Paginas

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Cheio De Vida

Senhor, Se um dia eu estiver " cheio da vida" , com vontade de sumir, de morrer, insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim... - Pergunta-me, apenas, se eu quero trocar a luz pelas trevas...
- Pergunta-me se eu quero trocar a fartura da mesa posta, pelos restos que tantos vem buscar no lixo...
- Pergunta-me se eu quero trocar meus pés por uma cadeira de rodas...
- Pergunta-me se eu quero trocar minha voz pelos gestos...
- Pergunta-me se eu quero trocar o mundo maravilhoso dos sons pelo silêncio dos que nada ouvem...
- Pergunta-me, se eu quero trocar o jornal que leio e depois jogo no lixo, pela miséria dos que vão buscá-lo para fazer dele seu cobertor... - Pergunta-me, se eu quero trocar minha saúde, pelas doenças incuráveis de tanta gente...
- Pergunta-me também, até quando não reconhecerei as Tuas bênçãos, a fim de fazer de minha vida um hino de louvor e gratidão e dizer, todos os dias, do fundo de mim:
- Obrigado, Senhor!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Tapetinho Vermelho

Uma pobre mulher morava em uma humilde casinha com sua neta muito doente.
Como não tinha dinheiro sequer para levá-la a um médico, e vendo que, apesar de seus muitos cuidados e remédios com ervas, a pobre criança piorava a cada dia, resolveu iniciar a caminhada de duas horas até a cidade próxima, em busca de ajuda.
Chegando no único hospital público da região foi aconselhada a voltar pra casa e trazer a neta junto, para que esta fosse examinada. Quando ia voltando, já desesperada por saber que sua neta sequer conseguia levantar da cama, a senhora passou em frente a uma Igreja e como tinha muita fé em Deus, apesar de nunca ter entrado em uma Igreja, resolveu pedir ajuda. Ao entrar, encontrou algumas senhoras ajoelhadas no chão fazendo orações. As senhoras receberam a visitante e, após se interarem da história, a convidaram para se ajoelhar e orar pela criança.
Após quase uma hora de fervorosas orações e pedidos de intercessão ao Pai, as senhoras já iam se levantando quando a mulher lhes disse:
- Eu também gostaria de fazer uma oração.
Vendo que se tratava de uma mulher de pouca cultura, as senhoras retrucaram :
- Não é necessário, com nossas orações, com certeza sua neta irá melhorar.
Ainda assim a senhora insistiu em orar, e começou.
- Deus, sou eu, olha, a minha neta está muito doente. Deus, assim eu gostaria que você fosse lá curar ela Deus; você pega uma caneta que eu vou dizer onde fica.
As senhoras estranharam, mas continuaram ouvindo.
- Já está com a caneta Deus? Vá seguindo o caminho daqui de volta pra Belo Horizonte e quando passar o rio com a ponte, você entra na segunda estradinha de barro. Não vai errar tá?
A esta altura as senhoras já estavam se esforçando para não rir; mas ela continuou.
- Seguindo mais uns 20 minutinhos tem uma vendinha, entra na rua depois da mangueira que o meu barraquinho é o último da rua; pode ir entrando que não tem cachorro.
As senhoras começaram a se indignar com a situação.
- Olha Deus, a porta tá trancada mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho na entrada. O Senhor pega a chave, entra e cura a minha netinha. Mas olha só Deus, por favor, não esquece de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho senão eu não consigo entrar quando chegar em casa...
A esta altura as senhoras interromperam aquela ultrajante situação dizendo que não era assim que se deveria orar, mas que ela poderia ir para casa sossegada pois elas eram pessoas de muita fé, e Deus, com certeza, iria ouvir as preces e curar a menina.
A mulher foi pra casa um pouco desconsolada, mas ao entrar em sua casa sua neta veio correndo lhe receber.
- Minha neta, você está de pé, como é possível !!!
E a menina explicou:
- Eu ouvi um barulho na porta e pensei que era a senhora voltando, porém entrou um homem muito alto com um vestido branco em meu quarto e mandou que eu levantasse, não sei como, eu simplesmente levantei.
E quase em prantos, a menina continuou.
- Depois ele sorriu, beijou minha testa e disse que tinha de ir embora, mas pediu que eu avisasse a senhora que ele ia deixar a chave embaixo do tapetinho vermelho...
REFLEXÃO:
Um pouco de fé, leva-nos até Deus! Muita fé, traz Deus até nós!!!
Que sejamos irresistíveis ao coração do Pai, que ao ives de visitação, que o Senhor esteja na nossa vida em todo o tempo, e que Ele seja nosso amigo, ao ponto de falarmos para Ele o esconderijo de nossos corações (a chave). Ap 3:20-22. Peça que Deus entre, faça morada em teu coração, que você possa encontra-lo, dividir com Ele teus segredos e conhecer as Suas vontades.
"Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta". Mateus 7:8

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fim De Ano

O ano está chegando ao fim. Época de fazer os famosos balanços. O que valeu a pena e o que merece ser esquecido. Coisas boas que aconteceram e outras nem tanto. Amigos que ganhamos, outros que se perderam diante da agitação do dia a dia. Nascimentos e mortes. Lembranças boas. Alguns sonhos conquistados e outros que ficarão para 2009. O ano de 2008 está chegando ao fim e entre mortos e feridos aqui estamos.
É verdade que, para muitos, se durante o ano não houve aumento de salário, uma promoção, o nascimento de um filho, uma formatura, casamento, uma festa de noivado ou uma viagem dos sonhos, bem então o ano pode ser definido como um ano ruim. Confesso que já pensei assim, mas aprendi com as lições da vida a valorizar as pequenas coisas, pois como diz o poeta Fernando Pessoa: "tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Claro que, devemos pensar grande e sempre termos boas expectativas para o ano vindouro, pois a esperança é a força motriz dos sonhos. Entretanto, não devemos desperdiçar as mínimas coisas que a vida, dia a dia, nos proporciona.
O ano está chegando ao fim, com certeza, teve para cada um de nós dias difíceis e tormentosos, mas também teve momentos bons. Mínimas coisas que fazem toda a diferença. O telefonema e um e-mail de um amigo ou familiar, mesmo que com mensagens inúteis, mas significa que fomos lembrados. O ano em que trabalhamos bastante, as costas, muitas vezes, ficaram doídas, mas tivemos confraternização familiar e honramos nossas contas e compromissos. Talvez alguns tenham tido problemas de saúde, mas chegamos ao fim e com vida!
Particularmente, nós, que moramos em Orleans, Nós podemos nos irmanar com a alegria do turista, com o sorriso da criança, com a serenidade do mais velho que vêm para apreciar as belezas desta terra, pois estamos em clima do Natal e vivemos em Orleans.
Temos o dom de apreciar as obras de Deus. Escutar o canto dos pássaros que povoam os céus desta terra. O aroma das flores que trazidas pelo vento pedem passagem. O sino da igreja que toca. A fé que se renova a cada amanhecer e vela à luz da lua pelo nosso sonho. A vida que enche nossos corações e que cabe muito mais do que trezentos e sessenta dias por ano. Assim, como o Natal é muito mais do que a troca de presentes e uma ceia farta, é o dia do nascimento de Cristo.
É preciso que tenhamos a capacidade de amar, de perdoar, de respeitar-se a si próprio e aos outros, com todos os erros e defeitos, que são inerentes à condição humana. E mais do que nunca saber que tem um Deus que vela por nós, independentemente ao nome que se dê para Ele. A verdade é que o Pai não nós dá uma provação maior que as nossas forças e nos deu o maior de todos os dons, a vida.
O importante é que cada um de nós procure fazer a sua parte, seja escrevendo, pintando, trabalhando, amando, consolando quem precisa e lutando por uma vida melhor. Uma luta branca, pelo bem e de mãos dadas com a esperança.
Vamos iniciar este ano de 2009 com o coração desarmado, a alma pura e a esperança que a felicidade faça parte do nosso dia a dia, como uma nova forma de encarar o mundo, mesmo que dificuldades existam, pois a fé supera qualquer problema.
Um Feliz 2009 para todos nós, com muita paz e luz em nossos caminhos.
Cassiano Santos Cabral

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Um Floquinho De Algodão

Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava. Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido
por cada um, era trocado.
A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era a Amizade. Quem nada produzia, quem nao possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu CARINHO.
O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão. Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.
As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia.
Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a nao mais dar seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse.
Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela.
Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.
Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se XINGARAM pela primeira vez e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas.
Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que fez o menino a procurou a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumulara.
Nao a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO. A todos que dava CARINHO, apenas dizia: "Obrigado por receber meu carinho".
Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta.
Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO. Um outro fez o mesmo...Mais outro...e outro...até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.
MORAL DA ESTÓRIA: Nunca devemos fazer as coisas pensando em receber em troca. Mas devemos fazer sempre. Lembrar que um amigo existe é muito importante. Muito mais importante do que cobrar dos outros que se lembrem de você, pois assim, você estará querendo acumular amizades sem fazer o seu papel de amigo.
Receber CARINHO é muito bom. E o simples gesto de lembrar que um amigo existe é a forma mais simples de fazê-lo.
ESTE É MEU FLOQUINHO PARA VOCÊ !!!
Autor Desconhecido

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Uma Linda História De Natal

Um dia, Gabriel acordou, muito contente, era a véspera de Natal, pois para ele era uma data muito importante!
Era o dia do Aniversário do Menino Jesus, e também o dia que Papai Noel vinha visitá-lo todos os anos.
Com seus seis aninhos, esperava ansiosamente o cair da noite para voltar a dormir, e no outro dia encontrar em seu pé de meia,
o seu presente de Natal, pois nem tinha uma árvore de Natal.
Dormiu muito tarde, para ver se pegava aquele velhinho no "flagra", mas como o sono era maior que sua vontade, dormiu profundamente.
Mas, na manhã de Natal, percebeu que seu pé de meia não estava lá, e que não havia presente nenhum em toda sua casa.
Seu pai desempregado, com os olhos cheios de água, observava atentamente o seu filho, e esperava para tomar coragem para falar que o seu sonho não existia, e com muita dor no coração, o chama:
- Gabriel, meu filho, vem cá!
- Papai? - O que foi filho?
- O Papai Noel se esqueceu de mim...
Falando isso, Gabriel abraça o pai, e os dois se põem a chorar, quando Gabriel fala:
- Ele também se esqueceu de você pai?
- Não meu filho.
O melhor presente que eu poderia ter ganhado na vida, está em meus braços, e fique tranqüilo pois eu sei que o Papai Noel não se esqueceu de você.
- Mas todas as outras crianças vizinhas estão brincando com seus presentes... ele pulou a nossa casa...
- Pulou não... o seu presente está te abraçando agora, e vai te levar para um dos melhores passeios de sua vida!
E assim foram para um parque, e Gabriel brincou com o pai durante o resto do dia, voltando somente no começo da noite.
Chegando em casa muito sonolento, Gabriel foi para seu quarto, e "escreveu" para o Papai Noel:
"Querido Papai Noel, Eu sei que é cedo demais para pedir alguma coisa, mas quero agradecer o presente que o senhor me deu.
Desejo que todos os Natais que eu passe, faça com que meu pai se esqueça de seus problemas, e que ele possa se distrair comigo, passando uma tarde maravilhosa como a de hoje.
Obrigado pela minha vida, pois descobri que não são com brinquedos que somos felizes, e sim, com o verdadeiro sentimento que está dentro de nós, que o senhor desperta nos Natais.
De quem te agradece por tudo, Gabriel.
E foi dormir com um lindo sorriso nos lábios. Entrando no quarto para dar boa noite ao seu filho, o pai de Gabriel viu a cartinha,
e a partir desse dia, não deixou que seus problemas afetassem a felicidade dele, e começou a fazer que todo dia fosse um Natal para ambos...
Se um simples garotinho de seis anos, conseguiu perceber que os melhores presentes que se pode receber não são materiais, porque nós não fazemos o mesmo?
Que todos vocês que estão lendo esta mensagem, faça com que cada dia seja um Natal, valorizando a amizade, carinho e todos os sentimentos bons que existem dentro de cada um, e depende somente de nós mesmos para botar pra fora...
Feliz Natal!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A Visita De Jesus

Era uma noite iluminada...
Um anjo apareceu a uma família muito rica e falou para a dona da casa:
- Estou te trazendo uma boa notícia: Esta noite o Senhor Jesus virá visitar a tua casa!
Aquela senhora ficou entusiasmada. Jamais acreditara ser possível que esse milagre acontecesse em sua casa.
Tratou de preparar uma excelente ceia para receber a Jesus. Encomendou frangos, assados, conservas, saladas e vinhos importados.
De repente, tocou a campainha. Era uma mulher com roupas miseráveis, com aspecto de quem já sofrera muito...
Senhora disse a pobre mulher será que não teria algum serviço para mim? Tenho fome e tenho necessidade de trabalhar. Ora bolas retrucou a dona da casa. Isso são horas de vir me incomodar? Volte outro dia. Agora estou muito atarefada com uma ceia para uma visita muito importante.
A pobre mulher se foi... Pouco mais tarde, um homem, sujo de graxa, veio bater-lhe à porta.
Senhora, falou ele, o meu caminhão quebrou bem aqui na esquina. Não teria a senhora, por acaso, um telefone para que eu pudesse me comunicar com um mecânico?
A senhora, como estava ocupadíssima em limpar as pratas, lavar os cristais e os pratos de porcelana, ficou muito irritada: Você pensa que minha casa é o que? Vá procurar um telefone público...Onde já se viu incomodar as pessoas dessa maneira? Por favor, cuide para não sujar a entrada da minha casa com esses pés imundos!
E a anfitriã continuou a preparar a ceia: Abriu latas de caviar, colocou a champanhe na geladeira, escolheu na adega os melhores vinhos e preparou os coquetéis. Nesse meio tempo, alguém lá fora bate palmas.
Será que agora está chegando Jesus? pensou ela emocionada. E com o coração batendo acelerado, foi abrir a porta. Mas se decepcionou. Era um menino de rua, todo sujo e mal vestido...
-Senhora, estou com fome. Dê-me um pouco de comida! Como é que eu vou te dar comida, se nós ainda não ceamos? Volta amanhã, porque esta noite estou muito atarefada... não posso te dar atenção...
Finalmente a ceia ficou pronta. Toda a família esperava, emocionada, o ilustre visitante.
Entretanto, as horas iam passando e Jesus não aparecia.
Cansados de tanto esperar, começaram a tomar aqueles coquetéis especiais que, pouco a pouco, já começaram a fazer efeito naqueles estômagos vazios, até que o sono fez com que se esquecessem dos frangos, assados e de todos os pratos saborosos.
Na manhã seguinte, ao acordar, a senhora se viu, com grande espanto, na presença do anjo.
Será que um anjo é capaz de mentir? gritou ela. Eu preparei tudo esmeradamente, aguardei a noite inteira e Jesus não apareceu. Porque você fez isso comigo? Porque essa brincadeira?
-Não fui eu que menti... Foi você que não teve olhos para enxergar, explicou o anjo. Jesus esteve aqui em sua casa por três vezes: Na pessoa da mulher pobre, na pessoa do caminhoneiro e na pessoa do menino faminto, mas a senhora não foi capaz de reconhecê-lo e acolhê-lo em sua
casa...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ser Gente

Há muito não via uma cena como aquela. Logo pela manhã, chegamos a uma cidadezinha que faz parte da região metropolitana de grande capital brasileira.
Paramos em frente ao local do nosso destino e ficamos aguardando a pessoa com quem havíamos marcado compromisso, numa rua sem asfalto e com pouco movimento de carros.
Era a hora em que as pessoas estavam indo para o trabalho, e foi aí que me dei conta de algo que há muito não via. As pessoas que transitavam, a pé, pela rua, nos dirigiam um fraterno "bom dia". Ao primeiro cumprimento não respondemos, tal a surpresa, pois as grandes cidades nos tiram a sensibilidade de seres humanos.
Geralmente andamos pelas ruas abarrotadas de pessoas, mas umas não olham para as outras, e quando o fazem é para tomar os devidos cuidados com possíveis assaltantes.
E isso não acontece só nas ruas, onde o número de pedestres é grande, não. Quando entramos num elevador ficamos sem jeito, sem palavras, e geralmente olhamos para o teto ou para o chão, com receio de olhar no rosto daquelas pessoas que dividem conosco aquele pequeno espaço.
O que está acontecendo conosco?
Será que estamos perdendo a humanidade para nos tornar autômatos?
Será que estamos perdendo a sensibilidade de olhar, sem medo, nos olhos do nosso semelhante e saudá-lo?
Será que não temos mais a capacidade de desejar um sincero bom dia a alguém?
O que está acontecendo conosco, afinal?
Ás vezes, quando andamos pelas ruas dos grandes centros, notamos que as pessoas circulam apressadas, alheias a tudo, como naqueles filmes de ficção, em que as pessoas foram substituídas por robôs.
Programados para tarefas específicas, esses robôs não têm a sensibilidade dos seres humanos... Não têm coração, têm chips, computadores eficientes, mas não têm calor humano. São frios.
A sensibilidade é atributo dos seres humanos. A fraternidade, a solidariedade, o afeto, a ternura, são inerentes à criatura humana. Quando, naquela manhã, pessoas que nunca havíamos visto antes nos olharam e nos desejaram um sonoro e convicto bom dia, nos sentimos gente.
Ser gente! Eis do que sentimos falta.
Talvez isso pareça medíocre, para alguns, mas é bom se sentir gente.
Receber de um desconhecido um olhar de afeto, um olhar de encorajamento, faz bem para a alma.
É bom saber que as pessoas notam você e que você as nota, não como supostos bandidos, mas como gente, apenas como gente.
Há tanta falta de atenção de uns para com os outros, nesses tempos de correria em busca de dinheiro e coisas, que nos esquecemos de que somos todos passageiros dessa grande embarcação chamada terra.
Esquecemos de que somos concidadãos dessa pátria-mãe chamada Brasil.
Por isso tudo,é bom se sentir gente entre pessoas que, como nós mesmos, lutam, sofrem, trabalham e choram...
Pessoas que amam, que sonham, que buscam um lugar ao sol, e que desejam ser, simplesmente... Gente.
Pense nisso!
Saúde as pessoas que cruzam seu caminho: o vizinho, o jardineiro, o ascensorista, serventes, pessoas no elevador.
E se o seu dia amanheceu nublado, se você não está com vontade de saudar ninguém, olhe para as pessoas com fraternidade.
Faça-as sentirem-se gente. Gente como você.
É uma atitude simples, mas tão poderosa que pode levantar o ânimo de alguém, evitar um suicídio, promover, de fato um bom dia para alguém.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Uma Gota D'Água

Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d`água? Sim, uma pequena gota d`água se equilibrando na ponta de um frágil raminho... Com graciosidade a gotícula desafia a lei da gravidade, se balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor. São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai. É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo. Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis. Um dia, um jornalista que a entrevistava disse-lhe que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d`água no oceano. E aquela pequena sábia-mulher, lhe respondeu: “sim, meu filho, mas sem essa gota d`água o oceano seria menor.” Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda. Pois sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela... Um aperto de mão, em meio à correria do dia-a-dia... Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para que não caia nas malhas do desespero... Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo. Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida. Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira. O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência... A tolerância com quem perdeu o equilíbrio. Um olhar de ternura para quem pena na amargura. Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe. Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido. Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma... Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto... Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável... Todas essas são atitudes que embelezam a vida. E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor. E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas. ................. Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor. Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor. Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor. E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício. Lembre-se da minúscula gota d`água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar. E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d`água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir a mais sólida rocha.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

As Coisas Que Aprendi

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você trabalhando muito pelo sustento da casa. Aí descobri que o trabalho enobrece e como é importante o homem prover o sustento de sua família.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você sempre lendo e falando do que lia, então aprendi o grande valor da leitura, que nos torna diferentes e nos livra da alienação.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você me contando histórias, e isso me abriu as portas da alma para mundos maravilhosos, estimulando o meu espírito.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você de mãos dadas comigo, passeando à beira-mar, catando conchinhas e vendo bichinhos, e isso imprimiu em minha mente e coração a admiração pela natureza e o amor pela vida e pela biologia.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você se importando em comprar kits de "Os Cientistas" e em separar um cantinho da casa para meu laboratório, e isso me fez dar importância à Ciência e me apaixonar por ela.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você despojado dos bens materiais, dando mais valor ao ser do que ao ter, e eu entendi as verdadeiras prioridades da vida: a família, o amor, o alimento de cada dia, os estudos, a honra, e não os imóveis, os carros, as roupas nem dinheiro.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu sempre vi você tocando e escutando boa música, e me dei conta de como ela é importante para o espírito humano, e isso me fez, um dia, relacio-nar-me com a música de uma forma bem especial.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você desenhando, com traços incríveis, e isso me influenciou a valorizar este e outros talentos com que o Todo-Poderoso presenteou nosso sangue.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você contando belas histórias de seus pais e de sua família, e aprendi como as coisas que dizemos, fazemos e pensamos fazem diferença na vida dos nossos filhos, e como a família é o bem maior que Deus nos dá nessa vida.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi lágrimas em seus olhos, e aprendi que o homem de verdade é sensível e também chora
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você sendo romântico, e descobri que o romantismo é uma dádiva a ser cultivada.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você sendo carinhoso e respeitoso com minha mãe, sempre protegendo-a e cobrindo-a de elogios, e sendo agradecido por tudo que ela era e é, e isso ajudou-me muito a valorizar minha esposa e a mãe de meus filhos, tratando-a com dignidade e amor .
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você me deixando livre para escolher minha profissão, repetindo e repetindo que não importava o que eu quisesse ser, você sempre me apoiaria, e recomendava apenas que eu me esforçasse para ser o melhor possível naquilo que eu escolhesse. E isso me guiou por todos os passos que dei na minha vida, havendo influenciado todas as minhas escolhas.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você falando sempre que não devíamos julgar ninguém, e já adulto descobri que Deus dizia a mesma coisa na Bíblia, e como este conselho me fez rever certos comportamentos arrogantes que eu tinha, e eu pude tornar-me uma pessoa melhor.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você nos levando para passear, pescar e brincar nos rios e corredeiras, e ali ficaram marcados no meu coração momentos preciosos de apreciação da natureza e de convívio familiar.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você abrindo as portas de sua casa a seus amigos e aos amigos de seus filhos, cedendo até seu quarto e sua cama, e isso me fez entender o valor da hospitalidade, que mais tarde aprendi ser também um conceito bíblico.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você consertar o meu brinquedo favorito e eu aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você alegre, sorridente e brincalhão, mesmo quando as coisas não iam muito bem em certas áreas, e isso me fez enxergar o valor da atitude.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar pessoas mais necessitadas e eu aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem, e isso colaborou para o espírito voluntário que eu tenho hoje.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você me dando um beijo de boa noite e me senti amado e seguro.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e eu aprendi que tinha que ser responsável quando crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando, foi quando eu aprendi a maior parte das lições de vida, que eu precisava para ser uma pessoa boa e completa quando eu crescesse.
Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria lhe dizer: obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando! Pois quero dizer-lhe isto agora:
OBRIGADO, MEU PAI.
Você me deu tudo o que todos querem, mas poucos têm. Você me deu coisas que não têm preço, que não podem ser medidas nem compradas, coisas que jamais poderei pagar ou retribuir... Mas posso tentar dá-las aos meus filhos, e acho que essa é a maior recompensa: saber que seus valores mais preciosos, que a traça não corrói e a ferrugem não come, permanecerão geração após geração, marcados nos corações daqueles que ganharam e ganharão a benção de serem seus descendentes.
Obrigado, meu pai.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A Crise

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes.
Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes.
Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava . . .seu cachorro quente era o melhor de toda região!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola para o filho. O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país.
Finalmente, já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele
- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Esta tudo ruim. O Brasil vai quebrar.
Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais , vê televisão, acha isto, então só pode estar com a razão.
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato ( e, é claro, pior ) e começou a comprar salsichas mais baratas ( que eram, também, piores).
Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas "providências", as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis. O negócio de cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho:
- "você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise."
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- "bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise ..."
Grande lição:
"Vivemos em um mundo contaminado por más notícias e, se não tomarmos o devido cuidado, elas nos influenciarão a ponto de roubarem a prosperidade de nossas vidas."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Amigos

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro.
O outro ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia: HOJE MEU MELHOR AMIGO ME DEU UMA BOFETADA NO ROSTO.
Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo.
Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu em uma pedra: HOJE MEU MELHOR AMIGO SALVOU MINHA VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou: POR QUE, DEPOIS QUE TE MAGOEI, ESCREVESTE NA AREIA E AGORA, ESCREVES NA PEDRA?
Sorrindo, o outro amigo respondeu: QUANDO UM GRANDE AMIGO NOS OFENDE, DEVEMOS ESCREVER ONDE O VENTO DO ESQUECIMENTO E O PERDÃO SE ENCARREGUEM DE BORRAR E APAGAR A LEMBRANÇA. POR OUTRO LADO, QUANDO NOS ACONTECE ALGO DE GRANDIOSO, DEVEMOS GRAVAR ISSO NA PEDRA DA MEMÓRIA E DO CORAÇÃO ONDE VENTO NENHUM EM TODO O MUNDO PODERÁ SEQUER BORRÁ-LO
Uma grande frase:
"Só é necessário um minuto para que se simpatize com alguém, uma hora para gostar de alguém, um dia para querer bem a alguém, mas precisamos de toda uma vida para que possamos esquecê-lo".

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A Coragem De Enfrentar Seus Medos

Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.
Um mágico teve pena dele e o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.
Então ele começou a temer os caçadores.
A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse:
Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente; e enfrentar as adversidades, vencendo os medos... É isto que devemos fazer. Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos. Assim, jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Lição Nobre

Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf.
Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou:
-- Quanto custa a entrada?
O bilheteiro respondeu prontamente:
-- São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos.
-- A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?
Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete.
O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:
-- O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares.
O pai, sem perturbar-se, disse:
-- Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade.
Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo.
Nesses dias de tanta corrupção e descaso para com o ser humano, vale a pena refletirmos sobre que exemplo temos sido para os outros.
Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Montanha Da Vida

A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha.
Como a vida, ela possui altos e baixos.
Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.
Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado.
Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.No momento da escalada, o início parece ser fácil.
Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.
Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir.
O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.
À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso.
As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu.
Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.
Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo.
Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar.
Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar.
O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada.
Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.
Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar.
O que nos salva é o equipamento certo para este momento.
Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.
Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo.
Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.
autor desconhecido

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A Questão Do Tempo

O vestibulando chega correndo ao local da prova, mas o portão se fecha à sua frente. Ele senta e desaba. Tanto esforço. Tanta preparação. Tanto estudo. Tudo perdido por um atraso mínimo de segundos. O pedestre observa o sinal vermelho, mas decide atravessar correndo porque está atrasado para um compromisso. Freada brusca. Susto. Talvez ferimentos graves. Tudo por questão de um segundo de precipitação. O funcionário chega correndo, esbaforido, bate o cartão e vai para seu local de trabalho. Ali, precisa de alguns minutos para se recompor. Subiu as escadas correndo, porque os elevadores estavam lotados e ele não desejava se atrasar, a fim de não ter descontados valores ao final do mês em seu salário. Desculpas se sucedem a desculpas. Não deu tempo. Não foi possível chegar. Perdi o ônibus. O trânsito estava terrível na hora em que saí. Tempo é nossa oportunidade de realização, que devemos aproveitar com empenho. A nossa incapacidade de planejar o tempo provoca a desarmonia e toda a série de contratempos. O tempo pode ser comparado a uma moeda. Se tomarmos de uma porção de ouro e cunharmos uma moeda, poderemos lhe dar o valor de um real. Este será o valor inscrito mas o valor verdadeiro será muito maior, representado pela quantidade do precioso metal que utilizamos. As moedas do tempo têm uma cunhagem geral, que é igual para todos: um segundo, um mês, um ano, um século. Mas o valor real dependerá do material com que cunhamos o nosso tempo, isto é, o que fazemos dele. Para um correto aproveitamento desse tesouro que é o tempo, é preciso disciplina. Para evitar correria, levantemos um pouco mais cedo. Preparemo-nos de forma mais rápida, sem tanta "enrolação". Deixemos, desde a véspera, o que necessitaremos para sair, mais ou menos à mão, evitando desperdícios de minutos a procura disto ou daquilo. Se sabemos que o trânsito, em determinados horários, está mais congestionado, disciplinemo-nos e nos programemos para sair um pouco antes, com folga. Esses pequenos cuidados impedirão que percamos compromissos importantes, que tenhamos de ficar sempre criando desculpas para justificar os nossos atrasos, que tenhamos taquicardia por ansiedade ao ver o relógio dos segundos correr célere, demarcando os minutos e as horas...


Na órbita das nossas vidas, não joguemos fora os tempinhos tantas vezes desprezados. Aproveitemos para escrever um ligeiro bilhete de carinho a alguém que esteja enfrentando momentos graves. Telefonemos a um familiar ou amigo que não vejamos há muito tempo. Cuidemos de um vaso de planta. Desenvolvamos idéias felizes para fazer o bem a alguma pessoa que saibamos necessitada. Valorizemos os minutos para descobrir motivos gloriosos de viver, para aprender a amar a vida e iluminar o nosso caminho.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Peso Dos Vícios

A sociedade é, em essência, heterogênea. As pessoas possuem valores e personalidades os mais variados. Justamente por isso a vida é repleta de embates. Não é muito simples a vivência harmônica entre seres com visões distintas do mundo. O convívio pacífico com o diferente pressupõe maturidade espiritual. Essa maturidade revela-se das mais diferentes e inusitadas formas. Ela é demonstrada por quem silencia em face de uma ofensa. Afinal, o ofensor muitas vezes acredita estar agindo de modo correto. A maturidade também se faz presente quando uma pessoa releva os equívocos de outra. Em suma, a maturidade espiritual de alguém evidencia-se pelo seu nível de tolerância e compaixão. O convívio forçado com criaturas de diferentes hábitos possui o condão de desenvolver essas virtudes. Como é cansativo viver em estado de beligerância, as pessoas gradualmente vão aprendendo a ceder, em nome da própria paz. Por ser a terra uma escola, somos naturalmente colocados no ambiente mais propício para corrigirmos nossas deficiências. Do mesmo modo, as lições que nela recebemos guardam relação com nossa necessidade de aprendizado. Assim, quanto mais defeitos tivermos, tanto mais dificuldades enfrentaremos. Na verdade, todo vício sempre carrega consigo o sofrimento. Tome-se por exemplo o orgulho. Em face da mesma situação vexatória, alguém humilde não experimenta qualquer desconforto, ao passo que um orgulhoso sofre grande tortura moral. Conclui-se que, quanto maior o orgulho, maior será a ofensa. E quanto maior a ofensa, maior será o sofrimento. O mesmo ocorre com a vaidade. A criatura vaidosa acredita que o mundo lhe deve deferências. Ela espera ser distinguida em todos os setores de sua vida. Como isso nem sempre se dá, sofre intensamente com o que considera uma injustiça. Caso fosse mais simples e despretenciosa, não experimentaria esse desconforto. As fissuras morais tornam o viver muito pesado. Perceba-se a energia que o vaidoso e o orgulhoso desperdiçam cuidando para que a própria importância não passe despercebida aos demais. A simples pretensão desmedida dessa importância já infelicita a criatura e é um peso a ser suportado. Imagine-se o quanto inevitavelmente sofre alguém muito vaidoso ou orgulhoso. Isso ocorre com todos os vícios e paixões. A ganância constitui uma tortura que dificulta o desfrute do que já se possui e muitas vezes é suficiente. O ciúme também torna a vida penosa, por fomentar a desconfiança e a discórdia. Repetindo, todo vício carrega consigo o sofrimento. Como os homens desejam a felicidade, gradualmente eles despertam para a necessidade de burilarem a si mesmos. Reflita sobre isso e assuma a responsabilidade por seu bem-estar. Analise o quanto você sofre gratuitamente, em suas relações. Pense que as circunstâncias que o rodeiam destinam-se a torná-lo melhor. Conscientize-se dessa realidade e torne-se tolerante com os diferentes. Desenvolva retidão, pureza e simplicidade e a vida lhe será bem mais fácil.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Um Sorriso

Oi! Sorria
Mas não se esconda atrás desse sorriso,mostre tudo aquilo que você é , sem medo.
Existem muitas pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como você
Viva!Tente!
A vida não passa de uma tentativa
Entregue-se!
A felicidade é o resultado dessa tentativa
Ei! Ame, acima de tudo.
Ame tudo e todos, deles depende a sua completa felicidade.
Não!
Não feche os olhos para a sujeira do mundo.
Não ignore a fome.
Esqueça a sombra, mas antes faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure!
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma razão para a distância e sim, um motivo para a aproximação.
Aceite!
Aceite a vida, as pessoas e faça delas a sua razão de viver.
Entenda!
Entenda os que pensam diferente de você mas não os reprove.
Ei! Ouça.
Escute o que as pessoas têm a lhe dizer.
É importante.
Suba!
Faça dos obstáculos , degraus para aquilo que você julga importante,mas não esqueça daqueles que deixou nos primeiros degraus.
Ei! descubra.
Descubra Deus dentro de você.

Procure acima de tudo ser gente.
Eu também vou tentar.
Ei! você,...não vá embora, eu preciso lhe dizer que te amo , seja lá quem for.

SIMPLESMENTE PORQUE VOCÊ EXISTE!!!

Charlie Chaplin
Enviado por Célia Bigucci