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terça-feira, 30 de junho de 2009

Pense Antes De Falar

Uma mulher fez um comentário falso, que se espalhou rapidamente, sobre uma colega de trabalho. A moça, alvo do comentário, ficou muito magoada e ofendida. Dias depois, a empresa inteira sabia da história. Mais tarde, a mulher que tinha começado tudo descobriu que o comentário não era verdadeiro e, muito arrependida, foi visitar um velho sábio para descobrir o que podia fazer para consertar o mal causado.
- Vá até uma farmácia - disse ele -, compre um pacote de algodão em flocos. Em seguida, no caminho do seu trabalho, solte os flocos um a um pela rua.
Embora surpresa com aquele conselho, a mulher fez o que ele tinha mandado.
No dia seguinte, o sábio lhe disse:
Agora vá,' recolha todos os flocos que deixou cair e traga-os para mim.
A mulher seguiu o mesmo caminho; mas, para seu desespero, o vento tinha dispersado todos os flocos. Depois de procurar por horas a fio, ela retomou com apenas dois flocos na mão.
- Está vendo - disse o sábio -, é fácil soltá-los, mas impossível recolhê-los. Com a fofoca também é assim. Não custa muito espalhar um boato, mas, depois que se espalha, seu dano jamais poderá ser reparado completamente.

"o ser humano tem a tendência de rir de outras pessoas, comentar sobre elas e julgá-las, o que representa pobreza de espírito e falta de conteúdo útil para preencher a mente."

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Falha

Numa exposição de obras de arte, havia um quadro de um pintor muito famoso na região. Era uma obra impressionante pela beleza dos desenhos e perfeição na luminosidade das cores. Mostrava uma senhora em trajes muito pobres, batendo à porta de uma linda mansão, impressa em meio a bosques, céu azul e montanhas ao fundo.
Havia muitos elogios e admiração por aquela obra até que um dos presentes percebeu uma falha no quadro: a porta não tinha fechadura, e, chamando o Curador, apontou a terrível falha naquela obra de arte.
o Curador então, com um leve sorriso nos lábios, disse:
É assim mesmo. Essa é a porta do coração . Só se abre por dentro.

"Ninguém conseguirá abrir a porta do nosso coração se nós mesmos não o fizermos antes."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Preço Da Segunda Chance

Havia um homem muito rico e que possuía muitos bens, acumulados ao longo da sua vida à custa de muito trabalho. Ele tinha um único filho, que, ao contrário do pai, não queria nada com o trabalho nem com os estudos. O que ele mais curtia eram mulheres e festas com os amigos.
Seu pai sempre o advertia sobre a importância do trabalho e dos estudos. Os amigos só estariam ao seu lado enquanto ele tivesse algo para lhes oferecer.
Os conselhos e ensinamentos do pai chegavam aos ouvidos do jovem, mas ele não assimilava nada c continuava com sua vida vazia de conteúdo e sem objetivos.
Um dia, o velho pai mandou os empregados construírem um pequeno celeiro nos fundos da casa e, dentro dele, uma forca com os seguintes dizeres: "Eu Nunca Ouvi os Conselhos do Meu Pai".
Mais tarde ele chamou o filho, levou-o ao celeiro e disse:
Meu filho, já estou velho e quando eu morrer, tudo isso será seu. Se você fracassar quero que me prometa que vai-se enforcar nesta forca.
O jovem, incrédulo com aquela louca proposta riu, achou tudo um absurdo, mas, para não discutir com o pai, fez a promessa pensando consigo mesmo que jamais faria aquilo.
O tempo passou, o velho pai morreu e o filho herdou todos os seus bens, assumindo os negócios da família; mas, como havia sido previsto, gastou muito em festas, perdeu dinheiro em negócios malfeitos e começou a vender o patrimônio. Em pouco tempo perdeu tudo. Perdeu os amigos e,
desesperado, lembrou-se do pai, cujos conselhos jamais ouvira e então começou a chorar copiosamente.
Pesaroso, levantou os olhos vermelhos e avistou ao longe o velho celeiro e aí se lembrou da promessa feita a seu pai. Deprimido e enfraquecido caminhou. até lá e, lendo as palavras escritas na placa, entrou novamente em choro convulsivo, decidiu então cumprir a promessa, já que nada mais lhe restava na vida.
Pensava ele: "Pelo menos agora vou alegrar meu pai, cumprindo minha palavra".
Subiu na forca, pendurou a corda no pescoço e jogou-se no ar, sentindo por um instante o aperto em sua garganta. Mas o braço da forca era oco e. quebrou-se antes que o rapaz morresse. Ele caiu ao chão e do braço oco da forca, caíram jóias, esmeraldas e diamantes. Uma pequena fortuna que trazia junto um bilhete com os seguintes dizeres: "Esta é a sua nova chance, Eu o Amo Muito, SEU PAI".

Todos temos direito a uma segunda oportunidade, mas, se ouvirmos os conselhos dos mais experientes, o preço desta segunda oportunidade poderá ser muito menor.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Mundo É O Nosso Espelho

Certa ocasião, um homem abordou um velho jornaleiro:
Bom dia, meu amigo.
- Bom dia, respondeu o jornaleiro.
- O senhor mora há muito tempo nesta cidade?
- Desde que nasci - respondeu o jornaleiro.
- Estou chegando de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui. Já que o senhor nasceu nesta cidade, deve conhecê-lo muito bem.
- É verdade - falou o jornaleiro. - Mas, por favor, me fale antes da cidade de onde você vem. - Ah! É ótima, maravilhosa! Gente boa e fraterna ... deixarei muitos amigos e só vou mudar por causa da minha transferência.
- Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Você vai gostar daqui.
Minutos depois, por coincidência apareceu outro homem e perguntou ao mesmo jornaleiro: _ Estou chegando para morar aqui. O que me diz deste lugar?
O jornaleiro fez-lhe a mesma pergunta:
Como é a cidade de onde vem?
Horrível, muito chata, povo fofoqueiro, orgulhoso cheio de preconceitos. Não fiz um único amigo naquele lugar.
Lamento, meu filho, mas aqui você , ncontrará a mesma coisa.


O mundo à nossa volta será exatamente aquilo que nele fizermos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Serenidade

Em uma cidade do interior, havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.
Sempre encontrava uma saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testá-lo, seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.
Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito.
A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir.
Mas ela serviu todos os demais, e, quando chegou a vez dele, foi para outra mesa.
Ele esperou, calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retomou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e disse-lhe:

- O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente: - A senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:
- Servi, sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e ficou pensativo por alguns segundos ...

Todos pensaram que ele iria brigar ... Suspense e silêncio total.
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente:
.. A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais.

Em toda a história da humanidade, as guerras jamais conquistaram a paz.
Somente o diálogo e o desprendimento foram rapazes de promover a paz e a harmonia entre as pessoas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Verdadeira Paz

Há muitos anos, um rei criou um concurso para premiar o artista que melhor captasse, numa pintura, a paz perfeita. Muitos tentaram e, ao final, o rei gostou de apenas duas.
A primeira era um lago calmo e cristalino onde refletiam as imagens de montanhas e árvores que o ladeavam. O céu era de um azul perfeito e todos os que fitavam a pintura, enxergavam nela um profundo conteúdo de paz.
A segunda pintura tinha um quebra-mar sobre rochas escuras e sem vegetação. O céu enegrecido, pontilhado por raios e trovões, precipitava uma grande tempestade. Definitivamente, essa pintura não revelava nenhum conteúdo de paz e tranqüilidade.
Mas, quando o rei observou mais atentamente, verificou que no alto das rochas, havia um pequeno arbusto crescendo de uma fenda. Neste arbusto, encontrava-se um pequeno ninho e ali, no meio do mar revolto e céu tempestuoso, um pequeno passarinho descansava calmamente.
O rei então escolheu a segunda pintura e, diante de uma platéia surpresa, explicou:
- A verdadeira paz não é estar num lugar calmo e tranqüilo, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de estarmos no meio das adversidades e das turbulências da vida, permanecemos calmos em nossos corações.
Esta é a verdadeira paz!

Diante de problemas e tormentas aparentemente insolúveis, com paz no coração, sempre achamos a solução.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Justiça + Esperança = Verdade

Conta uma estória da idade média que um homem muito correto foi injustamente acusado por um crime de assassinato. Na verdade, o assassino era uma pessoa influente e encontraram, no pobre homem, um bode expiatório para ser julgado, cuja pena seria a forca.
Tudo estava tramado e, no dia do julgamento, diante de grande platéia, o juiz cinicamente fez uma proposta ao acusado:
- Sou um homem justo e religioso e, por isso, deixarei a sua sorte nas mãos de Deus. Vou escrever num pedaço de papel a palavra "CULPADO" e, em outro pedaço, a palavra "INOCENTE". Você escolherá um dos papéis e Deus decidirá o seu destino.
Sem que o acusado percebesse, o juiz escreveu nos dois papéis a palavra "CULPADO" e os
colocou sobre uma mesa, mandando o acusado escolher.
O pobre homem pensou alguns segundos, aproximou-se da mesa e, num gesto rápido, pegou um dos papéis levando-o à boca e engolindo-o.
Todos os presentes reagiram surpresos e indignados com aquela atitude. O juiz colérico perguntou:
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber qual é o veredicto.
- É muito fácil - respondeu o homem. - Basta abrir o outro papel que sobrou e saberemos que o pedaço que escolhi tem a outra palavra.
E imediatamente o homem foi posto em liberdade.

Quando temos a verdade, não importa como, a justiça sempre prevalece.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Deus Existe ?

Enquanto o barbeiro aparava seus cabelos, Pedro conversava e, entre outros assuntos, falava de Deus e suas obras. Até que o barbeiro incrédulo e impaciente disse:
Deixa disso, meu amigo, Deus não existe. - Por quê? indagou Pedro.
- Se Deus existisse, não haveria tantos doentes, pobreza, miséria e guerras neste mundo. Olhe em sua volta e veja quanta tristeza. Basta andar pelas ruas e enxergar.
Calado, Pedro pagou o corte e foi saindo, quando avistou na calçada um maltrapilho com longos cabelos, barba desgrenhada e suja, abaixo do pescoço.
Deu meia-volta e interpelou o barbeiro:

- Sabe, não acredito em barbeiros.
- Como assim? perguntou o barbeiro.
- Se existissem barbeiros, não haveria pessoas com cabelos e barbas compridas.
- Ora, meu amigo, essas pessoas não vão ao barbeiro porque não querem e eu não tenho culpa. Todas que vêm aqui eu atendo prontamente.
Pedro então retrucou:
- Ah ... Agora entendo por que você não acredita em Deus.


Em geral, as pessoas só procuram Deus quando a necesszdade aperta e a dor do sofrimento torna-se insuportável.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A História Do Anel

Venho aqui professor, porque me sinto tão sem valor que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:
Sinto muito meu jovem, mas não posso lhe ajudar, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa falou:
Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa lhe ajudar.
Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, o deu ao garoto e disse:
Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceites menos que uma moeda de ouro.
Vai, e volta com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e poder receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:
Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu.
Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
Importante o que disse meu jovem... contestou sorridente
- Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.
Quem melhor para saber o valor exato do anel ?
Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá por ele. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
58 MOEDAS DE OURO!!! - Exclamou o jovem.
Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas mas, se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.
Senta! Disse o professor. Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:
_ Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir seu verdadeiro valor ?
E dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo. Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem, porém ninguém, além do Grande Joalheiro, sabe o nosso valor!!! Ninguém pode lhe fazer sentir inferior sem seu consentimento.
"Preocupe-se mais com o seu caráter do que com sua reputação, porque o caráter é o que você é, e a reputação é o que os outros pensam de você"
(John Wooden)"

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Que É A Verdade ?

O que é a verdade? Contam as lendas que a verdade foi enviada por Deus ao mundo em forma de um gigantesco espelho. E quando o espelho estava chegando sobre a face da terra, quebrou-se, partiu-se em inumeráveis pedaços que se espalharam por todos os lados. As pessoas sabiam que a verdade era o espelho, mas não sabiam que ele havia se partido. E por essa razão, as que encontravam um dos pedaços, acreditavam que tinham nas mãos a verdade absoluta, quando na realidade possuíam apenas uma pequena parte. E quem deterá a verdade absoluta? A verdade absoluta só Deus a possui e a vai revelando ao homem na medida em que este esteja apto para conhecê-la. Assim é que os inventores, os cientistas, os pesquisadores, vão descobrindo a cada século novas verdades que se acumulam e fomentam o progresso da humanidade. É como se fossem juntando os pedaços do grande espelho e conseguissem abranger uma parcela maior. E assim, a verdade é conquistada graças aos esforços dos homens e não por uma revelação bombástica sem proveito para quem a recebe. Ademais, depois que a verdade é descoberta, ninguém pode encarcerá-la, nem guardá-la só para si. Quem experimenta o sabor da verdade, não mais permanece o mesmo. Toda uma evolução nele se opera e uma transformação radical e libertadora é inevitável. Por vezes a nossa cegueira não nos deixa vê-la, mas ela está em toda parte, latente, dentro e fora do mundo e é, muitas vezes, confundida com a ilusão. Retida na consciência humana, é, a princípio, uma chispa que as forças do autoconhecimento e do auto-aperfeiçoamento transformarão em uma estrela fulgurante. A verdade emancipa a alma e a completa. Infinita, vitaliza o microcosmo e expande-se nas galáxias. Vibra na molécula, agiganta-se no espaço ilimitado, e encontra-se ao alcance de todos. É perene e existe desde todos os tempos e sobreviverá ao fim das eras. A verdade é Deus. E para penetrá-la faz-se necessário diluir-se em amor como os grãos de açúcar em um cálice de água em movimento. Só agora podemos compreender o motivo pelo qual Jesus calou-se quando Pilatos Lhe perguntou: “o que é a verdade?”

A verdade é luz que se expande. Aquece sem queimar e vivifica sem produzir cansaço. A meditação facilita-lhe o contato, a oração aproxima o homem da sua matriz e a caridade propicia a vivência com ela. A humildade abre a porta para que adentre no coração do homem e a fé facilita-lhe a hospedagem nos sentimentos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A Lição Do Fogo

Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: - Obrigado por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

Reflexão : Aos membros de um grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho. Aos lideres vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

(Autor desconhecido)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Aprenda A Conviver

Marta e Beatriz, duas irmãs viúvas, moravam na mesma casa.
Marta era uma dessas pessoas que reclamam o tempo todo. Beatriz, entretanto, escutava a irmã serenamente, sem nada retrucar. Dia após dia era a mesma situação: Marta reclamava, e Beatriz escutava em silêncio ...
Um dia receberam a visita de uma amiga que ficou indignada depois de presenciar tanta murmuração. E ela perguntou para Beatriz como conseguia agüentar aquela convivência com Marta sempre a reclamar. Beatriz respondeu: "Eu não ligo, não é comigo mesmo!"
Só havia as duas naquela casa, mas Beatriz não tornava para si a reclamação da irmã, pois, sabendo que ela estava sempre de mal com a vida, todas as suas reclamações só podiam ser dirigidas para si mesma.

Quando as coisas e as pessoas o agredirem, querendo tirar a sua paz, pare e diga: "Não é comigo mesmo. "

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Agradeça O Que Você Tem

Todos os dias, Jacó não fazia outra coisa senão queixar-se de sua sorte. Blasfemava contra a vida que o obrigava a viver naquela torturante e interminável penúria. Reclamava que sua casa era pequena e incômoda, dizendo que não acomodava bem sua família.
Um dia chegou à cidade um sábio, e Jacó resolveu aconselhar-se com ele. Fez todos os seus desabafos ao sábio que, então, prometeu resolver seu problema desde que ele cumprisse fielmente as instruções que ia dar. Jacó prontamente concordou. E o sábio disse:
- Tens uma vaca, certo? Hoje mesmo vais colocá-la dentro de sua casa.
Jacó protestou: - Mas ... como? Em minha casa mal cabemos eu e minha família?!
Porém, lembrando-se de sua promessa, obedeceu. Foram dias de suplício. Passado algum tempo, voltou ao sábio e disse:
- Minha vida está mais insuportável ainda. E o sábio falou:
- Tens uma cabra, não é? Pois vais colocá-la dentro da sua casa, junto com a vaca.
Jacó se desesperou, mas novamente obedeceu. Foram dias em que até a sobrevivência de sua família ficou ameaçada. Jacó já não agüentava mais, quando voltou ao sábio e disse:
- Pelo amor de Deus, não suporto mais esta situação! Está impossível viver nestas condições! E o sábio disse:
- Pois bem, esta noite pode retirar os animais, limpar bem sua casa, colocar tudo no lugar e seu problema estará resolvido.
E Jacó assim fez. E qual não foi sua surpresa quando, depois de tudo arrumado, sem os animais, ele percebeu como sua casa era espaçosa, confortável e aconchegante! Jacó agora amava sua casa e bendizia ao Senhor por ter aquele lugar para morar. Aprendeu a valorizar o que tinha de bom...
Muitas vezes reclamamos daquilo que não temos, mas nos esquecemos de agradecer pelo que temos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ninguém É Dono Da Verdade

Dois coleguinhas de classe, Diego e Gustavo, faziam um trabalho escolar sobre as leis do trânsito. A professora distribuiu papel e lápis para todos, e cada criança pintou seu próprio semáforo. Diego então, olhando para o trabalho do colega, disse:
- Ei! Gustavo, você pintou errado. O farol de cima é vermelho e não verde.
Gustavo respondeu:
- Foi o que eu fiz, pintei o farol de cima de vermelho.
- Não, você é um mentiroso, pintou de verde, está errado! - teimava Diego, enquanto Gustavo jurava que havia pintado de vermelho.
E a discussão foi tomando tal proporção que a professora teve que intervir. Ao se inteirar do motivo da discusão, ela chamou Diego e disse-lhe:
- Seu colega está dizendo a verdade quando diz que pintou o farol de vermelho, porque o que ele vê é isto mesmo, o vermelho; portanto, está sendo sincero. O que você não sabe, Diego, é que seu colega é daltônico, quer dizer, ele troca as cores: o que para você é verde, para ele parece vermelho.

Cada pessoa olha o mundo através de sua história de vida; portanto cada um vê uma mesma situação de forma diferente.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Veja Além Das Aparências

Fernando era um pai de família. Um dia, quando voltava do trabalho dirigindo num trânsito bastante complicado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente: vinha "cortando" todo o mundo e, quando se aproximou do carro de Fernando, deu-lhe uma tremenda fechada, já que precisava atravessar para a outra pista. Naquela hora, a vontade de Fernando foi xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou: "Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado ... vai ver que está com um problema sério e precisando chegar logo ao seu destino." Pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.
Chegando em casa, Fernando recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa. Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranqüilizou dizendo: "Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho. Ele já está fora de perigo."
Fernando, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até o médico para agradecer-lhe. Qual não foi sua surpresa quando percebeu que o médico era aquele senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!...

Procure ver sempre as pessoas além das aparências. Imagine que por trás de uma atitude existe uma história, um motivo que leva a pessoa a agir de determinada forma.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Tudo É Uma Questão De Escolha

Duas rãs brincavam distraidamente e saltitavam dentro de um curral. De repente, num desses saltos, caíram ambas num latão cheio de leite. As bordas do latão eram lisas e altas, não havia a menor possibilidade de saírem dali. Mergulhadas no líquido, não havia como impulsionar o corpo e saltar para fora.
Ao perceber que sua amiga estava quase se afogando, a primeira rã disse:
- Não esmoreça! Continue batendo os braços! Mantenha-se flutuando!
- Não adianta! - respondeu a outra. - Estou exausta! E de que adianta manter-me flutuando se não existe nenhuma maneira de sair daqui?
- Não desista! Mantenha a calma e lute! Enquanto há vida, há esperança! Continue batendo os braços com toda a força!
- Não vale a pena! Estou me cansando e não consigo ver como podemos nos salvar.
Dito isso, parou de se debater, afundou e morreu afogada.
- Não posso desistir - disse a primeira. - Deve haver uma saída. Vou continuar me debatendo. Tenho que me manter viva.
Debateu-se a noite inteira. E debateu-se tanto dentro do leite que este acabou virando manteiga. Agora, sim, apoiada sobre uma base sólida, bastou descansar um pouquinho, tomar impulso para fora do latão e recomeçar sua vida sã e salva.

Tudo é uma questão de perseverança. Desde que o mundo é mundo, os problemas são os mesmos. Cada um de nós tem uma maneira diferente de enfrentá-los, e é essa maneira que vai determinar o sucesso ou o fracasso.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Vida É Um Grande Bolo

Alice era uma criança que gostava de ajudar sua mãe a fazer bolo. Enquanto a mãe ia selecionando os ingredientes que pretendia utilizar, a menina prestava muita atenção em todo o material que era usado e deixava o bolo apetitoso. Ela aprendeu que, quanto mais ingredientes tinha o bolo, mais gostoso ele ficava. Quando Alice cresceu, aonde quer que ela fosse ficava conhecida por saber fazer bolos deliciosos e, nos aniversários de parentes e amigos, era muito solicitada para confeccionálos. Ao perguntarem a Alice qual era o segredo dos seus bolos, o que é que os fazia tão saborosos, ela respondia: "O segredo está em saber misturar e aproveitar os ingredientes. Depois ... é só saboreá-los. "

Também a vida é assim ... como um grande bolo, com inúmeros ingredientes de sabor e consistência diferentes. Se o bolo irá ficar saboroso ou não, vai depender de como serão aproveitados os ingredientes .