contigo e dizer-te.
Por favor nunca deixes de dizer:
"TE AMO"
Não sabes se esta será a última vez...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Milho Bom

Esta é a história de um fazendeiro que venceu o prêmio "milho-crescido".
Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio.
Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivou o milho.
O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do milho dele com seus vizinhos.
"Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano ?" - perguntou o repórter.
Por que ?"
- disse o fazendeiro,
- "Você não sabe ?
O vento apanha pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo.
Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho.
Se eu for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meu vizinhos a cultivar milho bom".
Ele era atento às conectividades da vida.
O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também melhore.
Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz.
Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem.
E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a achar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.
A lição para cada um de nós se formos cultivar milho bom, nós temos que ajudar nossos vizinhos a cultivar milho bom.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Furo No Barco

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco.
Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.
Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco.
Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo.
Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque.
O pintor ficou surpreso:
O senhor já me pagou pela pintura do barco!
- disse ele.
Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.
Ah!, mas foi um serviço tão pequeno... Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!
Meu caro amigo, você não compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu.
Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento.
Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria.
Eu não estava em casa naquele momento.
Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me que o barco tinha um furo.
Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos.
Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado!
Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar a sua "pequena" boa ação.
Não importa para quem, quando ou de que maneira, mas, ajude, ampare, enxugue as lágrimas, escute com atenção e carinho, e conserte todos os "vazamentos" que perceber, pois nunca sabemos quando estão precisando de nós ou quando Deus nos reserva a agradável surpresa de ser útil e importante para alguém.

Autor Desconhecido

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Bolacha

Era uma vez uma moça que estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto.
Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas.
Sentou-se numa poltrona, na sala VIP do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um homem.
Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada.
Apenas pensou : "Mas que cara de pau ! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!!!"
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
"Ah. O que será que este abusado vai fazer agora?" Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah!!! Aquilo era demais !!! Ela estava bufando de raiva ! Então, ela pegou o seu livro e as suas coisas e se dirigiu ao local de embarque.
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião olhou dentro da bolsa para pegar uma caneta, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho !!!
Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a errada era ela sempre tão distraída! Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro da sua bolsa....
O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele.
E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas! ...
Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto?
Antes de concluir, observe melhor!
Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa!
Não pense o que não sabe sobre as pessoas.
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra, depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida;
- e o tempo, depois de passado".