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sexta-feira, 30 de maio de 2008

O Zelador Da Fonte

Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d´água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d´água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso...
Assim como o conselho municipal da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores. Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas. Que os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los. Mas, sem seu trabalho o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável. O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para sermos felizes!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O Homem Que Não Se Irritava

Como a gente se irrita fácil hoje em dia, não é? São tantos problemas, tantas cobranças, tantos desafios... tão pouco tempo...
Parece que todo mundo vive irritado, à beira de um ataque de nervos. E a culpa é sempre de quem? Do mundo. Dos problemas. Das cobranças. Será que é mesmo? Será que não somos nós que precisamos dar um basta e mudarmos nossa atitude frente à tudo isso, não deixando que nossa paz interior seja afetada pelo menos, pelo pequeno, pelo mesquinho, pelas provocações, pelo que não é permanente e valioso como ela?
Pois hoje eu vou te contar a história do homem que não se irritava nunca. Quem sabe, pensando nessa história, tenhamos mais paz, tranqüilidade e compreensão...
A história é a seguinte:
Em uma cidade interiorana, havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.
Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testá-lo, um dia, seus companheiros combinaram de levá-lo à irritação e à discussão, numa determinada noite em que o levariam a um jantar.
Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender à mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada, foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito.
A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Mas ela serviu todos os demais, e, quando chegou a vez dele, foi para outra mesa.
Ele esperou, calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente, ele chamou a garçonete, que se voltou fingindo impaciência e lhe disse:
- O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente:
- A senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:
- Servi sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo, e ficou pensativo por alguns segundos.
Todos pensaram que ele iria brigar. Suspense e silêncio total.
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente:
- A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Paganini ( A Arte De Vencer )

Era uma vez um grande violinista chamado PAGANINI. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saiam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.
Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.
DE REPENTE, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou. Mas Paganini não parou. Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar.
Mal o público se acalmou quando, DE REPENTE, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo. Paganini não parou. Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar.
Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou por todo aquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára. Mas Paganini não pára. Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio. Paganini atinge a glória.
Seu nome corre através do tempo. Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.
Eu não sei o tipo de problemas que você está tendo. Pode ser um problema pessoal, conjugal, familiar, sei lá o quê é que está afetando sua estima ou seu desempenho profissional. Mas uma coisa eu sei. Nem tudo está perdido. Ainda existe uma corda e é tocando nela que você exercerá seu talento. Tocando nela é que você irá vibrar. Aprenda a aceitar que a vida sempre lhe deixará uma última corda. Quando você estiver desanimado, nunca desista. Ainda existirá a corda da persistência inteligente, do "tentar mais uma vez", do dar um passo a mais com um enfoque novo.
Desperte o Paganini que existe dentro de você e avance para vencer. Vitória é a arte de você continuar, onde os outros resolvem parar. Quando tudo parece ruir, dê uma chance a você mesmo e vá em frente. Toque na corda da motivação e tire sons de resultados positivos. Mas antes pergunte: quem motiva o motivador? Isto é: quem motiva seu cérebro, que motiva sua mão, que toca seu violino ?
Não se frustre, não se desespere, lembre-se: ainda existe a última corda: a do aprender de novo para deslumbrar e gerar soluções.
Nunca a vida lhe quebrará todas as cordas. Se os resultados estão mal, é a sua oportunidade de tocar a última corda, a da imaginação que reinventa o futuro com inovação contínua. É sempre a corda esquecida que lhe dará o maior resultado.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Cor Da Pureza

Em razão das drogas, um bebezinho negro foi abandonado por sua mãe em uma caixa de papelão que estava em um lixão próximo a sua casa...
O bebezinho passou toda a noite chorando de frio, fome e pelas picadas dos insetos.
Na manhã seguinte, o caminhão do lixo chegou e enquanto um coletor carregava o lixo até o caminhão, o outro apertava o botão que prensava todo aquele lixo.
Enquanto conversavam, o coletor de lixo pegou aquela caixa de papelão e colocou no caminhão...
De repente, um grito:
- Pare! Desligue a prensa! Eu ouvi um choro de bebê...
A partir deste instante, o bebê foi levado para o hospital e foi muito bem tratado...
Havia neste hospital uma assistente social branca, que se apaixonou por aquele bebezinho negro tão sofrido e desamparado.
Tempos depois, ela conseguiu adotá-lo, embora já tivesse uma filha de 5 anos de idade.
O tempo passou... passou.. e aquele bebezinho completou 5 anos.
Num certo dia, ele estava brincando com sua irmã que já havia completado 10 anos de idade, quando, num certo momento, ela pegou nas mãos dele... olhou... olhou... e depois, olhou para a sua mão... olhou... olhou... e depois, colocou a mão dele sobre a mão dela e perguntou para o menininho:
- Você tá vendo a sua mão em cima da minha?
- Tô sim! respondeu ele.
- Qual a diferença entre elas? perguntou ela...
O menininho olhou pra ela, deu um sorriso e disse:
- Ah, essa pergunta é fácil responder: Minha mão é menor!!!
A irmã sorriu e deu um beijo nele!
Você, que imaginou a resposta antes de ler, compreendeu a MORAL DA HISTÓRIA? ...
Para muitos a diferença esta na cor, no valor de uma conta bancária, na aparência, que muitas vezes nos prega peças... enfim julgamos sem conhecer quem de fato é nosso semelhante.

Música: What a Wonderful World – Louis Armstrong

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Oração A Mim Mesmo

Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos. Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática, as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os saber sonhar.
Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis; aqueles que morrem e ressuscitam
a cada novo fruto,a cada nova flor,a cada novo calor,a cada nova geada,a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar, sonhar o amar.
Que eu me permita o silêncio das formas,dos movimentos,do impossível,da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida. Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:
- Que eu não tenha medo de meus medos! Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou. Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado, fazer gentilezas quando recebo carinhos; fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas. Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.
Amém.

Música
Coeurs D’Or
Clayderman

terça-feira, 20 de maio de 2008

Katrina

Era para ser um dia como outro qualquer, não fosse o furacão, com sua força avassaladora...
De uma hora pra outra, famílias deixaram para trás seus bens, contentando-se em salvar as próprias vidas...
Outros ficaram esperando por ajuda,...por uma ajuda que jamais chegaria.
Na hora do desespero, o bem mais precioso a salvar é a vida,...
O furacão traz consigo uma oportunidade para refletirmos sobre a nossa própria existência.
Fazendo-nos recordar de que ‘tudo que é sólido se desmancha na água’,...e de que a matéria é impermanente e ilusória.
Do quão frágil é a existência terrena,...e do quão imprevisível pode ser ‘a roda da fortuna’.
O furacão nos deixou ilhados junto a pessoas desconhecidas.
E nos fez recordar que nenhum homem é uma ilha. Nos fez praticar gestos nobres, cada vez mais raros no emaranhado das nossas rotinas diárias...e exercitar a nossa humanidade tão esquecida.
Tudo aquilo que é temporal está destinado a desfalecer,...a desaparecer.
Tudo aquilo que provém da matéria está à mercê da fúria do furacão,...
O ser humano é o único animal que maltrata e destrói a casa em que vive, seu planeta, algumas vezes por desconhecimento, mas a maioria das vezes por egoísmo, imediatismo e descaso. Portanto, o mais sensato é dirigirmos nossos esforços em prol daquilo que é Eterno.
Pois, conforme encontra-se escrito:
"Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam.
Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam.
Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração."
E onde está nosso tesouro neste exato momento?
Onde está o nosso coração?
Onde está a nossa alma?
Estará a nossa habitação eterna firmemente alicerçada nos pilares da retidão,da compaixão, da generosidade, do amor e do perdão?
O que é que nos aguarda ao final da última curva da última trilha?
Em Nova Orleans a vida começa a se reerguer. Que possamos ter aprendido a lição deixada por Katrina, através do Epitáfio...
Esta música dos Titãs é uma lição de vida. Epitáfio.
Devia ter amado mais.
Ter chorado mais.
Ter visto o sol nascer.
Devia ter me arriscado mais, e até errado mais.
Ter feito o que eu queria fazer.
Queria ter aceitado as pessoas como elas são.
Cada um sabe a alegria, e a dor que traz no coração.
O acaso vai me proteger...
Enquanto eu andar distraído...
O acaso vai me proteger...
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, e trabalhado menos
Ter visto o sol se por...
Devia ter me importado menos, com problemas pequenos...
Ter morrido de amor!
Queria ter aceitado a vida como ela é, A cada um cabe alegrias,
e a tristeza que vier...
Os Titãs conseguiram colocar numa linda melodia uma grande reflexão sobre a Vida .
Não deixe para o seu epitáfio...Escreva hoje na História de sua VIDA que você viveu intensamente cada instante do hoje como
se não houvesse um amanhã. Viva mais. Se culpe menos, e também culpe menos. Ame mais. Aceite a VIDA, pois ela é realizada por você. Repare mais naqueles que te rodeiam.
Lembre-se:
Que cada um é um ser diferente, com suas virtudes e seus defeitos, afinal perfeito só DEUS. Repare mais no Sol, na Lua, nas estrelas, nos pássaros, nas flores, na beleza da NATUREZA, enfim. Arrisque mais, chore mais, ria mais, brinque mais, namore mais, VIVA mais...
No final , nossa sociedade será definida Não somente pelo que criamos Mas pelo que nos recusamos a destruir.
A escolha é sua.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Agricultor

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros.
Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.
Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.
Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé alegria.
Era um jovem agricultor em busca de trabalho.
Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.
O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova.
Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.
Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam.
Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé alegria.
Os outros trabalhadores lhe perguntavam:
como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?
O jovem olhou para os amigos e disse: bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho.
Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele.
Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições.
Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando.
Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.
Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: como ele pode pensar assim?
O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância.
Um dia o sr. João pensou: alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.
Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.
Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda.
O rapaz aceitou prontamente.
Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:
O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não?
A resposta do jovem veio logo:
Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que: não somos vítimas do destino.
Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um.
Pense nisso!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Pipocas Da Vida

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor!
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: Vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira!!
Deus é o fogo que amacia nosso coração, tirando o que nele há de melhor!
Acredite que para extrairmos o melhor de dentro de nós temos que assim como a pipoca, passar pelas provas de Deus. Talvez hoje você não entenda o motivo de estar passando por alguma coisa...
Mas tenha certeza que quanto mais quente o fogo mas rápido a pipoca estoura.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O Amigo

O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar em clima de gratidão...
Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.
A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.
Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar os entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.
Em geral, pensamos que nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.
A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.
Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.
Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.
Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Lições Do Viver

Se a desilusão atingir sua alma, devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades, pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você em apenas um dia, uma hora, um minuto.
Se a frustração acariciar friamente sua face, fazendo-te cair diante dos obstáculos, olhe para trás e veja o quanto você já caminhou e o quanto cresceu colhendo em cada trilha amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis.
Se as palavras de insulto e humilhação agredirem a sua integridade, lembre-se de que elas são frutos da maldade e da inveja, vire-se e continue a caminhar sem dar ouvidos aos fracos de alma que as pronunciam:
Um dia eles entenderão porque são completamente sós.
Se a preocupação com os encargos do dia-a-dia tomar sua mente e enfraquecer o seu corpo, despertando o nervosismo e o estresse, olhe o horizonte e tente descobrir as saídas para os problemas ao invés de lamentar e achar que eles são piores do que realmente são.
Se a solidão sussurrar em seus ouvidos palavras melancólicas, não se esqueça de que em cada dia, em cada instante, você conhece pessoas novas e que uma delas, no futuro, será o grande amor da sua vida, aquela pessoa que te fará acreditar em noites iluminadas, que estará sempre ao seu lado e juntos vocês terão muito a aprender.
Se a tristeza insistir em te acompanhar, saiba enxergar a felicidade nas pequenas coisas da vida, numa conversa com os amigos, na brincadeira com o cachorro, ou no jogo de damas com seu avô.
Rotina é uma palavra que não existe, pois cada dia traz consigo pequenas surpresas e cada pequeno gesto guarda uma imensa felicidade.
E depois de tudo isso, olhe para si mesmo e veja o quão especial você é, imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas, valorize as suas qualidades e tente corrigir seus defeitos (o que é realmente difícil) e saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar, cair e aprender comos erros, por ser capaz de escrever uma história única, como nenhuma outra.
Autor desconhecido

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Amor Com Amor Se Paga

"O plantio é opcional a colheita é obrigatória. Por isso cuidado com o que planta!"
Há muito tempo atrás, uma menina chamada Lili se casou e foi viver com o marido e a sogra.
Depois de alguns dias, passou a não se entender com a sogra. As personalidades delas eram muito diferentes e Lili foi se irritando com os hábitos da sogra que freqüentemente a criticava.
Meses se passaram e Lili e sua sogra cada vez discutiam e brigavam mais. De acordo com antiga tradição chinesa, a nora tinha que se curvar à sogra e obedecer-lhe em tudo.
Lili já não suportando mais conviver com a sogra decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai, que a ouviu e depois com um pacote de ervas lhe disse:
"Você não poderá usá-las de uma só vez para se libertar de sua sogra porque isso causaria suspeita. Vou lhe dar várias ervas que irão lentamente envenenando sua sogra. A cada dois dias ponha um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável. Não discuta, ajudarei a resolver seu problema, mas você tem que me escutar e seguir todas as instruções que eu lhe der".
Lili respondeu:
"Sim, Sr. Huang, eu farei tudo o que o que o senhor me pedir".
Lili ficou muito contente, agradeceu ao Sr. Huang e voltou apressada para casa para começar o projeto de assassinar a sua sogra.
Semanas se passaram e, a cada dois dias, Lili servia a comida "especialmente tratada' à sua sogra. Ela sempre se lembrava do que Sr.Huang tinha recomendado sobre evitar suspeita e assim ela controlou o seu temperamento, obedeceu a sogra e à tratou como se fosse sua própria mãe.
Depois de seis meses a casa inteira estava com outro astral. Lili tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia.
Nesses seis meses não tinha tido nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia muito mais amável e mais fácil de lidar.
k atitudes da sogra também mudaram e elas passaram a se tratar como mãe e filha. Um dia Lili foi novamente procurar o Sr. Huang para pedir-lhe ajuda e disse:
"Querido Sr. Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra! Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei".
Sr. Huang sorriu e acenou com a cabeça.
"Lili, não precisa se preocupar. As ervas que eu dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela'.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Amor Que Sacrifica

Uma senhora que vivia tentando por muitos anos ter um filho, viu seu sonho realizado.
Recebeu dos braços da enfermeira um lindo bebê.
Porém, qual não foi a sua surpresa quando notou que a criança havia nascido sem orelhas.
Preocupada, perguntou ao médico se o menino tinha perfeita audição.
Um exame foi realizado e ficou constatado que o aparelho auditivo era normal.
A mãe, conformada, levou o filho para casa. Seu amor não diminuiu pela criança, mas à medida que esta crescia observava o tratamento que outras crianças lhe davam.
Com freqüência seu filho voltava para casa chorando! Isso era como uma punhalada a ferir e magoar o coração daquela mãe.
Consultou o médico, novamente perguntando se algo poderia ser feito pelo filho. O doutor revelou que se encontrassem alguém que doasse um par de orelhas, poderiam tentar um implante quando o rapaz chegasse aos 21 anos.
Os anos se passaram e um dia os pais revelaram a alvissareira notícia de que tinham encontrado alguém para doar as orelhas.
A operação foi realizada com grande êxito. Qual não era a satisfação e a alegria daquela mãe ao contemplar o jovem, olhando-se no espelho e dizendo:
- Veja, mãe, sou agora como todos os outros rapazes. Voltava-se então, para sua mãe e lhe perguntava:
- Mamãe, quem foi que me doou este par de orelhas?
- Ah! Meu filho, agora não podemos revelar-lhe ma um dia irá saber.
Passaram-se os anos e o jovem casou-se e teve filhos, todos normais.
Certa feita, ocorreu uma das grandes tristezas deste mundo: havia perdido sua mãe.
Na sala funerária, pai e filho, olham pela última vez o corpo inerte, gélido, daquela senhora tão bondosa. Depois que todos saíram, o pai diz ao filho:
- Meu filho, venha comigo despedir-nos de sua mãe.
Ambos se aproximaram do esquife e ali pela última vez o filho contemplou sua querida mãe.
De repente, para surpresa daquele filho, o pai puxa de lado os longos cabelos negros de sua esposa e o filho observa, pela primeira vez que sua mãe não tinha mais orelhas.

Esta é a grande dimensão do Amor! Oferta! Sacrifício!

Mãe, Quem É Você?

Mãe, quem é você?
Se estou feliz,
quantas vezes te esqueço;
se estou triste,
quantas vezes te procuro.
Mãe, quem é você,
que eu critico,
de quem eu exijo coisas tão pequenas
para satisfazer a minha comodidade,
mas a quem peço a maior ajuda
nos instantes mais difíceis?

Mãe, quem é você,
para quem eu tantas vezes
esqueço o meu carinho,
e de quem exijo tanta atenção?

Mãe, quem é você, com que discuto
e para quem peço conselhos?
Mãe, quem é você,
para quem reclamo sempre,
e para quem guardo
o abraço maior e a maior ternura.

Mãe, eu sei,

Você só é... AMOR.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

MÃE: Criatura Divina

Estava Deus trabalhando em suas criações e já vinha virando dia e noite há seis dias, um anjo apareceu-lhe e disse: Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto,Senhor?
E o Senhor Deus respondeu-lhe: você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Ela tem que ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar a base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.
O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:
-Seis pares de mãos Senhor? Parece impossível!
-Mas o problema não é esse falou o Senhor Deus. E os três pares de olhos que essa criatura tem que ter? O anjo num sobressalto, perguntou-lhe: -E tem isso no modelo padrão?
O Senhor assistiu: -Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora já saiba), outro para por na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: "Eu te compreendo e te AMO" sem dizer uma palavra.
E o anjo mais uma vez comenta: -Senhor... já é hora de dormir é outro dia.
Mas o senhor Deus explicou-lhe:-Não posso, já está quase pronto. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de nove anos a tomar banho... O anjo rodeou o modelo vagarosamente e comentou:
-È muito delicada, Senhor!!...
Mas o senhor Deus entusiasmado:- Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!
-Há um vazamento ali Senhor..-Não é um simples vazamento é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.
-Sois um gênio Senhor!-disse o anjo entusiasmado com a criação.
-E como se chamará Senhor?
-esta criatura se chamará "MÃE!"

terça-feira, 6 de maio de 2008

Sejamos A Diferença

Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia,
junto de uma colônia de pescadores.
Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar,
e à tarde ficava em casa escrevendo.
Certo dia, caminhando na praia,
ele viu um vulto que parecia dançar.
Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem
que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma,
jogá-las novamente de volta ao oceano.
"Por que está fazendo isso ?" perguntou o escritor.
"Você não vê ! explicou o jovem:
A maré está baixa e o sol está brilhando.
Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia".
O escritor espantou-se.
"Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias
por este mundo afora,
e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia.
Que diferença faz ? Você joga umas poucas de volta ao oceano.
A maioria vai perecer de qualquer forma".
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano, olhou para o escritor e disse:
"Para essa aqui eu fiz a diferença...".
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever sequer uma linha,
nem conseguiu adormecer. Pela manhã, voltou à praia,
procurou o jovem, e uniu-se a ele, juntos,
começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.
Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo
um lugar melhor.
Sejamos a diferença !

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Sapato

Um dia um homem já de certa idade abordou um ônibus. Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. A porta se fechou e o ônibus saiu; então ficou impossível recuperá-lo.O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou:- Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?O homem prontamente respondeu:- De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los. Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente para possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.Perdemos coisas o tempo todo. A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.
Autor desconhecido

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Amigo Não Tem Defeito

O dono de uma loja estava colocando um anúncio na porta:
"Cachorrinhos à venda".
Esse tipo de anúncio sempre atrai as crianças, e logo um menininho apareceu na loja perguntando:
- Qual o preço dos cachorrinhos?
O dono respondeu: - Entre R$ 30,00 e R$ 50,00.
O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas:
- Só tenho R$2,37. Posso vê-los???
O homem sorriu e assobiou...
De trás da loja saiu sua cachorra correndo seguida por cinco
cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava ficando para trás.
O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que estava mancando.
- O que aconteceu com esse cachorrinho? - perguntou.
O homem lhe explicou que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário lhe disse que tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida.
O menininho se emocionou e exclamou:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
E o homem respondeu:
- Não, você não vai comprar esse cachorro, se você realmente o quer, eu te dou de presente.
E o menininho não gostou, e olhando direto nos olhos do homem lhe disse:
Eu não o quero de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço completo.
Agora vou lhe dar meus R$ 2,37 e a cada mês darei R$ 0,50 até que o tenha pago por completo.
O homem respondeu: - Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar
como os outros cachorrinhos.
O menininho se agachou e levantou a perna de sua calça para
mostrar sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada,
suportada por um grande aparato de metal.
Olhou de novo ao homem e lhe disse:
- Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda.
O homem estava agora envergonhado e seus olhos se encheram de lágrimas...
Sorriu e disse:
- Filho, só espero que cada um destes cachorrinhos tenham um dono como você!!!
Moral da história:
Na vida não importa como somos, mas que alguém te aprecie pelo que você é, e te aceite e te ame incondicionalmente.
Um verdadeiro amigo é aquele que chega quando o resto do mundo já se foi.
Amigo não tem defeito!!!