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segunda-feira, 30 de junho de 2008

O Raio De Luz

Todas as noites antes de fazer os filhos adormecerem, um pai muito carinhoso conversava com eles, enquanto afagava-lhes os cabelos anelados. Diariamente escolhia um assunto que encontrava no evangelho, ou em algum acontecimento do cotidiano. Naquela noite sem luar, quando as nuvens encobriam as estrelas, ele arranjou uma forma diferente de chamar a atenção das crianças. Colocou-as no sofá da sala e disse-lhes que não se assustassem com a escuridão, porque apagaria todas as luzes da casa, de propósito. E assim o fez. Deixou a casa às escuras e sentou-se no meio dos filhos que o aguardavam apreensivos. Perguntou-lhes o que eles eram capazes de ver em meio àquele breu. O menininho mais velho comentou que conseguia distinguir os contornos da cadeira que estava a sua frente, mas que não conseguia saber ao certo qual objeto produzia a sombra que se apresentava um pouco mais adiante. O pai, aproveitando a oportunidade esclareceu: - "nossos olhos acostumam-se com a ausência de luz e acabam conseguindo, com algum esforço, distinguir alguns objetos. Porém, não é possível notar tudo quando a luz nos falta. Alguns contornos podem enganar nossos sentidos. Muitos detalhes passam despercebidos. As cores deixam de ser perceptíveis. A ausência de luz dificulta nosso caminhar, porque não conseguimos notar com segurança para aonde estamos indo." Nesse momento, ele acendeu uma vela que trazia consigo. As crianças exultaram diante da claridade que se fez na sala. "Vejam!" - convidou o pai - "percebam como tudo parece diferente na presença da luz. As sombras já não mais nos confundem. Agora as formas assumem contornos mais exatos. Como é mais fácil buscar um caminho, quando há luz a mostrar a direção correta." Encantadas com a singela, porém, inesquecível descoberta, as crianças concordaram com o pai, enquanto o cobriam de carinhos antes de serem levados para a cama. A maior glória da alma que deseja participar na obra de Deus será transformar-se em luz na estrada de alguém. Registramos a luz sem nos adentrar em sua grandeza. O raio de luz penetra a furna escura, levando a réstia de claridade que espanca as trevas. Adentra o vale sombrio e estimula o florescer. Atinge a gota d’água e reverte-a em um diamante multicolorido. Visita o pântano e transforma-o em jardim, em pomar. Viaja pelo ar, aquece vidas e alimenta-as. Beija as corolas e desata perfumes inesquecíveis. Aninha-se no cristal e ele reverbera, embelezando-se ainda mais...

Não nos deixemos adoecer pelo amolentamento. Há tantas possibilidades de darmos utilidade e beleza à vida. Com o exemplo da luz, o Criador convida-nos a fazer o mesmo. Desfaçamos as sombras nos corações. Drenemos os charcos das almas. Projetemos alegrias fomentadoras de vida naqueles que se encontram combalidos pela tristeza e pelo desalento. Sejamos também um raio de luz, espraiando brilho e calor, beleza e harmonia, em todos os momentos, iluminando, assim, também, nossos próprios caminhos.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A Rosa Azul

Era uma vez, uma menina chamada Camila…
Ela tinha 14 anos e esperava com ansiedade a chegada dos seus 15 anos…porque os seus pais iam oferecer-lhe uma viagem num cruzeiro…
Chegou o grande dia!
Muito emocionada, despediu-se de seus pais e entrou no navio.
Depois de instalada, foi dar um passeio pelo cruzeiro, quando se interceptou com o rapaz mais bonito que alguma vez havia visto…
-Ele perguntou: Como te chamas?
-Ela respondeu: Camila
-Ele disse: Muito prazer, Camila, chamo-me Raul.
Ao final do dia Camila foi para o camarote descansar.
Quando acordou, encontrou debaixo da porta uma rosa azul…
E um bilhete que dizia…
"Para a miúda mais linda que meus olhos alguma vez viram" De Raul.
Com tanta emoção, saltou e pulou dentro do camarote!
Quando Camila se dirigiu ao salão principal, lá estava Raul! Passaram todo o dia juntos e no final da noite, Raul acompanhou Camila a seu camarote e despediu-se com um beijo…
Assim se passaram 6 dias e cada vez que Camila se levantava, encontrava uma rosa azul…
Chegou o ultimo dia do cruzeiro, Camila estava muito emocionada porque ia dançar a valsa com Raul, e nunca mais o iria voltar a ver…
Quando tudo terminou, Raul e Camila subiram ao quarto…
Camila segura de seu amor por Raul entregou-se de corpo e alma…
E entregou uma das preciosidades mas importantes de sua vida: "SUA VIRGINIDADE"
No outro dia Camila acordou e não encontrou Raul, nem uma rosa azul, mas sim um cofre de prata… com umas flores azuis talhadas, e uma nota que dizia:
"Foi uma noite maravilhosa, por favor abre este cofre só quando estiveres em casa" Raul.
Quando Camila chegou a casa, abraçou seus pais e imediatamente correu para seu quarto abrir o cofre de Raul…
Ao abrir o cofre, uma lágrima rolou seu rosto… Era uma rosa negra e murcha….
Ao lado da flor havia uma nota que dizia: "BEM VINDA AO MUNDO DA AIDS"...
As aventuras que tantos falam e fazem, por vezes trazem arrependimentos e danos a si mesmo e a família erreparáveis. Por vezes agimos com emoção e deixamos de lado a razão...

terça-feira, 24 de junho de 2008

A Latinha De Leite

Um fato real. Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela, um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro. Estavam famintos 'vai trabalhar e não amole', ouvia-se detrás da porta; 'aqui não há nada moleque...', dizia outro...
As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças... Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes 'Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!' E voltou com uma latinha de leite.
Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos 'você é mais velho, tome primeiro...' e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua.
Eu, como um tolo, contemplava a cena... Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino! Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão 'Agora é sua vez.
Só um pouco.' E o irmãozinho, dando um grande gole exclama 'como está gostoso!'
'Agora eu', diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. 'Agora você', 'Agora eu', 'Agora você', 'Agora eu'..
E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo...ele sozinho.
Esse 'agora você', 'agora eu' encheram-me os olhos de lágrimas...
E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração transbordante de alegria. Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância.
Daquele moleque nós podemos aprender a grande lição, 'quem dá é mais feliz do que quem recebe.' É assim que nós temos de amar. Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal elegância, com tal
discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que nós lhe prestamos."
Autor Desconhecido

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Que É Urgente ?

Se você tivesse que enumerar, neste instante, todas as suas urgências, o que é que constaria em sua lista? Talvez tenha na memória os compromissos mais urgentes de hoje, ou já tenha dado uma olhada na agenda e constatado que eles são muitos e quase todos importantes. Todavia, antes de começar a correria costumeira do seu dia, vale a pena refletir mais detidamente no que é realmente urgente. A vida agitada dos dias atuais nos leva a estabelecer uma lista de urgências que nos faz, tantas vezes, perder o significado real do que são "prioridades". Para algumas pessoas, urgente são somente as coisas materiais, esquecidas de que no dia em que partirem, deixarão pendentes as coisas que realmente eram urgentes. Para melhor avaliar o que sejam prioridades de fato, verifique sua lista e anote tudo o que terá que ficar na alfândega do túmulo, caso tivesse que partir agora. Sem desconsiderar as necessidades materiais que a vida no corpo físico exige, é necessário estabelecer prioridades também no campo afetivo, junto às pessoas que estagiam conosco nesta existência. Urgente, por exemplo, é que você pare um momento na sua vida agitada e se pergunte: "que significado tem tudo isso que faço?" Urgente é que seja mais humano e mais irmão. É que saiba valorizar o tempo que pede a uma criança. Urgente é que veja o nascer do sol, sinta o seu calor e agradeça a Deus por tão grandioso presente. É saber aproveitar as lições do dia-a-dia da melhor forma possível, em benefício do progresso do espírito imortal, que transcende a vida física. Urgente é que curta a sua família, seus filhos, sua esposa e todos que o rodeiam, e valorize esse precioso tesouro. Urgente é que diga às pessoas que lhe são caras o quanto as ama e o quanto são importantes para você. Urgente é que saiba que é filho de Deus e se dê conta de que ele o ama e quer vê-lo sorrindo, feliz e cheio de vida! Urgente é que não deixe a vida passar como um sopro e, quando estiver no fim da linha, não olhe para trás como quem quer voltar e percebe que já não há tempo... Já não há tempo porque tudo o que fez foi urgente... Você foi um grande empresário, encheu sua agenda de "urgências, compromissos e projetos"... Mas se esqueceu de viver. Foram tantas as urgências que deixou passar a verdadeira finalidade da existência, que é aprender a amar. É desenvolver o amor por si mesmo e estende-lo ao seu próximo. Por todas essas razões, reveja sua lista de urgências e priorize aquelas que são realmente importantes. Faça isso hoje... Não deixe para amanhã. Se faz muito tempo que não almoça ou janta em casa para atender aos negócios, pense que sua família deve ser a prioridade número um da sua lista. Você lembra quantas vezes evitou o abraço carinhoso de um filho, para não amarrotar ou sujar a sua roupa, que deveria estar impecável para a próxima reunião? Lembra-se a quantas festinhas na escola de seu filho deixou de ir por causa das suas urgências profissionais? Pare um pouco e veja se não há nenhuma inversão de valores em suas urgências. E se constatar alguma irregularidade, ainda é tempo de reverter a ordem das coisas...

Se você está enfermo, sua prioridade é tratar da saúde. Se está estressado, sua urgência é buscar um meio de sair desse estado. Mas, se você sente um grande vazio na alma, nada do que têm feito lhe faz feliz, a depressão ameaça se instalar, e nuvens cinzentas pairam sobre seu mundo, você está diante de uma emergência. Procure uma pequena brecha mais clara, segure as nuvens com as duas mãos e abra-as para que o azul do céu apareça... E se suas mãos não conseguem afastar as nuvens, rompa-as com uma oração sincera e busque conectar-se com o Alto, permitindo que a Luz divina penetre em seu ser e ilumine definitivamente o seu caminho.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Rosas Vermelhas

Era dia dos namorados... Rose olhava melancólica para o vaso em que costumava colocar as rosas vermelhas que chegavam todos os anos, naquela data especial. Rosas vermelhas eram as suas favoritas e todo ano seu marido as enviava, atadas com lindos enfeites. Rose foi retirada de seus pensamentos pelo som da campainha. Atendeu a porta e lá estava o buquê de rosas vermelhas... Com os olhos marejados de lágrimas, ela leu o cartão que dizia, como nos anos anteriores: "Seja minha namorada". Cada ano ele enviava rosas e o cartão sempre dizia: "eu te amo mais este ano do que no ano passado. Meu amor por você sempre aumentará com o passar dos anos." Ela sabia que aquela seria a última vez que as rosas apareceriam, pois seu marido já havia morrido há quase um ano. Rose pensava: "ele encomendou as rosas com antecedencia". Seu amado marido não sabia que não estaria mais ali naquele dia... Ele sempre gostou de preparar as coisas com antecedência, pois se estivesse muito ocupado tudo funcionaria perfeitamente. Ela ajeitou as flores e colocou-as no vaso especial. E depois, colocou o vaso ao lado da foto sorridente do esposo querido. Sentou-se, por horas, na cadeira favorita dele enquanto olhava para sua fotografia e admirava as rosas que ele lhe enviara. Mais um ano se passou e tinha sido difícil viver sem seu companheiro. Era dia dos namorados outra vez e então, na mesma hora de sempre, como no dia dos namorados anteriores a campainha tocou e lá estavam as rosa, esperando em sua porta. Rose levou-as para dentro e as olhou chocada. Então, foi ao telefone e ligou para a floricultura. O dono atendeu e ela perguntou-lhe se poderia explicar porque alguém faria isso com ela, causando tanta dor? "Eu sei que seu marido faleceu a mais de um ano, disse o dono. Eu sabia que a senhora ligaria para saber." Pois bem, as flores que recebeu hoje, foram pagas adiantadas. Seu marido sempre planejou adiante, não deixava nada imprevisto. Existe um pedido que eu tenho arquivado e que ele pagou adiantado. A senhora vai receber as rosas vermelhas todos os anos, até que a sua porta não mais atenda. Essa foi a recomendação do seu marido. Rose sentiu-se reanimada. Agora olhava as flores e pensava nos últimos momentos felizes que passara com aquele homem singular, que não deixara de ser gentil e carinhoso, mesmo depois de não estar mais fisicamente ao seu lado...

Se por acaso o céu dos seus sorrisos está com as estrelas da alegria apagadas pela saudade daqueles que se foram, ofereça-lhes, você, as rosas da gratidão pelos momentos felizes que o ser querido lhe permitiu viver. Não deixe que as lágrimas lhe impeçam de ver as estrelas da esperança de um novo encontro, num amanhã feliz que não tarda a chegar. Conserve a certeza de que o amor é eterno tanto quanto a vida, e jamais se perde. Lembre-se que Jesus foi o grande propagador da imortalidade, pois atravessou o túmulo e voltou, exuberante, legando à humanidade a prova de que a vida é indestrutível, tanto quanto o amor.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Que Você É Fala Mais Alto

Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou:
- Quanto custa a entrada? O bilheteiro respondeu prontamente: - São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos. A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm? Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete. O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:
- O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares. O pai, sem se perturbar, disse:
- Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade....
Sem a consciência que Bobby tinha da importância de sermos verdadeiros em todas as situações do cotidiano, muitos de nós apresentamos uma realidade distorcida aos nossos filhos. Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo. Desconsiderando a grandeza da integridade e da dignidade humana, permitimos que esses valores morais sejam arremessados fora, por muito pouco. Nesses dias de tanta corrupção e desconsideração para com o ser humano, vale a pena refletir sobre os exemplos que temos dado aos nossos filhos. Às vezes, não só mentimos ou falamos meias verdades, como também pedimos a eles que confirmem diante de terceiros as nossas inverdades. Agindo assim, estaremos contribuindo para a construção de uma sociedade moralmente enferma desde hoje. Ademais, o fato de mentirmos nos tira a autoridade moral para exigir que os filhos nos digam a verdade, e isso nos incomoda. Pensamos que pequenas mentiras não farão diferença na formação do caráter dos pequenos, mas isso é mera ilusão, pois cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos, estão sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crianças que nos rodeiam. Daí a importância da autoridade moral, tão esquecida e ao mesmo tempo tão necessária na construção de uma sociedade mais justa e digna. E autoridade moral não quer dizer autoritarismo. Enquanto o autoritarismo dita ordens e exige que se cumpra, a autoridade moral arrasta pelo próprio exemplo, sem perturbação. A verdadeira autoridade pertence a quem já conquistou-se a si mesmo, domando as más inclinações e vivendo segundo as regras de bem proceder. Dessa forma, o exemplo ainda continua sendo o melhor e mais eficaz método de educação. Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco...
Diz o poeta americano Ralph Waldo Emerson: "quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo." Em tempos de desafios e lutas, quando a ética e a moral são mais importantes que nunca, assegure-se de ter deixado um bom
exemplo para aqueles com quem você trabalha ou convive.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

As Duas Faces Da Moeda

Você sabe quem é esse senhor capaz de provocar tantas alterações na vida de algumas pessoas que com ele tomam contato mais estreito? Pois bem, vamos dar algumas dicas. Ele é capaz de mudar completamente a filosofia de vida de alguém. Faz com que um homem inverta totalmente sua postura perante as demais pessoas. Quando ele chega, para alguns, muda-lhes a maneira de ser, de sentir, de pensar. Há pessoas que, quando o recebem, se tornam arrogantes, prepotentes, despóticas. Há, ainda, aqueles que se tornam, de bom grado, seus escravos. Noutros ele altera radicalmente o senso de justiça. Pessoas simples, aparentemente humildes, tornam-se soberbas e orgulhosas, ao seu contato. Esse senhor é realmente muito poderoso. Consegue, mesmo, fazer com que o mundo gire em torno dele. Guerras cruéis, disputas sangrentas, infanticídios, homicídios de toda ordem são cometidos em sua honra. Filhos se voltam contra pais, pais contra filhos, irmão contra irmão, por causa dele. Ele é capaz de triturar os mais sagrados laços de amizade e de solidariedade. Em cada país veste-se com roupagem diferente e atende sob diversas denominações, mas em todo lugar tem seus adoradores. Você já deve ter concluído: mas então esse senhor é muito mau e deve ser banido da face da terra. Não, ele não é mau e nem deve ser banido da face da terra. Ele apenas deverá servir ao fim a que se destina: meio de progresso. Aqueles que entendem o seu verdadeiro objetivo, o utilizam para promover a paz, a cultura, o bem-estar social. Nas mãos de pessoas nobres, ele tem gerado empregos, permitido pesquisas científicas importantes, impulsionado a tecnologia, fomentado a educação e a saúde de muita gente. E agora, você já sabe quem é esse inquietante senhor? Sim, é isso mesmo. É o dinheiro. O dinheiro, por si só, é neutro. O que faz a diferença, é o valor que cada um de nós lhe atribui. Sem dúvida, é um valioso recurso que Deus deposita nas mãos do homem para servir de alavanca ao progresso da humanidade. E não há nada de errado possuí-lo em abundância. O que ocorre é que, às vezes, o colocamos acima do verdadeiro tesouro do criador, que é o ser humano. Salvo as honrosas exceções, o homem, que deveria ser o senhor, a ele se submete totalmente, tornando-se escravo por opção. Dispõe-se a servi-lo a qualquer custo. E muitas vezes esse custo é a honra, a dignidade, a fidelidade, a sensatez e até a própria vida. O homem verdadeiramente sábio faz dos recursos financeiros um meio de progresso para si mesmo e para todos aqueles que Deus lhe coloca sob a responsabilidade. Já o homem medíocre faz-se mesquinho e arrogante, negando até mesmo a existência de Deus e elegendo o dinheiro como o todo poderoso, ao qual reverencia. Assim, o dinheiro é, sem contestação, um excelente recurso, mas, como toda moeda, tem duas faces. Uma é a face que permite a conquista do passaporte para a liberdade, a outra serve para adquirir cadeias de sofrimentos para muitos séculos. Como usar esse recurso, é apenas uma questão de escolha.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia Dos Namorados

Quando eu mais precisava de alguém, você surgiu, não nos conhecíamos não sabíamos da existência um do outro e mesmo assim, quando nossos
olhos se cruzaram nossos corações foram invadidos pela afinidade pela atração física, pelo carinho, senti que naquele momento, minha
busca pela felicidade havia terminado, enfim te encontrei.
Antes de te conhecer, admito que o tempo foi ingrato comigo, mas ele sabia o que estava fazendo.
E quando menos esperei, ele te colocou em meu caminho, trazendo para minha vida alguém que eu não conhecia.
A pureza de um carinho, um olhar de felicidade que você expressa através da alegria que seu coração me retribui.
Estar contigo talvez seja um sonho do qual eu nunca vou querer acordar, dormiria a eternidade se fosse preciso só para estar juntinho de ti,
do teu lado em teus braços, para eu poder sentir o seu coração batendo junto ao meu, as suas mãos descendo devagarinho pelo meu rosto...
toda a minha vida, nunca imaginei gostar de alguém assim.
Ter você significa a realização de um sonho, e o despertar de uma realidade que poderá ser eterna.
Hoje me vejo vivendo momento realmente especial, descobrindo que amar vale a pena, e que a vida pode ser verdadeiramente feliz,
quero viver este sentimento bonito, e ter a certeza que fomos feitos um para o outro porque de tudo que descobri ao seu lado,
o que me deixa mais feliz e completa, é o fato de poder compartilhar com você parte do que sou e tudo que sinto, estamos procurando juntos um caminho, para seguir e podemos acreditar que tudo será maravilhoso, mas uma coisa você pode ter sempre certeza, qualquer que seja a situação,
em todos os momentos estarei sempre ao seu lado, porque????? te amo muito...
Autor desconhecido

terça-feira, 10 de junho de 2008

A Última Viagem

Era tarde da noite, quando o taxista recebeu o chamado. Dirigiu-se para a rua e número indicados. Tratava-se de um prédio simples, com uma única luz acesa no andar térreo. Ele pensou, logo, em buzinar e aguardar. Mas também pensou que alguém que chamasse o táxi, tão tarde, poderia estar com alguma dificuldade. Por isso, saiu do carro, foi até a porta e tocou a campainha. Ele ouviu som como de algo se arrastando, uma voz débil dizer: “Estou indo. Um momento, por favor.” Uma senhora idosa, pequena, franzina, com um vestido estampado, abriu a porta. Equilibrava-se em uma bengala, e, na outra mão, trazia uma pequena valise. Ele olhou para dentro e percebeu que todos os móveis estavam cobertos com lençóis. “Pode me ajudar com a mala?” Disse a senhora. Ele apanhou a mala e ajudou a passageira a entrar no táxi. Ela forneceu o endereço e pediu: “Podemos ir pelo centro da cidade?” “Mas o caminho que a senhora sugere é o mais longo”, observou o taxista. “Não tem importância”, afirmou ela, resoluta. “Não tenho pressa. Desejo olhar a cidade, pela última vez. Estou indo para um asilo, porque não tenho mais família e o médico me disse que morrerei breve.” O taxista, que começara a dar partida, desligou o taxímetro, sutilmente. Olhou para trás, fixou-a nos olhos e perguntou: “Aonde mesmo a senhora gostaria de ir?” E ele a levou até um prédio, na área central da cidade. Ela mostrou o edifício onde fora ascensorista, quando era ainda mocinha. Depois, foram a um bairro onde ela morou, recém-casada, com seu marido. Apontou, mais adiante, o clube onde dançou, com seu amor, muitas vezes. De vez em quando, ela pedia que ele fosse mais devagar ou parasse em frente a algum edifício. Parecia olhar na escuridão, no vazio. Suspirava e olhava. Assim, as horas passaram e ela manifestou cansaço: “Por favor, agora estou pronta. Vamos para o asilo.” Era uma casa cercada de arvoredo e, apesar do horário, ela foi recepcionada, de forma cordial por dois atendentes. Logo mais, já numa cadeira de rodas, ela se despediu do taxista. “Quanto lhe devo?” “Nada”, disse ele. “É uma cortesia.” “Você tem que ganhar a vida, meu rapaz!” “Há outros passageiros”, respondeu ele. E, sensibilizado, inclinou-se e a envolveu em um abraço afetuoso. Ela retribuiu com um beijo e palavras de gratidão: “Você deu a esta velhinha um grande presente. Deus o abençoe.” Naquela madrugada, o taxista resolveu não mais trabalhar. Ficou a cismar: “E se tivesse, como muitos, apenas tocado a buzina duas ou três vezes e ido embora? E se tivesse recusado a corrida, pelo adiantado da hora? E se tivesse querido encerrar o turno, de forma apressada, para ir para casa?” Deu-se conta da riqueza que é ser gentil, dedicar-se a alguém. Dois dias depois, retornou à casa de repouso. Desejava saber como estava a sua passageira. Ela havia morrido, na noite anterior.

Por vezes pensamos que grandes momentos são motivados por grandes feitos. Contudo, existem coisas mínimas que representam muito para uma vida. O importante é estar atento, a fim de não perder essas ricas oportunidades de dar felicidade a alguém. Mesmo que seja um simples passeio pela cidade, uma ida ao cinema, um volta pelo jardim, um bate-papo num final de tarde, atender um telefonema na calada da noite. Pense nisso! E esteja atento para as coisas mínimas, os gestos quase insignificantes. Eles podem representar, para alguém, toda a felicidade.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Nada Na Vida Acontece Em Vão

Se um dia ao acordar, você encontrasse, ao lado da sua cama, um lindo pacote embrulhado com fitas coloridas, você o abriria, antes mesmo de lavar o rosto, rasgando o papel, curioso para ver o que havia dentro...
Talvez houvesse ali algo de que você nem gostasse muito... Então você guardaria a caixa, pensando no que fazer com aquele presente aparentemente "inútil" ...
Mas no dia seguinte, lá está outra caixa...
mais uma vez, você abre correndo, e dessa vez há alguma coisa da qual você gosta muito...
Uma lembrança de alguém distante, uma roupa que você viu na vitrine, a chave de um carro novo, um casaco para os dias de frio ou simplesmente um ramo de flores de alguém que se lembrou de você...
E isso acontece todos os dias, mas nós nem percebemos...
Todos os dias quando acordamos, lá está, à nossa frente, uma caixa de presentes enviada por Deus, especialmente para nós: um dia inteirinho para usarmos da melhor forma possível!
Às vezes ele vem cheio de problemas, coisas que não conseguimos resolver, tristezas, decepções, lágrimas...
Mas outras vezes, ele vem cheio de surpresas boas, alegrias, vitórias e conquistas...
O mais importante é que, todos os dias, Deus embrulha para nós, enquanto dormimos, com todo o carinho, nosso presente: O DIA SEGUINTE!
Ele cerca nosso dia com fitas coloridas, não importa o que esteja por vir... a esse dia quando acordamos, chamamos PRESENTE...
O PRESENTE de Deus pra nós.
Nem sempre Ele nos manda o que esperamos, o que queremos...
Mas Ele sempre, sempre e sempre, nos manda o melhor, o de que precisamos, e que é sempre muito mais do que merecemos...
Abra seu PRESENTE todos os dias, primeiro agradecendo a quem o mandou, sem se importar com o que vem dentro do "pacote“.
Sem dúvida, Ele não se engana na remessa dos pacotes.
Se não veio hoje o PRESENTE que você esperava, espere...
Abra o de amanhã com mais carinho, pois a qualquer momento, os sonhos e planos de Deus pra você chegarão, embrulhadinhos pra PRESENTE!
DEUS não atende as nossas vontades, e sim nossas necessidades.
Ainda bem!
Que você tenha um dia abençoado, cheio da Presença de Deus, e que seu presente venha lhe trazer muita paz, experiências com Deus, e esclarecimento sobre o muito que ainda temos a aprender com Ele e por Ele!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Tempestades Da Vida

Há noites muito escuras em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade inclemente. Os trovões e os relâmpagos invadem a madrugada como se fossem durar para sempre. Não há como ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações. O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior, temerosos de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças. Sem, no entanto, qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite. Adormecemos sem nos dar conta do final da intempérie, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar a fronte, nem sequer nos recordamos das angústias da noite. Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto. Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente. Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que ela poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente. Homens de pouca fé, eis o que somos. Há muito tempo fomos conclamados a crer no amor do pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça. Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e que o tempo deteriora. Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade. Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida. Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que, nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo. Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do cristo ainda não se fez certeza. Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça. Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas. Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva. Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada. As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução. Assim como a chuva, que embora nos pareça inconveniente e assustadora, em algumas ocasiões, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres. Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas. Tudo é fugaz e momentâneo. Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Crescer...

Impossível atravessar a vida ...
Sem que um trabalho saia mal feito, sem que uma amizade cause decepção, sem padecer com alguma doença, sem que um amor nos abandone, sem que ninguém da família morra, sem que a gente se engane em um negócio.
Esse é o custo de viver. O importante não é o que acontece, mas, como você reage.
Você cresce...
Quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.
Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminho, assimila experiências...
E semeia raízes….
Cresce quando se impõe metas, Sem se importar com comentários, nem julgamentos quando dá exemplos, sem se importar com o desdém, quando você cumpre com seu trabalho.
Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento...
E humano por nascimento!
Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas, colhe flores mesmo que tenham espinhos e marca o caminho mesmo que se levante o pó.
Cresce quando é capaz de lidar com residuos de ilusões, É capaz de perfumar-se com flores...
E se elevar por amor!
Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e Dando à vida, mais do que recebe.
E assim se cresce…..

Susana Carizza

terça-feira, 3 de junho de 2008

O Que Possuímos

É interessante anotar como desejamos, no mundo, tantas coisas, que nos parecem imprescindíveis. Quantas vezes, em meio às tarefas que nos cabem, na oficina de trabalho, não desejamos um emprego melhor? Pois é. Gostaríamos de um melhor ambiente de trabalho, um chefe menos rigoroso, uma carga horária menor, um salário maior. No entanto, centenas de pessoas anseiam somente por ter um emprego. Qualquer que fosse. Um salário mínimo, ao menos, para saírem da penúria total. Quantas vezes reclamamos dos pratos servidos no almoço e no jantar? Sempre a mesma coisa. Parece que a cozinheira está desprovida de idéias ou anda com preguiça. Entretanto, enquanto almejamos pratos mais sofisticados e variados, milhares, no mundo todo, desejam apenas um prato de comida. Olhamo-nos no espelho e reclamamos da cor dos olhos. Como seria bom se tivéssemos olhos claros. Ou escuros. Mais esverdeados. Contudo, inúmeras criaturas aguardam simplesmente a oportunidade de enxergar. Anseiam por uma córnea, uma cirurgia que os libere da cegueira em que se encontram. Encantamo-nos com as vozes do cantor, do locutor e desejaríamos ter uma voz bonita, cristalina. Ou encorpada, máscula. Ao nosso lado, porém, caminham muitos que desejariam apenas ter a ventura de falar, em qualquer tom. Pensamos, olhando nossos pais, que seria muito bom se eles fossem mais esclarecidos, tivessem diplomas universitários, conhecessem o mundo. Tivessem, enfim, uma visão mais ampla do mundo. Seria tão bom! Mas, em nosso mesmo bairro, existem dezenas de pessoas que almejariam simplesmente ter pais. Fossem eles iletrados, analfabetos, pobres de entendimento. Mas que estivessem ao seu lado para amá-los. Reclamamos da rua barulhenta em que se situa a nossa casa, do cachorro do vizinho que late toda noite, perturbando-nos o sono. Desejaríamos silêncio. Um bairro tranqüilo, cães disciplinados, ruas sem trânsito. Muito silêncio para nossa leitura, nosso descanso, nosso lazer. Nem nos damos conta que centenas de criaturas almejam ardentemente, simplesmente ouvir. O que quer que seja. O ruído do trânsito, o apito das fábricas, a gritaria da criançada. Qualquer coisa, contanto que pudessem ouvir. Olhamos, com olhos de desejo, as vitrinas abarrotadas de sapatos lindos. Modelos recém chegados. Lançamentos. Gostaríamos tanto que nosso orçamento nos permitisse comprar um novo par. Afinal, os nossos já andam um pouco gastos e fora de moda. Enquanto olhamos para nossos pés, desejando novos sapatos, muitos contemplam os próprios membros inferiores, desejando apenas ter pés. Pensamos num carro novo, mais confortável. Um carro com porta-malas maior, que caiba mais coisas. Enquanto isso, bem próximo de nós, muitos apenas sonham com a possibilidade de se locomover de um lado a outro com as próprias pernas. É justo sonhar. É bom desejar melhorar o padrão de vida. Isto faz parte do progresso do ser humano. Entretanto, que esses anseios não se constituam em nossa infelicidade. Não esqueçamos de valorizar o que já temos. Valorizemos a possibilidade de andar, ouvir, enxergar, de nos locomover de um a outro lado, por nossa própria conta. Agradeçamos o emprego que nos permite o atendimento das nossas necessidades. Sejamos gratos pela nossa família, pequena ou grande. Ilustrada ou não. Agradeçamos, enfim, a Deus, pelo dom da vida. Por estar na terra, abençoada escola. Por respirar, por poder abraçar, por ter a quem abraçar. Agradeçamos simplesmente, por viver este dia.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Pedra No Caminho

Conta-se que um rei que viveu num país além-mar, há muito tempo atras, era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo. Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso. Nada de bom pode vir a uma nação - dizia ele - cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria. Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia. Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que levava para a moagem na usina. Quem já viu tamanho descuido? Disse ele contrariado, enquanto desviava sua carroça e contornava a pedra. Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada? E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra. Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma de seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia da sua cintura. Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra e não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado aquela pedra imensa na estrada. Então, ele também se afastou sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra. E assim correu o dia... Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra no meio da estrada, mas ninguém a tocava. Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho, mas disse a si mesma: Já está escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho. E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar. Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra. Ergueu-a. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: "esta caixa pertence a quem retirar a pedra". Ela a abriu e descobriu que estava cheia de ouro. O rei então apareceu e disse com carinho: Minha filha, com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles, se assim preferimos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção, normalmente, é o preço da preguiça. Então, o sábio rei montou em seu cavalo e, com um delicado boa noite, retirou-se.