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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Rei E A Frase

Conta a velha lenda que um rei muito poderoso ao enfrentar um outro rei tão poderoso quanto ele, quase perdeu tudo.
Foram anos de batalhas onde muitos soldados perderam a vida, e muito ouro foi consumido.
A guerra só acabou com a morte do rei inimigo, mas custou muito caro ao vencedor, que sentiu o peso da miséria na sua própria vida.
Foram necessários alguns anos para que o rei conseguisse de novo acumular fortuna, com muito trabalho nos campos
e a conquista de outros lugares.
Assim, meditando na sorte e no azar, na riqueza e na pobreza, o rei chamou seus sábios consultores e pediu que eles definissem em uma única frase esses dois momentos tão opostos… e que desse força para que ele superasse a falta
de recursos, os problemas e dificuldades, e quando na riqueza não esquecesse dos mais pobres, das dificuldades do povo que ele comandava.
Essa frase vencedora, daria honras e glórias ao seu criador e seria escrita na bandeira daquele reino, e seria inserida no
brasão real do rei, por isso os gênios de todos os cantos mandavam sugestões, enviando frases que mais pareciam histórias.
Um dia, o rei em um dos seus passeios pelos arredores do seu reinado teve sede e parou perto de um casebre na estrada e um dos seus soldados bateu palmas.
Um senhor bem sorridente o atendeu e logo trouxe água para o rei em uma caneca simples mas muito limpa, o que impressionou o rei, que também ficou impressionado com a pureza e o frescor da água.
Curioso, o rei desceu e resolveu entrar no casebre e se surpreendeu com a paz do ambiente, com a limpeza e as pequenas flores em cada canto daquele cômodo humilde.
O rei então perguntou ao camponês como ele conseguia ser feliz naquele lugar tão longe de tudo e vivendo em tamanha simplicidade.
O camponês contou que no passado tivera bens e posses, era alfaiate e tinha uma grande freguesia, chegou a ter muito dinheiro, mas perdeu tudo com o ataque de um rei muito poderoso naquela região e ele teve que mendigar pelas ruas para comer .
Andou muito, conheceu muitas vidas e muitas realidades, até encontrar esse lugar que hoje ele chama de "pedacinho do céu", e mostrou ao rei uma tabuleta onde ele mandou gravar a frase da sua vida… para que ele se lembrasse sempre, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na pobreza ou na riqueza que ele podia superar tudo, desde que se lembrasse dessa verdade escrita na tabuleta.
Lá estava a frase que o rei tanto buscava, lá estava escrito em apenas uma linha toda a filosofia que seus sábios não souberam explicar, lá estava escrito: "Tudo passa!"
E agora eu te ofereço essa tabuleta, leve-a com você por onde for, na certeza de que esse momento que você vive,
seja ele de muita alegria ou de dor.. vai passar e você deverá seguir em frente, sem olhar para trás, rumo a felicidade, na conquista do seu "pedacinho de céu", porque tudo passa, mas sua vida segue em frente...
Autor Desconhecido

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Formatura

Um jovem estava se preparando para sua formatura na Universidade. Há meses ele admirava um carro esporte em uma determinada concessionária, e, sabendo que seu pai poderia comprá-lo, disse-lhe que aquele carro era tudo que queria. Conforme a data da formatura se aproximava, o jovem tentava descobrir indícios de que seu pai tinha comprado o carro.
Finalmente, na manhã da formatura, o pai o chamou em seu escritório particular e lhe disse como estava orgulhoso em ter um filho como ele, o quanto o amava e lhe entregou uma caixa lindamente embrulhada para presente.
Curioso, e tanto decepcionado, o jovem abriu a caixa e encontrou uma BÍBLIA com rica encadernação de couro e seu nome gravado em ouro. Com raiva e gritando disse:
- Com todo o seu dinheiro, você me dá uma BÍBLIA?
E saiu bruscamente de casa.
Passaram-se muitos anos e o jovem transformou-se num bem sucedido homem de negócios.
Tinha bens, uma bonita casa e uma família maravilhosa.
Lembrou-se do pai e concluiu que ele estava muito velho e que talvez devesse ir vê-lo. Não tinha estado com ele desde o dia da formatura.
Enquanto se organizava para viajar, recebeu um telegrama comunicando-lhe que seu pai havia morrido, deixando toda sua herança para ele, seu filho único, e que precisava ir imediatamente até sua antiga casa tomar posse do que lhe havia sido legado.
Quando ele chegou em casa de seu pai, uma tristeza intensa e um grande arrependimento tomaram conta de seu coração.
Ele começou a olhar todos aqueles importantes papeis e viu a BÍBLIA, ainda nova, da mesma maneira que ele havia deixado muitos anos atrás.
Emocionado, com lágrimas nos olhos, abriu a BÍBLIA e começou a virar as páginas. Seu pai havia cuidadosamente sublinhado um versículo: MATEUS 7:11 "Se vós pois sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso pai, que estais no céu, dará bens aos que lho pedirem?"
Enquanto lia estas palavras, uma chave de carro caiu da BÍBLIA. Tinha uma etiqueta com o nome da concessionária, a mesma onde havia o tão desejado carro. Na etiqueta havia a data da formatura e as palavras "Pago a Vista".
"Quantas vezes perdemos as bênçãos de DEUS, só porque elas não estão na embalagem que desejamos?"
(Desconheço o Autor)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A Ponte

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado.
O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.
-Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho.
Na realidade é do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.
Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu:em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as
duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
-Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
-Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.
-Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você. E o carpinteiro respondeu:
-Eu gostaria muito, mas tenho outras pontes a construir...
REFLEXÃO:
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos,colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...
O que você está esperando? Que tal começar agora !!!
Muitas vezes desistimos de quem amamos por causa de mágoas e mal entendidos.
Vamos deixar isso de lado, ninguém é perfeito, mas alguém tem que dar o primeiro passo. Quanto mais amigos tiver, melhor vai se sentir, sabe por quê? É bom demais AMAR, e SER AMADO é melhor ainda. Pense nisso e
Construa Pontes ao seu redor.
(Desconheço o Autor)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Lição Do Rio

E o RIO corre sozinho.
Vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para a frente.
O rio não sabe recuar.
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino.
A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.
A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade? Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.
Assim é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde gosto e o sentido.
A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então,por que apressar a vida da gente?
Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas. Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.
Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.
Importante é chegar ao mar.
Importante é dizer "cheguei".
E porque cheguei, estou realizado.
A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.
Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha.
Deixe-a seguir seu caminho normal. Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.
É bom viver do jeito do rio!
"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente."
Henfil

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Apenas "Passe Adiante"

Lá estava eu com minha família, e m férias, num acampamento isolado e com carro enguiçado. Isso aconteceu há 5 anos, mas lembro-me como se fosse ontem. Tentei dar a partida no carro. Nada..
Caminhei para fora do acampamento e felizmente meus palavrões foram abafados pelo barulho do riacho.
Minha mulher e eu, concluímos que éramos vítimas de uma bateria arriada.
Sem alternativa, decidi voltar á pé até a vila mais próxima e procurar ajuda.
Depois de uma hora e um tornozelo torcido, cheguei finalmente a um posto de gasolina. Ao me aproximar do posto,lembrei que era domingo e é claro, o lugar estava fechado..
Por sorte havia um telefone público e uma lista telefônica já com as folhas em frangalhos. Consegui ligar para a única companhia de auto-socorro que encontrei na lista, localizada a cerca de 30km dali.
- Não tem problema, disse a pessoa do outro lado da linha, normalmente estou fechado aos domingos, mas posso chegar aí em mais ou menos meia hora.
Fiquei aliviado, mas ao mesmo tempo consciente das implicações financeiras que essa oferta de ajuda me causaria.
Logo seguíamos, eu e o Zé, no seu reluzente caminhão- guincho em direção ao acampamento.
Quando saí do caminhão, observei com espanto o Zé descer com aparelhos a perna e a ajuda de muletas para se locomover.
Santo Deus ! Ele era paraplégico!! Enquanto se movimentava, comecei novamente minha ginástica mental em calcular o preço da sua ajuda.
É só uma bateria descarregada, uma pequena carga elétrica e vocês poderão seguir viagem, disse-me ele.
O homem era impressionante, enquanto a bateria carregava, distraiu meu filho com truques de mágica, e chegou a tirar uma moeda da orelha, presenteando-a ao garoto.
Enquanto colocava os cabos de volta no caminhão, perguntei quanto lhe devia.
Oh! nada - respondeu, para minha surpresa.
- Tenho que lhe pagar alguma coisa, insisti.
- Não, reiterou ele. Há muitos anos atrás, alguém me ajudou a sair de uma situação muito pior, quando perdi as minhas pernas, e o sujeito que me socorreu, simplesmente me disse:
- Quando tiver uma oportunidade, "Passe isso adiante".
Eis minha chance.... Você não me deve nada! Apenas lembre-se:
Quando tiver uma oportunidade semelhante, faça o mesmo....
"Somos todos anjos de uma asa só, precisamos nos abraçar para alçar vôo"
Bonito, hein? Gostou?
Não, por favor, não agradeça, apenas
"passe adiante".....!!
(Desconheço o Autor)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Urso Faminto

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.
Na verdade, era o calor da tina...
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto.
E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.
Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo...
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ventos E Tempestades Da Vida

Um escritor inglês, do século passado, conta em uma de suas obras que na praia perto de sua casa, uma coisa muito interessante podia ser vista com freqüência:
Um navio lançando a sua âncora no mar enfurecido. Dificilmente existe uma coisa mais interessante ou sugestiva do que essa.
O navio dança sobre as ondas. Parece estar sob o poder e à mercê delas.
O vento e a água se combinam para fazer do navio o seu brinquedo.
Parece que vai haver destruição; pois se o casco do navio for lançado sobre as rochas, será despedaçado.
Mas observamos que o navio mantém a sua posição. Embora à primeira vista parecesse um brinquedinho desamparado à mercê dos elementos, o navio não é vencido.
Qual é o segredo da segurança deste navio?
Como pode resistir às forças da natureza com tanta tranqüilidade?
Existe segurança para o navio no meio da tempestade porque ele está ancorado!
A corda à qual ele está amarrado não depende das águas, nem de qualquer outra coisa que flutue dentro delas.
Ela as atravessa e está fixada no fundo sólido do mar.
Não importa quão forte o vento sopre ou quão altas sejam as ondas do mar...
A sua segurança depende da âncora que está imóvel no fundo do oceano...
Muitas vezes nos sentimos no meio de uma tormenta, sendo jogados pelas ondas da vida para cima e para baixo e açoitados pelo vento da adversidade.
Parece-nos, às vezes, que não conseguiremos sobreviver a determinados períodos de nossas vidas.
Sem uma vida espiritual, a nossa vida é como um navio sacudido pelo mar enraivecido das circunstâncias incontroláveis da vida.
Mas, confiando em Deus, experimentamos sua presença e amor como âncora da nossa vida.
Nos sentimos encorajados e esperançosos.
Essa esperança mantém segura e firme a nossa vida, assim como a âncora mantém seguro o barco.
(L. R. Silvado)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Assim Nascem As Flores

Seus pais Arno e Zélia Nardini, ambos trabalhadores de uma malharia em Gaspar S.C declaram que ele sempre foi um menino diferente e especial, até na forma como apareceu em suas vidas.
Na noite de 22/04/2004, foi deixado na porta do casal, em uma caixa de papelão, com um bilhete: "Cuide bem do meu anjinho e ele transformará sua vida" .Aqueles olhos de um azul profundo e aqueles cabelos encaracolados nos deixaram completamente apaixonados. E foi esta paixão que fez com que o Juiz nos desse a guarda provisória e mais tarde a definitiva.Com pouco mais de oito meses deu seus primeiros passos. Quase morremos de susto quando descobrimos aos três anos e meio , que ele sabia ler. É um menino diferente, afirma Arno. Ele diz coisas de gente grande. Tem verdadeira adoração por jardins e flores, sendo as rosas, as suas preferidas. Seus enormes olhos azuis parecem luzes intensas quando vê uma delas.É apaixonado pelos avos, os pais do Arno, pois os meus pais já se foram, diz Zélia. O interessante é que nunca os chama de vovô ou vovó. Sempre se refere aos dois como "as minhas florzinhas" e toda semana tem que visita-los, pois com eles construiu um jardim, que tem banco, iluminação e até uma placa de madeira entalhada pelo seu João, pai do Arno". Na tarde desta sexta feira , quando o pegamos na creche, notamos que estava eufórico e queria por toda lei ir para casa dos avós, pois disse que três rosas estavam para desabrochar e ele não podia deixar de ver. Tanto insistiu que apesar daquela chuva toda fomos no sábado de manhã leva-lo para o sítio dos avos . Mal chegamos, ele disse pra mim e pro Arno, que devíamos voltar logo, pois estava chovendo e podia não dar tempo, pois ele iria ficar para ver as rosas abrindo. Insistiu tanto que assim fizemos, deixamos ele lá, para meu sogro trazer no domingo. Quando estávamos saíndo pela porta, ele pediu para não ficarmos tristes, por ele ficar com suas duas florzinhas e que um anjinho iria me dar uma florzinha também. Ao ver na TV, no domingo de manhã os estragos causados pelos deslizamentos no morro do baú e ver o estado em que ficou o sítio do meu sogro, entramos em desespero, mas não queríamos acreditar que o pior tivesse acontecido, mas a dura realidade nos fez acordar deste sonho ruim. As equipes de resgate encontraram abraçados na lama do jardim, meu sogro, sogra e meu pequeno Thiago, juntos a um galho de roseira, que inexplicavelmente estava intacto, com três botões de rosa. Sob os corpos a placa entalhada pelo meu sogro, com os dizeres: "Renascemos de novo, do nada, da lama do lodo". Não resisti a tanta dor e fui levada ao hospital Santa Izabel e lá depois de medicada, foi constatado que estou grávida. Daí entendí as palavras do meu Thiago quando nos despedimos, que um anjinho também me daria uma florzinha. Que a mensagem entalhada na placa do jardim do meu Thiago, seja o lema para todos aqueles que deixaram um pedaço de suas vidas sob os escombros desta tragédia.
Zélia Nardini.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Paradoxo Do Nosso Tempo

Hoje temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos...
Temos auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos...
Gastamos mais, mas temos menos...
Compramos mais, mas desfrutamos menos...
Temos casas maiores e famílias menores...
Temos mais conhecimento e menos poder de julgamento...
Temos mais medicina e menos saúde...
Hoje bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma excessiva, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente...
Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores...
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com freqüência...
Aprendemos a ganhar a vida, mas não vivemos essa vida...
Fazemos coisas maiores, mas não coisas melhores...
Limpamos o ar, mas poluímos a alma...
Escrevemos mais, mas aprendemos menos...
Planejamos mais, mas realizamos menos...
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência...
Temos maiores rendimentos, mas menos padrão moral...
Temos avanços na quantidade, mas não na qualidade...
Esses são tempos de refeições rápidas e digestão lenta...
De homens altos e caráter baixo...
De lucros expressivos mas relacionamentos rasos...
Mais lazer, mas menos diversão...
Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição...
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável e pílulas que fazem tudo: alegrar, aquietar, matar...
Autor desconhecido.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Muro Preto E A Crise

"Dois homens numa enfermaria de hospital. Um deles, próximo à janela, tinha autorização para, todas as tardes, ficar olhando janela a fora. O outro, impossibilitado de mover-se, não saía da cama. O que olhava pela janela descrevia para o seu companheiro de quarto o que via lá fora
- um lago, muitas árvores, crianças brincando...
O companheiro imobilizado ficava imaginando as cenas descritas pelo seu amigo e sentia-se motivado a deixar a cama e ficar curado logo. Ao mesmo tempo, porém, sentia-se frustado por não poder ver todas aquelas coisas. Queria fazer qualquer coisa para poder ver o que havia lá fora. Passando um tempo o seu companheiro de quarto teve um enfarte e veio a falecer. Ele aproveitou a ausência do seu amigo e pediu para ficar próximo à janela, e num esforço incrível levantou-se para olhar lá fora e viu....apenas um muro preto!" ....
Pensando nessa história, vejo que muitas vezes, um empresário, diretor, chefe, supervisor ou mesmo um pai, uma mãe, um professor tem que fazer o mesmo com seu pessoal, com seus filhos, com seus alunos jovens. Embora enxergando a "crise" ou um "muro preto" à sua frente, não pode deixar de passar uma "visão" diferente, estimulando as pessoas a quererem "sair da cama" e olhar o "mercado" e tentar ver um mundo diferente. Não se trata de "mentir" ou "enganar" as pessoas, trata-se de tentar mostrar que "além do muro preto" de fato existem outras realidades, outras oportunidades que são igualmente verdadeiras e que o "muro preto" é que nos está impedindo de enxergar.
Nesta semana, pense nisso. Será que não ficamos olhando para a "crise" o tempo todo e descrevendo um "muro preto" aos nossos companheiros? Será que não salutar e oportuno apresentarmos uma "visão" do que poderá e pode, de fato, existir além do muro?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A Jóia Perdida

Atravessando o deserto, um viajante viu um árabe montado ao pé de uma palmeira. A pouca distância repousavam os seus cavalos, pesadamente carregados com valiosos objetos.
Aproximou-se dele e disse:
-Pareceis muito preocupado.Posso ajudar-vos em alguma coisa?
- Ah! - respondeu o árabe com tristeza - estou muito aflito, porque acabo de perder a mais preciosa de todas as jóias.
- Que jóia era essa? -perguntou o viajante.
- Era uma jóia como jamais haverá outra - respondeu o seu interlocutor.
Estava talhada num pedaço de pedra da vida e tinha sido feita na oficina do tempo.
Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, em volta dos quais agrupavam-se sessenta menores.
Já vereis que tenho razão em dizer que jóia igual jamais poderá reproduzir-se.
- Por minha fé - disse o viajante - a vossa jóia devia ser preciosa. Mas não será possível que, com muito dinheiro, se possa fazer outra igual?
Voltando a ficar pensativo, o árabe respondeu:
- A jóia perdida era um dia, e um dia que se perde jamais se torna a encontrar.


Autor desconhecido